Estratégias de marketing que deram certo (para mim)

Não é difícil me convencer a comprar alguma coisa. Se for roxo, brilhante e bonito já tô levando. Ainda mais com essa vida de casa nova, gente, é muito difícil. Cada vez que entro numa loja gasto R$50 ou R$100 porque eu preciso tenho essa desculpa mágica de poder comprar qualquer coisa (quase) sem culpa.

Quando estratégias de marketing funcionam comigo rola um pensamento de "I see what you did there". Porque de fato eu sei o que eles pensaram para conseguir um resultado. E é de se elogiar. Um caso foi do L’Occitane.

Me inscrevi para aquelas promoções que nunca dão nada do Facebook e só aí ela já conseguiu com que eu conhecesse (eu não conhecia mesmo nem ligo) e seguisse em uma rede social – além de divulgar pras amiga. No fim, recebi um e-mail dizendo que tinha ganhado o brinde prometido. Fiquei até surpresa. Para retirar, foi só imprimir o e-mail e apresentá-lo com RG.

Mas aí minha mãe tá fazendo aniversário (parabéns mãe!) e ela adora creminhos. Aproveitei os 15% de desconto que valiam só no ato de retirada do brinde e a L’Occitane me fez comprar e virar cliente – os cremes são uma delícia!

Outro caso foi do pinguim mais querido das redes sociais. O @pontofrio fez sucesso sendo uma fofura no Twitter e eu comecei a seguir por isso. Além dessa, vi amigos sendo bem atendidos e brincando mesmo. E chegou o momento de comprar minha cama e guarda-roupa, então corri no site dele.

Demoramos para escolher. Mas depois de alguns dias passou uma propaganda com promoção tentadora na TV e não pensei duas vezes. Comprei os dois produtos no Ponto Frio.

O atendimento foi excelente, as respostas que precisei foram dadas pelo Twitter ou no chat online e o pedido chegou 2 dias antes do máximo pela entrega, em perfeitas condições. Digo, o guarda-roupa. A cama chega em 34 dias úteis, mas isso estava claro o tempo todo e eu quis comprar mesmo assim.

Quer dizer: por causa de um pinguim simpático (e uma promoção muito delicinha) vou dormir em um colchão inflável até abril.

Parabéns, publicitários, vocês conseguiram novamente.

Somos tão jovens

Tenho certeza que o mercado de trabalho brasileiro não é muito confortável para a maioria de nós (apostando que uma pequena parcela – se existir – dos meus leitores é político ou pastor), mas é inegável que eu convivo com as profissões mais fodidas-e-mal-pagas que eu tenho notícia: minha irmã é vendedora de loja de roupas, meus amigos são programadores e a outra parte, eu inclusa, trabalha em agência de publicidade.

Quanto à loja de roupa, não tem muito o que falar: comércio é um saco – e a única loja que trabalhei viu as minhas poucas habilidades vendedoras somente por um mês. Foi péssimo pra mim, não dou pra isso, mas a Laís tá indo bem. O pessoal tem de trabalhar de fim-de-semana, em horários estranhos, mas no fim das contas, eles recebem direitinho pelo que trabalham (espero).

Eu acho que não conheço um programador não-nerd, então ficar na frente do computador pesquisando é normal. Mesmo assim, aqui já começam a acontecer umas coisas que me irritam profundamente: amigos que passam semanas viajando a trabalho, trabalhando 20h por dia (sim, você leu certo), e os que, não raro, surtam em pontos extremos de stress. Aliás, acho que é nessa parte do stress que o bicho pega: meu pai, ex programador de Visual Basic, se aposentou 10 anos antes do tempo, com o programa de aposentadoria voluntária do Banco do Brasil, e demorou cinco anos pra programar de novo.

