Uma nota à Sandman

Eu não sei quantas vezes já disse que devo porque devo um post imenso sobre Nárnia. Está rascunhado, se lhe consola. Não deu pra terminar ainda porque preciso da referência. Enfim.

Enquanto meu post imenso sobre Nárnia não sai, li tudo que o Ray tinha de Sandman. E ele tinha daqueles encadernados, com histórias meio randômicas. Alguns do Sandman e outro da Morte.

A história foi mais ou menos a seguinte: no fim dos anos 80, Neil Gaiman era um novo redator de quadrinhos para a DC. Não demorou muito para ele conseguir carta-branca para fazer o que quisesse. Então pegou um personagem, Sandman, destruiu o que existia e ficou só com o nome.

A partir daí, o Sonhar nasceu. Porque Sandman não é o Deus do Sonho ou o Senhor que lhe faz sonhar, ele é o próprio Sonho. Do mesmo jeito para os outros perpétuos: Destino, Morte, Destruição, Desejo, Desespero e Delírio. Todos eles são o que são e as histórias de Sandman nos contemplam com esse universo fabuloso e fantástico.

sandman_mat_img09

É natural parar de ler por um momento para tomar um ar. Finais são imprevisíveis, porque nisso tudo, você questiona até o que seria um final feliz.

Sandman não é só absurdamente lindo como também é absurdamente lindo e está sempre com o coração partido, desiludido por algum amor. (Aliás, completamente diferente da Morte, sua irmã mais velha, sempre brincalhona, alegre e calma).

sandman-death

Você acha absurdos de material pela internet, mas se puder ler as histórias no papel mesmo, é outra coisa, cara. Eu li só os encadernados e o primeiro arco. Mas acho que só vou ser feliz o dia que terminar de ler tudo.

Uma vez o próprio Gaiman escreveu para mim e meus amigos: “Never Stop Dreaming”.

Acho que ele falava sério.

(aliás, um beijo, Desejo. Você me ensinou algumas coisas.)

(aliás 2, imagens achadas na interwebs. Desculpa a falta de créditos).

(btw 3, Neil, if someday you, i don’t know, read this entry, i only wanna say that i love your work and Sandman saved my life this week. Thank you.)

OMFG Coraline!

Olá, esse é meu post atrasado 2 de 3. Sim, estou relapsa pra blog. Meu trabalho anda chato, e se eu parar pra blogar, fodeu.

Bom, todo mundo aqui sabe bem (por favor, né) que eu sou completamente apaixonada pelo Neil Gaiman e pelo trabalho dele desde quando soube que ele existia, pra fazer meu TCC.

Então junta ele e o diretor do Estranho Mundo de Jack pra fazer um stop motion. Entrei em choque.

Por meses, acompanhei tudo que foi coisa de Coraline (menos o livro em si ¬¬): os trailers, as entrevistas, os making-off, até uma entrevista que o Gaiman deu numa rádio na putaqueopariu e eu entendi só algumas coisas. Eu fiquei meio com medo de ser que nem “Deu a Louca na Chapeuzinho” (vale uma comparação dessas?), que o trailer mostrava todas as cenas boas do filme.

Daí eu vi que lançaram o jogo pra DS de Coraline. Não me aguentei. Baixei na hora e comecei a jogar. Adorei o joguinho, foi o mais rápido que fechei, umas 3 semanas. E é a história do filme, então fiquei com medo de me arrepender de ter jogado.

Fomos eu, Heron e Pôlo (nossa, estou convivendo com você hein! :D que bom!) num cinemark 3D assistir.

Eu nunca tinha ido num cinema 3D antes e os trailers já eram muito divertidos e encantadores.

Mas quando começou… só aquela abertura do filme… nós três esquecemos que havia mundo (e pipoca e refrigerante) e ficamos lá, grudados na cadeira, observando toda aquela beleza acontecendo bem na nossa frente, quase sem respirar e com certeza sem se mexer.

Foi mágico. Intenso. Inexplicável.

Eu não vou falar sobre o filme, eu não consigo. Você tem que ir lá, num cinema 3D e sentir tudo aquilo.

Te garanto que tu num vai se arrepender nem um centavinho.

(e até hoje, quando eu imagino alguma cena que nunca vai acontecer, aparecem botões no lugar dos olhos das pessoas…)

É hoje, é hoje!

(i feel soooo better! obrigada pelos comentários fofos :) aquela confusão toda deu um espaço gigante dentro da minha cabeça pra colocar as coisas no lugar, com calma, e eu ADORO!)

É hoje, a apresentação do meu TCC é hoje!

Se você quiser ir, é na Metodista, no Delta, no terceiro andar, na sala de direção de arte. Começa as 19h30, mas eu sou o quarto grupo, então deve ser lá pras 22h. Será bem vindo!

Eu tô feliz por ter algo pra apresentar! Algo conscistente, vai ser legal.

Pra comemorar e pra me acalmar, editei o vídeo de quando a gente foi pra FLIP conhecer o Neil Gaiman, com só seis meses de atraso. Quase nada.

 

(pior foi ter levado só umas 3h30 pra fazer isso. Podia ter feito nas férias.)

Os filhos de Anansi – Neil Gaiman

Os Filhos de Anansi - Neil Gaiman

Os Filhos de Anansi - Neil Gaiman

Eu não gosto de fazer reviews de livros e filmes, do mesmo jeito que não gosto de contar piada: eu estrago tudo. Sou cheia de spoliers, não consigo contar as coisas sem estragar a surpresa.

Eu tenho melhorado quanto a contar piadas (tive um grande progresso com o cara que tem a cabeça meio de laranja), mas não quanto a spoliers de livros, então NÃO LEIA esse post a não ser que tenha lido Os Filhos de Anansi, do meu queridinho Neil Gaiman.

