Acordei cansada hoje e, depois de um certo tempo, lembrei devagar do sonho dessa noite.
Eu estava no curso de jornalismo cultural, com a minha turma e professora, e ela estava devolvendo nossas provas. A prova tinha sido em inglês e eu tinha ido fodidamente bem, tipo “Nossa, Marta, você é foda no inglês, foda no jornalismo, foda na piroca, você é FODA!”. Saí toda feliz do curso e fui pro metrô.
Eu fiquei no primeiro vagão, mas a frente do vagão não era a cabine do maquinista. Tinha uma porta, como as da lateral, que nunca abria, mas pelas janelinhas eu podia ver à frente.
De repente um solavanco e a luz apagou. As luzes de emergência acenderam e depois a força voltou. Depois daqueles minutos de murmúrio e “o que está acontecendo”, o trem começou a andar devagar e a maquinista falou “Paramos porque houve um acidente com o trem na nossa frente. Ele colidiu com um trem que vinha na direção contrária. Existem vários feridos e contamos com quem possa ajudar.”. Eu, com medo de ver o acidente, caminhei pro fundo do vagão.
Liguei pros meus pais, para avisar que eu tava bem. Meu pai falou “deixa suas coisas aí, que estão manchadas de sangue, e não traz elas pra casa.”. Quando eu vi, minha bolsa preta realmente tinha sangue, mas achei isso muito nada a ver pra ser levado em consideração. Saí do trem e caminhei. Não tava dentro do túnel, tava numa parte aberta. (não, não fiquei pra ajudar. Como que eu ia ajudar um monte de gente sangrando e aos pedaços?)
Fim.
Eu queria ter orkut pra postar isso e, se acontecer (deus-o-livre) alguma fatalidade dessas, eu virar uma celebridade porque “previ” alguma coisa, mas não tenho mais orkut. Mas juro que pegar o metrô hoje foi meio esquisito/ruim.