“Só agora, quando eu abro o programa, não lembro mais da atmosfera de trabalhar no banco. Agora dá pra voltar a brincar”

Ele disse uma vez pra mim e começou a estudar Java (depois largou, mas “A vida e obra do meu pai fodão” é um outro post que ainda não existe). Enfim, meus três amigos mais próximos programadores andam surtando e fazendo faculdade. Ao mesmo tempo.

Mas eu sempre trabalhei em agência, três pequenas e duas grandes. O engraçado é que na maior delas é que o trabalho foi mais desumano. Desumano, sim. Não vem torcendo o nariz, falando “imagina, Marta, você está exagerando”. Eu estaria, se não rolasse esse orgulho:

“É tenso qdo você olha o histórico de alguns projetos e vê atividades disparadas às 03 da manhã.. Tenso, porém, sensação de dever cumprido o/”

Você acha isso bonito? Deixa eu te contar uma novidade: você não recebeu hora extra. Ah, o trabalho engrandece o homem? Ah, sua carreira está melhorando? Puxa, parabéns. Por outro lado, lamento, eu acho você bastante bobo para aceitar que façam isso com você.

Quando um ser humano se revoltou contra o entra as oito, sai as oito e recebe oito horas/dia de salário, ficou tão manchado que saiu da agência. E certo estava ele. Não entendo esse orgulho de “virei a noite!”, “tô há 32 horas trabalhando!”, “quase morri mas entreguei!” se você não vai realmente receber por isso – seja dinheiro ou portfólio, numa exceção (mas eu sei que no caso é recorrente, é quase diário).

Já ouvi que a gringa compara agências do Brasil com China e Índia. Que os orientais me perdoem, mas nosso objetivo não é montar. Nosso objetivo é criar, e nós temos capacidade para isso. Só que nossos chefes continuam nos tratando como se fôssemos macaquinhos que produzem e tudo bem não ver a família. Precisa entregar o job. Você não vai me deixar na mão, certo?

(Daí eu cansei e mudei de agência. Hoje eu tenho vida, dois blogs (mais um em criação), namorado e podcast. Fiz curso, saio de fim de semana e ganho menos.)

Quando eu falei que ia trocar de emprego, ou sempre que eu reclamo disso, minha mãe tem uma fita gravada e dá play: “Mas emprego hoje em dia está tão difícil, Marta… Tem que aguentar, emprego é chato mesmo. É assim mesmo, não tem jeito”. Ok, tem que trabalhar? Tem. Tem dia que é chato? Claro. Mas eu não vou perder vida porque “é assim mesmo”. Se for assim mesmo, eu largo tudo e vivo de freela. Problema resolvido, com louvor.

Somos tão jovens e a maioria de nós tem gastrite. A maioria de nós usa óculos. A maioria de nós tem algum tipo de LER ou já sofreu dores por isso. E nenhum de nós passou dos 30. Pense nisso.

Jesus é 200%!

Omagaaaaaad, eu tava trocando email com o Lucas sobre meus últimos pecados de bebedeira, então o Google sabiamente leu o texto e colocou esse link nos patrocinados.

E eu, lóooogico, fui ver se no site tinha uma ENQUETE que pudesse me julgar. Se o homem não deve julgar, uma enquete ou algo parecido possa fazer o papel de Deus.

E na primeira página estava escrito assim:

“(…) o Senhor Jesus veio a este mundo tornando 100% homem, mas também não deixou de ser 100% Deus (…) Se cremos nesta verdade somos salvos de todos os nossos pecados…”

Tudo bem que o Cabeludo-que-andava-na-água era onipresente, onipotente, oniwhatever, mas daí a ser 200% vai realmente além da minha compreensão!

É por isso que eu sou pecadora. Porque eu sei fazer conta :D

Links que me fizeram feliz:

http://novo-mundo.org/log/2008/05/12/um-evangelico-tentou-me-converter/
http://duard.com.br/blog/eu-odeio-evangelicos/

(siiimmmm, eu adooooro falar mal pensar a respeito dessas coisas *-*)
(sim, comentários de salsinhas evangélicas serão sumariamente deletadas ^_^)