Marta, a super legal

mar 10 2010 Published by Marta Preuss under Chororô, comportamento

Vira e mexe, do nada, algum dos meus contatos masculinos pelo qual eu me interesso (são geralmente entre 3 ou 4. Quantidade porque todos eles vão dar #FAIL mesmo. Observe.) chega pra mim todo feliz no gTalk e me conta sua vida feliz com a nova paixão/peguete/namorada.

Sei lá, eu devo ter cara de otária, melhor amiga, a feia-legal e/ou super confiável, não é possível. Todo mundo me conta dos rolos. Inferno.

Não que seja ruim. Pelo contrário: eu adoro ser amiguinha de todo mundo. Tenho mais amigos meninos do que meninas e acho linda a fragilidade deles, a insegurança e o universo tão simples que é quase binário.

Mas eu ainda não sei quando eu passo pra zona de amizade. Deve ter sido quando chamei ele de gordo/idiota. Ou falei qualquer besteira depois da tekila. Ou disse que comigo não tem essa não, eu mato barata mesmo e foda-se.

Então, né, gente, vocês estão me cansando. Assim, fica a dica. Esses que já contaram, legal, there there, pode continuar contando porque eu quero saber no que vai dar.

Agora, oi, meu nome é Marta, eu tenho 22 anos, sou ruiva dos olhos verdes, nerd E SOLTEIRA.

Abraço forte.

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Entendendo mulheres em tpm

nov 05 2009 Published by Marta Preuss under Chororô, comportamento

Talvez para os garotos entenderem o que é uma mulher em tpm seja mais difícil do que para as meninas. Não que as meninas entendam, mas elas têm algo como um sentimento de cumplicidade que faz dar de ombros e deixar pra lá: “Ela está de TPM, deixa ela quieta”.

Muitos homens reclamam “Eu não tenho culpa se você está de TPM!” mas vocês tem de entender que a gente também não. Muita gente fala “Credo sua grossa” ou “Pára de reclamar!” mas não conseguem se colocar no lugar dessa enxurrada de hormônios que tomam forma e te controlam.

Gente, entende: é incontrolável. A gente não tá chata porque a gente curte. A gente não tá achando defeito em tudo porque gosta. A gente não tá de mal-humor porque acha legal. A gente apenas está.

O melhor a fazer é a) deixar ela reclamar (sem “posso te ajudar?” ou “aqui, toma um chocolate” ou “vamos resolver o problema”. Não é pra resolver nada. É só pra reclamar gratuitamente. Mulheres fazem isso) e/ou b) deixá-la sozinha (talvez algumas fiquem de mimimi “Onde já se viu você me abandonar só porque eu tô chata?!” mas se você ficar pode piorar as coisas).

Mais importante: Não tente fazer uma mulher brava ou com tpm rir. Ela não quer rir. Ela quer ficar brava. Se você tentar fazê-la rir, ela vai te dar motivo pra chorar.

E espere passar. Acho que existe remédio pra isso. Dizem que doces e cafeína são ruins, mas quem liga? Dizem que fazer exercício físico é bom.

E, de fato mulherada, por pior que seja admitir, não é culpa dele nem justifica tratar ninguém mal. Mas sabe quando você vai engolindo, vai respirando fundo e ele vai piorando cada vez mais as coisas? Daí chega uma hora que você explode, certo? Daí se arrepende e fica triste por ter feito isso, certo? Você pode evitar tudo isso cortando logo na primeira: “Não tô legal, não tem graça, me deixa em paz”.

(Vou tentar de novo mês que vem, porque nesse deu #FAIL.)

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Shitty day

jun 26 2009 Published by Marta Preuss under Chororô

Eu não ia postar porque faz parte dos posts-que-eu-não-ia-mais-fazer, mas, ah, eu gostei. Se eu não postasse aqui eu ia postar em outro lugar e, puxa, ainda é o Blog-da-Marta, né? O “Ah, eu tenho um blog, mas ele é bem pessoal, sabe como é. E eu também posto no QG“.