Sobre a história – ainda não tem spoliers

Os Filhos de Anansi conta a história de quando Anansi, o deus aranha, morre. Então seu filho looser, Fat Charlie, é convencido por sua noiva Rosie (e uma garrafa de vinho no sangue) que deve procurar seu irmão.

Eles foram separados quando crianças por uma vizinha meio bruxa deles.

Seu irmão herdou toda sua parte divertida, confiante, mítica, pegador, fodão, bonito, etc. E Fat Charlie é o extremo oposto: bundão, bobo, certinho.

Dadas as apresentações principais, Fat Charlie encontra seu irmão Spider, que fica realmente chateado pela morte do pai, então diz que, nesses casos, há 3 coisas a fazer para curar a tristeza: beber, mulheres e música.

É aqui que fode tudo. :D E Fat Charlie (que não era gordo) vai ter sua vida completamente de cabeça pra baixo.

Continue lendo por sua conta e risco. Lec, não me xinga. Você odeia spolier, então não lê. Eu avisei.

Continue reading »

Foi um sonho, certeza.

É, eu tenho de escrever sobre a FLIP, mas nem sei por onde começar…

Bom, a semana foi um inferno, com tanta coisa na minha cabeça. Eu tava estressada, assustada e principalmente desesperada: Neil Gaiman viria ao Brasil pela FLIP, Festival de Literatura Internacional de Paraty, e eu não podia perder de jeito nenhum.

Rua enfeitada

Com muito custo, conseguimos confirmar presença, comprar ingressos e arrumar tudo. Sexta-feira pegamos estrada, e, apesar do nojento tráfego de caminhões na zona leste, chegamos rápido a Ubatuba.

No outro dia levantamos cedo e fomos pra Paraty. Meldeeels, que cidade linda! Era de se esperar para uma cidade turística e histórica que já serviu de cenário pra minissérie da Globo, mas ao vivo é tão melhor!

Quando retiramos os ingressos que compramos online, soubemos que não havia mais nada. Fiquei bem chateada. Só tinha ingressos pro telão, e eu achei muito estúpido pagar R$8 pra ver o cara de um telão. Só parei de reclamar quando vi que a tenda do telão era muito próxima a tenda dos autógrafos. Saimos antes de terminar a palestra pra correr pra fila do autógrafo.

Deu certo, esperamos uma hora prazeirosa, conversando com cariocas e paulistas que eram muito mais fãs que a gente, mesmo que a gente soubesse bastante coisa por causa da monografia (e se gabasse disso a todo momento). Até que a hora chegou.

Ensaiei o caminho todo: “My boss send you a kiss, so…” mas na hora sei lá o que saiu da minha boca. Sei que dei um bjo nele, e a Naru falou “Again!” pra poder tirar a foto e dei outro e ele deixou lá até ela tirar a foto! E a Naru derrubou uma xícara vazia de café. O Lucas explicou a monografia, e tiramos fotos nós quatro com ele, e ele assinou assim

“To Machina Comunicação: Never Stop Dreaming. Neil Gaiman”

E eu acho que vou tatuar isso em mim.

O beijo!Machina e Neil GaimanEntreguei um livro da Naru pra ele assinar e ele “Wait. You are Martha, and she is Nathália, i’m confused!” auheuhauheuah tão fofo, tão simpático!!!

Depois foi o Heron e ele derrubou água, mas só pegou nele mesmo, e não no Neil. Daí o autógrafo do Heron tem gotinhas d’água, hahahaha

E a gente saiu tremendo, todos felizes, como se tivessem tomado a última gota de coca-cola no deserto!

E ele falou que se a gente traduzir a monografia pro inglês ele coloca no site dele!!! *-* Omagad!

Se eu vi a Maddy, não reconheci =/

Também não reconheci o Nevermore, um amigo de internet que também foi no

Almoço

evento =/

Depois a gente andou por Paraty, almoçou bem, comprou lembrancinhas, andou mais e fomos pra casa, dormir, acabados, esgotados e muito contentes! Mas muito!

Hoje acordamos tarde (dormi tão bem dessa vez em Ubatuba!), comemos no minero e viemos pra casa ^_^

Todo esse processo foi documentado por vídeo e fotos. As fotos estão com a Naru e serão adicionadas a esse post quando ela me passar e algumas com o Heron – e o vídeo está em DVD, mas vamos editar pra ficar beeem legal. – e também vou adicionar aqui, é lógico, e a Sopa terá várias fotos e o vídeo repetido, mas nem ligo!

A vontade de editar tá me consumindo:

Sim, mudei o tema.

Aaaarg, aquele tema tava mega-lindo e tudo, tava todo organizado, mas quando eu vi esse hoje cedo (maldito google reader que acaba com a minha produtividade!) tive-que mudar!

Não gosto de fazer essas coisas na agência (ainda mais depois da minha chefa deixar bem claro que vê no monitor e usar a palavra “blog” na frase), mas

a) ela não chegou ainda.
b) eu tô mega-estressada.  (hoje tem coisas pra entregar aqui e ir pra Paraty ver o Neil Gaiman nem é tão fácil porque todo mundo complica tudo e isso me deixa muito brava.)
c) num dava pra esperar. Ok, dava, mas é mais forte que eu. Ok, isso não é desculpa, mas meperdooaaa!

Enfim, eu tava querendo um tema mais de “pessoa” do que de “blog sério” que era o anterior. Esse é muito mais a cara do blog.

Tô feliz com os amigos novos! :D

Ain, é isso por enquanto, apesar de eu ter 2 posts intalados tenho que terminar coisas e sair relativamente cedo hoje pra arrumar as malas pra ir pra Paraty.

:*