Tem outra coisa engraçada de ficar um mês internada: fiquei um mês inteirinho longe da internet. EU! Que estou aqui, tão acostumada a não largar o twitter desde o café da manhã até a hora de dormir, com meu (que Deus o tenha) furtado iPhone 3GS.
Mas assistir TV e ter acesso à notícias só por um meio é muito diferente do que com a internet. Ainda mais pra minha geração, que não aguenta ver TV e não comentar no twitter.
Uma coisa interessante sobre ver TV com twitter é que rola aquela falsa-impressão de “nossa como as pessoas da internet são engajadas, né. Ontem falaram que não queriam metrô no Higienópolis e já tem flashmob de churrasco na laje rolando pra sábado”.
E aí quando você vê TV sem twitter você percebe que… a TV tá pouco se fodendo pra você. E que as notícias continuam acontecendo e que o fato mais importante que passou no Jornal Hoje daquele dia nem foi isso do metrô, uma notinha besta, mas talvez o enterro de algum menino pequeno ou mais flagrantes de câmeras pelas ruas, sei lá.
O fato é que o twitter (eu inclusa, claro) se preocupa demais com coisas muito bestas. E preocupações de uma minoria da população: gente que não é analfabeto funcional, que tem acesso a computador, internet e muito mais. Uma classe A-B falando mal da própria classe A-B.
Galera, nós estamos sendo hipócritas e infantis. Cresçamos e nos preocupemos com coisas importantes. Dos ratos e sapos na merenda escolar, ninguém falou nada. Nós temos força e voz, sim. Mas de que adianta, com um foco distorcido desses?
