Dois eventos e um bar

Vou deixar isso aqui para não esquecer mais pra frente. Não gosto de fazer planos para daqui a um mês ou dois, mas vou tentar ir.

Lançamento do livro do Humberto Gessinger


“No dia 17 de março, quarta-feira, às 18h30, Humberto Gessinger estará em São Paulo para o lançamento do livro Pra Ser Sincero: 123 Variações Sobre Um Mesmo Tema. O evento acontece na Livraria da Vila do Shopping Cidade Jardim (Avenida Magalhães de Castro, 12000, Jardins – Fone (11) 3755-5811). Haverá pocket-show no auditório da livraria, com sessão de autógrafos em seguida. A entrada é gratuita, mas para o pocket-show a livraria distribuirá senhas.”

Via site dos Engenheiros.

Evento sobre ficção científica

“No dia 20 de feveiro, a partir das 14h30, na Livraria Cultura do Shopping Bourbon, o assunto será “A Ficção Cientifica”. Venha bater um papo com autores e editores, que falarão sobre o mercado nacional de ficção, como tornar-se um escritor, assistir a alguns episódios de seriados que fazem ou fizeram época.

Serviço:
Dia: 20/02/2010
Local: Livraria Cultura Shopping Bourbon
Horário: 14h30 às 17h30
Organização: Aumanack
Apoio: Livraria Cultura”

Via SciFi Brasil.

The Wall Street Bar

É um bar onde o preço de alguns itens varia de acordo com a oferta e a procura, como se fosse o próprio mercado de ações. Além disso, o pedido é feito por um touchscreen na mesa, o que salva a vida (odeio chamar garçon).

Site: http://www.wallstreetbar.com.br/
Endereço: Gerônimo da Veiga, 149, Itaim Bibi, São Paulo

Via Matéria do G1

O Senhor dos Anéis – Lido, sonhado e comentado

O hai nerds. Long time no see. Estou de “férias” temporárias, brinks, alocada da Abril e graças a algum tempo livre que tive (não pergunte), pude terminar de ler O Senhor dos Anéis essa semana. (em breve volta a correria dos freelas, então não espere muita agitação por aqui)

Comecei lendo o Silmarillion muitos meses atrás, mas não consegui continuar. Muitos nomes, nenhuma referência a nada real, como Tolkien quer que eu imagine alguma coisa desse jeito? Tipo “Trolls são orcs grandes”. Nossa, bem elucidativo. Thanks.

Achei que estava enferrujada pra algo assim então li coisas mais leves antes: muito Gaiman (com direito a algumas coisas lindas da série de Sandman), o maravilhoso volume único de Nárnia e outras coisinhas largadas. Quando achei que estava pronta, parti direto para o primeiro, A Sociedade do Anel. Claro, algumas explicações ainda ficaram suspensas por falta de ler O Hobbit, mas nada grave e Tolkien faz questão de dar uma explicação prévia.

O livro passou relativamente rápido. Sabe como é o começo. Todo mundo reclama do Tom Bombadil, mas eu gostei dele. Tantas andanças e esperanças. Um livro claro como o dia.

O segundo livro passou tão arrastado, mas tão arrastado que eu encaixei uma Meg Cabbot (Tamanho 42 não é gorda) pra continuar gostando de ler e um Pequeno Príncipe para dar uma emoção na minha vida. Esse livro conta a andança das personagens. É um meio mais chato que o começo, nunca vi. Briguinhas aqui e ali. A parte que mais gostei foram dos Ents (grandes árvores que falam devagar) – e são ents! Eles demoram dez vezes mais que uma pessoa normal só pra dar bom dia. Reflita.

O terceiro eu li em umas duas semanas e me rendeu uns sonhos.

Primeiro sonhei que o @rafasoares era um servidor de Sauron.

Depois sonhei que eu ia destruir o anel verde e na hora que eu destruía e gritava “eu sou a Marta! da Gommo!”, havia a aurora e então o crepúsculo. Então Faramir me ligou para me avisar que seria mal-julgada. Loucuras de quem lê antes de dormir.

Então me emocionei com as últimas páginas e fazendo um balanço geral, é uma ótima história. Muito boa mesmo.

Eu gostei muito do modo como Tolkien cuidou do tempo e rítmo no segundo e terceiro livros, quando haviam várias histórias acontecendo ao mesmo tempo. Não vi os filmes até hoje e estou curiosa para ver como adaptaram isso.