Então, tem dias que eu não quero ver ninguém. Essa anti-socialidade está nos meu top 3 coisas que odeio em mim mesma:

  • Anti-socialidade momentânea
  • Falta de segurança em si mesma em momentos críticos
  • Não saber argumentar com as pessoas sem ficar com muita raiva (e os enchedores de saco se aproveitarem horrores disso)

Daí tipo hoje, tem um barzinho megalegal, com povo da agência e Ray, porra, ele falou que adora lá e talz. Eu vim bonita, sabe? Blusa preta favorita, xadrêz da Laís, jeans e allstar pra num sair do comum e almocei bem, sabe?, pra poder beber um pouco. Tava com medo de continuar passando mal (mini-enxaqueca de manhã). Só que agora, takeopariu, quero o mega-combo-anti-social, que olha só que maravilha, evoluiu um lévél. Quero Ray + filme + cobertas + silêncio + ninguém.

Minha cabeça tá tão não-funcionando que não consigo achar nem coisas simples. Parou de doer e parou de funcionar. Gente, essas coisas não são práticas no mundo moderno. Revolução dos analgésicos já!

Nem as músicas estão melhorando meu humor. #tenso. O twitter tá no seu pior dia, e foi piorando progressivamente, começando com “MJ morreu”, indo pra “Olha a Bottan” e culminando num “#forasarney” que eu aprovo mas tô total por fora de guerrilha. Não tô numa fase guerrilheira (Andressa vai me bater se ler isso, daquele jeito revoltado dela que parece eu. Adoro.)

Acho que é meu ascendente falando alto. Ah, meu ascendente Touro, sempre brigando com Sagitário. Quero sair, mas broxei. Num sei se “minto” pro Ray e vou e espero melhorar depois da primeira cerveja ou se sou sincera e peço filme e edredon, assim, tão cedo, nem ligo, só porque é a coisa que mais quero: deitar no peito dele e chorar sem motivo.

TPM mode on.

[editado] Acabei indo pro Bar B e foi super diverito xD. Deu até uma melhorada, hahah! [/editado]

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Boletim extra-ordinário

jun 12 2009 Published by Marta Preuss under Pessoal

Eu não sei quais pessoas do trabalho lêem meu blog, mas algo me diz que vou saber em breve! HAHAHAH
Aliás, eu nem sei quais são as 8 pessoas que seguem meu RSS. Deve ser a Lec, a Varetinha, a Paty, o Léo e… sei lá. Mais alguém.

Ok, voltando ao tema: ô profissãozinha boring que eu fui escolher! Me tiraram da cama hoje pra me matar de tédio.

Eu podia tá vendo star wars, eu podia tá jogando ds, eu podia estar zerando o reader, mas tô aqui, fazendo formulário e hover de botão em CSS.

Isso mesmo, Brasil, formulário. Aqueles que eu detesto. Aqueles que – eu ainda não esqueci – eu fiz QUARENTA pra não serem usados. Aqueles com <label> e <input>. Vontadezinha de morrer, viu?

Mentira, vontade de GoodFeelas.

Daí a mulher que me contratou e depois saiu da agência (conveniente?) veio aqui visitar hoje (ou fazer algo mais importante que isso). Perguntou como tava, eu falei que tava me divertindo. Ela disse que as pessoas disseram que eu tava “arrebentando” (no bom sentido, parece). Mas acho que era mentira. Como que eles podem falar uma coisa dessas se as páginas que eu fiz dá pra contar nos dedos? Se me contrataram pra fazer email marketing?

