Hora do sonho bizarro

Acordei cansada hoje e, depois de um certo tempo, lembrei devagar do sonho dessa noite.

Eu estava no curso de jornalismo cultural, com a minha turma e professora, e ela estava devolvendo nossas provas. A prova tinha sido em inglês e eu tinha ido fodidamente bem, tipo “Nossa, Marta, você é foda no inglês, foda no jornalismo, foda na piroca, você é FODA!”. Saí toda feliz do curso e fui pro metrô.

Eu fiquei no primeiro vagão, mas a frente do vagão não era a cabine do maquinista. Tinha uma porta, como as da lateral, que nunca abria, mas pelas janelinhas eu podia ver à frente.

De repente um solavanco e a luz apagou. As luzes de emergência acenderam e depois a força voltou. Depois daqueles minutos de murmúrio e “o que está acontecendo”, o trem começou a andar devagar e a maquinista falou “Paramos porque houve um acidente com o trem na nossa frente. Ele colidiu com um trem que vinha na direção contrária. Existem vários feridos e contamos com quem possa ajudar.”. Eu, com medo de ver o acidente, caminhei pro fundo do vagão.

Liguei pros meus pais, para avisar que eu tava bem. Meu pai falou “deixa suas coisas aí, que estão manchadas de sangue, e não traz elas pra casa.”. Quando eu vi, minha bolsa preta realmente tinha sangue, mas achei isso muito nada a ver pra ser levado em consideração. Saí do trem e caminhei. Não tava dentro do túnel, tava numa parte aberta.  (não, não fiquei pra ajudar. Como que eu ia ajudar um monte de gente sangrando e aos pedaços?)

Fim.

Eu queria ter orkut pra postar isso e, se acontecer (deus-o-livre) alguma fatalidade dessas, eu virar uma celebridade porque “previ” alguma coisa, mas não tenho mais orkut. Mas juro que pegar o metrô hoje foi meio esquisito/ruim.

Vislumbrei

Esse post é de coisas que passaram pela minha cabeça nesse momento e não tem relações com a realidade futura. Espero.

Quinta feira, hoje. Tô sem fazer nada desde as 10h da manhã e ofereci ajuda, mas já tá todo mundo fazendo alguma coisa. Os ajustes vão chegar pra mim as 16h e vou ficar mais um dia até 21h no trabalho. Minha chefe provavelmente não vai vir e a reunião de equipe vai passar pra amanhã.

Sexta feira, amanhã, o grande dia de entrega do TCC. O Heron pegou os CDs com o Fininho ontem, chegou mais de 10h hoje e não pegou a monografia. Faço uma OS besta de manhã e a Mel faz reunião às 3h da tarde. Eu arrasto o Heron no meio da reunião às 17h e vou hiper correndo atrasada pra faculdade (num sei bem pra quê, se não tem peça digital pronta nem peça gráfica pra entregar.) Os meninos falam “Não, magina, é pra dia 9!” e meu professor fala “Cadê a peça gráfica?” e os meninos falam “Mas não era pro dia 9?” E o professor “Não, mas como ninguém trouxe hoje, deixa vai.” E a gente não perde ponto porque minha faculdade não é das mais sérias.

Talvez sábado talvez domingo (mas com certeza não os dois dias) a gente se encontre pra falar da apresentação. Mas aposto que vai ficar todo mundo com preguiça e deixar pra segunda feira, já que a apresentação é terça e dá pra inventar qualquer coisa. ¬¬

Terça, mais de 22h, nossa vez. Eu tô nervosa, com dor de barriga e soando frio. O Lucas tá calmo, o Heron chegou 10h da manhã no trabalho e chegou na faculdade há 3 minutos, me deixando nervosa. A Naru tá bontita, e eu ainda tô com dó dela, por causa do avô.

O Lucas apresenta um flash ou PPT porco, com coisas que eu discordo, falando de vez em quando. Num sei se eu ou a Na mexemos no flash. Os professores fazem perguntas, o Lucas responde, eu faço cara feia e fim.

E pronto, serei uma mulher livre novamente.

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São essas as coisas que eu penso e eles não. É tudo isso que eu penso quando fico brava, quando me sinto desrespeitada por ter dado um ano de vida nesse trabalho e ninguém ligar. É essa a raiva que eu sinto quando me falam “Nãããããããããooooo, não é pro dia 5!”. É por isso tudo que eu DESISTI.

nada.

É estranho como algumas vezes, quando estamos bem, as coisas voltam das profundezas e te assustam.

Como tudo já passou, até dá pra encarar de frente e resolver o problema, sem causar bolas-de-neve.

Mas assusta.

Eu tenho pensado em coisas que achei já ter superado. E tenho medo.

i have faced it, a life wasted
i’m never going back again.
oh i escaped it, a life wasted
I’m never going back again.
having tasted, a life wasted
i’m never going back again.
oh i erased it, a life wasted
i’m never going back again.

Tenho medo da vida desperdiçada que achei que eu tinha deixado pra trás. Mas parece que se a gente não cuida, volta.

Meu horóscopo não tá muito bom esses dias…