Mas eu preferia ter lido um volume único. Concordo com o Ray, a divisão de títulos e livros é horrível. Digo, que duas torres, meu Deus? Eu contei três torres: as duas de Mordor e a de Sauruman. A divisão dos seis livros que o Tolkien faz é bem melhor que os três volumes.

Por mais que agora eu tenha mais essa estrelinha para colar na minha carteirinha de nerd, ainda vou me confundir toda com os nomes e lugares. São muitos. Mas é uma leitura válida, como não? Tudo que eu penso lembro que podia ser pior. Por exemplo “Nossa andei muito hoje. Mas não tanto quanto Frodo e Sam” ou “Puxa vida, que dor dessa tendinite. Mas a flecha no ombro do Frodo deve ter sido pior”. Hahahahha!

Agora falta O Hobbit. E não sei o que virá depois, mas tô com vontade da série dos livros do Guia do Mochileiro das Galáxias, que eu só vi o filme (shame on me). Outras sugestões são bem vindas e veja no meu perfil d’O Livreiro o que já li.

[editado] Eu fiquei o livro todo procurando QUANDO o Tolkien ia ser machista. Porque ele seria, inevitavelmente, dado sua época. Primeiro: ninguém da comitiva é mulher. Segundo: Quando uma mulher fala “Dá aqui minha espada que eu vou pra guerra” é reprimida. Vai mesmo assim e quebra o braço. Quando se cura, sua felicidade é saber que quer ser da casa de cura. PRA MERDA A CURA, caralho, personagens de cura a) são ruins e b) já tinha o Gandalf E o Aragorn, WTF? “Sou mulher, sou linda, devo ficar aqui como todos os machões falam”. Afê, Tolkien! [/editado]

Tamanho 46 é quase gorda

Não! Não é justo! Rachel é o tipo de TODO MUNDO! Quer dizer, ela é bonita e atlética e tem tudo no lugar e é uma moça de sucesso e estudou em Yale e está fazendo diferença no mundo. Mas e EU? E as garotas legais? Como é que nós vamos concorrer com todas as moças competentes, atléticas, que tomam banho de chuveiro, com todos seus diplomas e Palm Pilots e aquela bundinha?

Cabot, Meg – Tamanho 42 não é Gorda, editora Record, página 163

Esse negócio do banho de chuveiro é porque a personagem, Heather Wells, diz que toma banho de banheira porque tem preguiça de ficar todo aquele tempo de pé :P

Heather tem bastante coisa em comum comigo. Tirando que ela era cantora (e eu sempre quis ser atriz), que ela tem 28 e eu tenho 22 e que ela conhece mais astros de rock do que eu conheço blogueiros. Mas a personalidade é parecida, digo, não entender como pessoas podem recusar um picolé de creme com cobertura de chocolate e coisas assim.

Ainda não terminei de ler “Tamanho 42 não é Gorda” (apesar de estar quase na metade, acho que termino essa semana. Times new roman 14, essas 400 páginas valem umas 200), mas precisava postar essa frase em algum lugar e ela tem mais de 140 caracteres e meu tumblr… well, nem sei se ele existe ainda.

As Crônicas de Nárnia

Tudo que você queria saber – ou tudo que eu quero compartilhar depois de ler.

A) Notas sobre esse post

- Escrevi à mão, no meu caderno, na Starbucks, por isso ele já está tão pequeno quanto poderia.

- Haverá spoiler, invariavelmente. Se você não leu As Crônicas de Nárnia, C. S. Lewis, não leia esse post. Além disso, ter visto os filmes ajuda.

- Escrevi contando e criticando única e exclusivamente para o MEU bel prazer. Então não sei qual a real utilidade desse texto e ele não tem pretensão nenhuma. Se quiser saber tudo, tudo mesmo sobre Nárnia, veja a Wikipedia e o site Mundo Nárnia.

Aslan

B) As histórias que o livro e o cinema contam

O volume único d’As Crônicas de Nárnia é composto por sete romances, dispostos na ordem cronológica da história:

B1) “O sobrinho do mago”, 1955 – A criação do universo. Como tentei ler Simarillion, posso dizer que Lewies e Tolkien, amigos que eram, tinham idéias semelhantes quanto à criação do universo: música, a sinfonia do nascimento, da vida. Essa é a história de Digory (o velho senhor do 1º filme), sua amiga Polly e da Feiticeira Branca.