Ah eu tava acostumada com a hardness da Tribal. Tinha gente paga pra fazer email marketing e tinha, tipo, eu. Era outra categoria, manut e prod. Agora eu sou a manut E prod. Mas blé. Odeio manut. Odeio recortar imagem. Odeio redimensionar imagem. Odeio fazer trampo de estagiário #prontofalei

E essa é a melhor parte: saí da Tribal pra ter uma vida mais sussa e – puxa – a vida sussa me matou de tédio. #ironiaCruel

Não sei se compro uma moto ou faço faculdade. LITERALMENTE. #medo

E essa vidinha social hein? Caralho, ninguém responde meus emails, niguém responde minhas SMS. Meu plano do celular venceu a quantidade do pacote de dados então não consigo mais twittar via cel, nem ver emails, nem fazer busca no google, não sei até quando. Tenho dinheiro no HSBC mas o cartão não funciona mais (preciso ligar pra pedir outro), e eu travei a senha e tenho de ir (absurdo) na agência fisicamente resolver. Caralho, velho, internet pra quê? HSBC é um lixo.

Jovem nerd não leu meu email de “estou solteira”, mas quer saber? Melhor. Não quero namorado. Quero companhia. Não preciso dar satisfações de tudo pra uma companhia. Fidelidade nem é problema, mas gosto de ter minha vida na minha mão. Não gosto de dividir meus problemas. Nem de fazer exercício de inglês em dupla. Mas eu preciso conversar, então, fazer o que. Mas namorar eu não preciso. Tô de boas.

(a Paty falou que alguém ainda me amarra. HAHAHAHA. eu acredito nela. Que sejE alguém divertido pelo menos.)

Ah, esse é mais um post para chegar no 400º post. Na edição comemorativa vai ter alguns posts especiais, algumas estatísticas e o porque dos posts protegidos. E que esse monte de palavras não me traga problemas, amém.

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“Você tá comendo alguém?”

mai 28 2009 Published by Marta Preuss under Filosofias vãs

(Série de posts filosóficos que eu pensei duas vezes se ia postar e vou, porque ninguém gosta de ler mesmo. E eu escrevi tão bonitinho, não vai do rascunho do gmail pro lixo.)

Outro dia tava eu sem fazer nada (como sempre), cultivando a oficina do diabo na minha mente vazia. Daí me ocorreu de procurar clínicas estéticas, porque eu tô gorda e cansada de ser gorda.

O que me ocorre é: “Pô, numa rodinha de amigos ninguém ia falar ‘A Marta? Claro que eu comeria!’.”. E isso me fez pensar “Mas… Eu preciso de um tratamento estético ou psicológico? Porque ok, eu tô gordinha. Mas eu tenho que me adequar aos padrões ou aceitar que eu não faço parte deles?”

Meu caminho favorito é aceitar que, puxa, eu sou assim mesmo. Primeiro porque eu gosto de comer tudo que como e gosto de tomar cerveja. Regimes são longos, chatos, sem-gosto e os resultados demoram demais pra aparecer. Academia idem, adicionando os quesitos dor e gastar dinheiro. Mas é claro que aceitar também tem seu lado difícil: as quedas de auto-estima são constantes e inevitáveis. Não sou magra, pronto acabou. E ninguém #pegaeu, RÁ! (PEI Piada Extremamente Infame).

Olivia Wilde (nova mulher mais sexy do mundo) e Susan Boyle. Quem você cataria? (se as duas dessem igual atenção pra você, é claro).

Olivia Wilde (nova mulher mais sexy do mundo) e Susan Boyle. Quem você cataria? (se as duas dessem igual atenção pra você, é claro).

A minha sorte é que o feio tá meio que na moda. Susan Boyle que o diga (e o Leonard, do The Big Bang Theory, super apaixonado pela Penny-gosto-de-caras-malhados-e-burros). E essa nerdaiada de repente virou super atraente interessante. Então você só precisa se vestir mais ou menos longe do “What not to wear” (Ou Esquadrão da Moda) e pronto.

Digo, biologicamente é natural escolher um parceiro bom de corpo, mas hoje em dia, se a gente salva (com razão) vida de pessoas inválidas, isso não é mais primordial, né? Hoje em dia não temos tanta preocupação com a (leia com cuidado :P ) perpetuação, e sim com a manutenção da nossa espécie.

Bom, beleza física tá longe das minhas prioridades e uma das conseqüências é não ficar com pessoas por meios “tradicionais”. A outra conseqüência é me divertir mais e ser mais feliz :P

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