Imagem via FFFFound

“Se um leão falasse, nós não entenderíamos o que ele diz”. No primeiro livro, o tio de Digory era mau e interesseiro. Então ele foi se convencendo que Aslam era um leão grande, assustador e falava coisas sem sentido, até chegar ao ponto que ele realmente não entendia nada além de rugidos.

B2) “O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa”, 1950, a história do primeiro filme. A adaptação para o cinema é perfeita. Não há furos no roteiro, só pequenos detalhes, como o fato de Digory ser mais amável (ainda) no livro. De resto, é possível relembrar o filme enquanto se lê. É a história dos quatro reis: Pedro, Susana, Edmundo e Lúcia, desfilando na nossa imaginação.

Imagem via Google via G1

B3) “O Cavalo e seu menino”, 1954, mostra que nem só de narnianos o mundo mágico é habitado, mostrando os Calormanos, um povo mais sóbrio, sério e até mais cruel do que os narnianos. Esse é uma história que corre durante o reinado dos 4 reis e começa a apresentar as facetas de personalidade de Susana que o segundo filme (o próximo) desconsiderou.

B4) “Príncipe Cáspian”, 1951. A volta dos quatro reis para ajudar Cáspian a governar contra seu tirano tio Miraz. Mais uma adaptação fabulosa para o cinema (pelo menos nos primeiros 95% de filme). Vou falar: de acordo com o livro, não tem como o beijo entre Susana e Cáspian acontecer. E não me venha com “Ah, mas no cinema precisava…”, porque no livro Lúcia e Susana  ficam o tempo todo com Aslam e não participam de nada. Não dá tempo de ficarem próximos.  Susana tem outra personalidade, ela não é brava ou heróica, é uma mocinha, toda política. E isso acaba com o grand finale.

Imagem via We Heart It

B5) “A Viagem do Peregrino da Alvorada”, 1952. Lúcia e Edmundo voltam para Nárnia com seu primo Eustáquio para ajudar Príncipe Cáspian a encontrar e vingar o desaparecimento de 7 reis graças a seu cruel tio Miraz. Eustáquio aprende a ser um garoto mais legal. Esse vai ser o próximo filme, lançado no fim de 2010.

B6) “A Cadeira de Prata”, 1953. O Príncipe Rillian, filho de Caspian X, desaparece, então Eustáquio e sua amiga Jill voltam para Nárnia para encontrá-lo. Quem ganha um caráter melhor agora é Jill.

B7) “A última batalha”, 1956. Pense em apocalipse. Não é assim que você vai pensar quando começar a ler a história de um macaco que  se acha o espertão quando fantasia um burro de leão e o faz passar por Aslam, mas é  isso que você vai encontrar no final. E esse final daria um epic #FAIL no cinema, tanto pela personalidade de Susana quanto por mostrar todos os personagens principais.

Quando eu comecei a escrever esse post, fiquei com bronca e pensei que a Disney tinha escolhido os livros a esmo. Mas depois da pesquisa das datas, notei que esse é mesmo o miolo da história. Eles nunca vão fazer filmes dos outros livros – pelo menos não com tanta fidelidade à história – mas pelo menos o que fizeram foi muito bem feito.

C) Aspectos psico-sociais – o que Lewis ensina

Você pode me julgar infantil dizendo que eu gosto de romances para crianças e ainda vai ter sua parcela de razão. Mas você também pode ver Nárnia com olhos um pouco mais maduros.

Impossível não comparar a obra à Bíblia. Aslam é Deus, Tash é o diabo. Vai da criação ao apocalipse. Os valores são claros: os bons, os corajosos, os nobres de espírito estão sempre ao lado de Aslam. O mau, a ganância e o poder irresponsável, do outro. Lewis diz:

Aslam é uma visão alternativa de Cristo e mostra que esta seria supostamente uma forma que Jesus assumiria se fosse até um país fantástico como Nárnia.

O último livro é especialmente forte porque mostra quando as pessoas (ou criaturas, no caso) param de crer em Aslam. Quando você lê, mal pode acreditar, mas no fim das contas faz sentido porque o Grande Leão apareceu umas sete vezes em todos os tempos, só, e nem pra todo mundo. Sua História não é mais do que um punhado de lendas.

Todas as histórias encorajam o leitor a ser uma pessoa melhor. Mostra que os bons valores trazem um bom futuro e que fazer coisas erradas nos deixam com vergonha e arrependidos, mas assumir que errou e pedir desculpas é o melhor a fazer. Por isso é uma boa leitura para crianças.

As histórias mostram um mundo paralelo, onde somos mais maduros e mais fortes. Onde, no fim, dá certo e nos momentos mais difíceis há esperança. Por isso, é um bom lembrete para os adultos.

Suzana merece uma atenção especial. Ela não era má, mas também não era tão nobre ou humilde. Ela parou de acreditar em Nárnia ou em Aslam e por isso não foi para o mesmo céu que os outros – e pior, ficou sozinha. Neil Gaiman escreveu outro final para ela (“O problema de Susan”, no livro Coisas Frágeis), mas não é mais reconfortante e não leia se não tiver estômago (fica a dica).

Enfim, é uma obra fantástica, que vale a leitura. Uma fantasia bem amarrada e a leitura flui super bem (só fiquei com preguiça de ler o começo da última história, porque parece que não tem muito a ver, as coisas demoram para acontecer, mas vale a pena por causa do final). É gostoso se distrair com o mundo dos reis justos e animais falantes. Sinceramente, eu queria que fosse real.

Os filhos de Anansi – Neil Gaiman

Os Filhos de Anansi - Neil Gaiman

Os Filhos de Anansi - Neil Gaiman

Eu não gosto de fazer reviews de livros e filmes, do mesmo jeito que não gosto de contar piada: eu estrago tudo. Sou cheia de spoliers, não consigo contar as coisas sem estragar a surpresa.

Eu tenho melhorado quanto a contar piadas (tive um grande progresso com o cara que tem a cabeça meio de laranja), mas não quanto a spoliers de livros, então NÃO LEIA esse post a não ser que tenha lido Os Filhos de Anansi, do meu queridinho Neil Gaiman.

Sobre a história – ainda não tem spoliers

Os Filhos de Anansi conta a história de quando Anansi, o deus aranha, morre. Então seu filho looser, Fat Charlie, é convencido por sua noiva Rosie (e uma garrafa de vinho no sangue) que deve procurar seu irmão.

Eles foram separados quando crianças por uma vizinha meio bruxa deles.

Seu irmão herdou toda sua parte divertida, confiante, mítica, pegador, fodão, bonito, etc. E Fat Charlie é o extremo oposto: bundão, bobo, certinho.

Dadas as apresentações principais, Fat Charlie encontra seu irmão Spider, que fica realmente chateado pela morte do pai, então diz que, nesses casos, há 3 coisas a fazer para curar a tristeza: beber, mulheres e música.

É aqui que fode tudo. :D E Fat Charlie (que não era gordo) vai ter sua vida completamente de cabeça pra baixo.

Continue lendo por sua conta e risco. Lec, não me xinga. Você odeia spolier, então não lê. Eu avisei.

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Design para Webdesigners

Tava esperando o clima do blog ficar um pouco melhor pra falar disso.

Meu professor de web da Microcamp, Wellington Carrion, publicou um livro! :D (ele já tava escrevendo no iMasters, e agora publicou seus textos)

Desgin para Webdesigners trata de como trabalhar o desgin pra web. Conceitos como cor, usabilidade e essas coisas conceituais que fazem a diferença entre um profissional e um apertador de botão. Porque só conhecer a ferramenta não basta.

Wellington nunca deu aula de tutorial pra gente. Sempre foi além, e tê-lo como professor (é claro) contribui pra que eu esteja onde estou hoje :) Na verdade eu tive sorte na Microcamp, sempre com professores que vão além-apostila.

Como eu sei que tem outros webdesigners que visitam o blog, estou recomendando porque eu mesma vou comrpar em breve (em outubro minha conta sai do vermelho :P, e só por isso que não comprei ainda)

Com iniciativas assim, espero que a nossa profissão seja valorizada. Ser web num é saber Photoshop, Dreamweaver e Flash. Ser web não é ser sobrinho. É estudar, ir além, achar soluções: as melhores soluções.

(ps. eu sou contra post patrocinado. Tô postando essa dica porque eu realmente compraria e realmente recomendo. Nada contra quem patrocina e quem ganha dinheiro com blog, mas num é o caso do meu e vocês sabem disso ^_^)

(ps2. Wellington, eu fui no Piu Piu mas o Rush Project nem foi tocar no dia =/ Qualquer dia ainda vejo vocês tocando! :D)