A vida sem internet em casa

Tive a sorte de ser dessas early-adopters de computadores pessoais em casa. Sorte meu pai ter uma quedinha por hardware além de produzir software . Mexo com computador faz um tempo.

Me lembro que a linha discada chegou em casa aos meus 11, 12 anos. Eu tinha um blog no Blig. Escrevia o texto offline e depois conectava só para postar.

Engraçado. É bem isso que estou fazendo nesse momento.
Continue reading »

A internet dá voltas

Lembra que, entre final de dezembro e começo de janeiro desse ano, houve um site chamado threewords.me?

threewords.png

É, eu sei que faz um tempão, mas procure se lembrar. Foi uma febre. A ideia é anônimos postarem três palavras que lembram você.

Algumas das minhas favoritas:

  • Anonymous said you are hipster, trekker, and appletard
  • Anonymous said you are Mulher, Intensa, and Sincera
  • Anonymous said you are Forte, Guerreira, and Corajosa
  • Anonymous said you are maravilhosa, ruiva, and trekker

Delicinha de massagem no ego. Agradeço ^_^

O site apareceu, cresceu e desapareceu tão rápido quanto uma chuva de verão. O pessoal que estava viajando, nem viu. Mesmo com a conexão com o Facebook e os óbvios “Quero brincar também!” no twitter, a febre foi passageira.

Uma vez comentaram sobre o Formspring (que também depende que outras pessoas comentem no seu perfil). Disseram que é muito legal quando você pode responder, mas fazer perguntas é algo que cansa logo. Falar três palavras sobre alguém, também. Além disso, é difícil falar três palavras sobre alguém que você não conhece muito bem. Ou um pouco sobre o esteriótipo.

Por outro lado, há memes da internet que nunca, nunca nos abandonam.

Isso foi postado HOJE no meu Facebook, como se fosse a piada mais nova da internet:

cachorro-manero.jpg

Tipo… sério? De acordo com o Know Your Meme, isso é de novembro de 2008!

É claro que não é de todo ruim que a internet – e a vida – seja cíclica. Há sempre uma segunda-chance (e terceira e quarta e assim consecutivamente por dois, três, infinitos anos) para conhecer o que se perdeu. E se perde muita coisa. É conteúdo demais para se assimilar de uma vez só.

Tanto que eu assisto séries de ficção científica dos anos 60/70 por algum motivo, né.

Mas é bizarro como algumas febres passam e outras não. Qual meme ou serviço lhe faz falta? Qual você queria que já tivesse morrido?

Bom, esperemos que o Cool Dog apareça no Fantástico no fim do ano…

Novidades tecnológicas – Segunda semana de 2010

Mais um post de tecnologia e novidades da interwebz. Tô pensando em fazer isso semanalmente. Eu ainda não consegui me organizar direito esse ano, mas, who knows? ;)

Twitter – a semana

Receio que todo mundo já voltou a trabalhar, então essa foi uma semana agitada no twitter.

Primeiro, a Tessália e a volta do BBB. Apesar de toda ausência de mérito para a fama da @Twittess, já que era para colocar alguém da rede do passarinho azul na TV que fosse algo como sorteio ou concurso cultural. Pelo menos para dizer “Olha, nós usamos o twitter. De verdade. Não pegamos qualquer subcelebridade mulher (só porque é um pedaço – fino – de carne) e jogamos na telinha para a interwebz se identificar e assistir o programa. Não. Somos modernos agora.” Mas acho que isso seria demais pra algum humano organizar, então a participação da menina é tão relevante quanto a dos outros.

Eu tô por fora do BBB e não é porque me acho culta demais pra isso (pffffff) ou que o Brasil tá errado em curtir: é um tipo de cultura que forma nossa identidade. Mas não ligo a TV a noite (muito menos TV aberta), então o hype não me interessa. Diferente dos meus seguidores, não vou dar unfollow em quem usar a sigla mais polêmica da vez; vou só ligar meu filtro e sumariamente ignorar.

Depois do BBB, tivemos um dia de jogo de #hashtag, como há muito não acontecia. O auto-explicativo #twittealgomuitoantigo arrastou multidões na tarde de terça (12) e quase chegou aos Trend Topics (thanks pelo link, @rosana), além de nos proporcionar uma tarde cheia de nostalgia e lembranças fofinhas e divertidas do passado.

E então a solidariedade se manifestou com a tragédia no Haiti. Engraçado: muitos na minha timeline criticaram a hipocrisia de quem só prestou as condolências agora, mas além de uns telefones para saber sobre as vítimas, foram esporádicos os que realmente manifestaram sua pena. “Que triste, que injusto” e a vida segue, ou menos que isso. Ficou claro que as pessoas estão muito interessadas em mudar os que estão ao seu redor. Pôr a mão na massa e doar dinheiro? Não sei; foi de cada um.

Dica da semana

Talvez isso lhe interesse mais se você for programador (ou, como eu, front-ender), mas eu não poderia deixar de comentar sobre o Stack Overflow.

O site, totalmente em inglês, é como um Yahoo!Respostas misturado com Wikipedia, voltado para o universo dos ifs e elses.

O FAQ explica: tendo como alvo desenvolvedores experientes arrancando os cabelos com dúvidas hard, perguntas muito n00bs, repetitivas ou que precisem de muita explicação não são muito bem vindas. Vá direto ao ponto e receba uma resposta direta.

Com a votação das respostas, a que melhor agrada fica melhor qualificada e você perde pouquíssimo tempo encontrando o que precisa.

Para perguntar ou responder não é necessário se cadastrar, mas você pode usar seu OpenID se quiser se identificar e saber das novidades.

Esse site já me salvou várias vezes – principalmente em jQuery – e seus exemplos fáceis de entender mostram como a web pode ser um lugar incrível se a colaboração for levada a sério.

Enjoy!

Este post está participando do Concurso Profissão Blogueiro, que vai premiar três blogueiros com netbook e kit completo para quem quer ter um blog de sucesso. Acesse: www.ideiasnoar/profissaoblogueiro.

Redes sociais do momento

De tempos em tempos eu faço um post pra contar quais as redes sociais que eu mais estou usando no momento, algumas novidades pra mim e coisas que eu acho legal compartilhar.

1) Facebook / Farmville

Não me xingue de OLD. Fiz meu facebook faz alguns milênios, sei lá, antes de eu apagar meu Orkut e isso faz mais de um ano. Mas nunca usei muito. Eu estava de saco cheio do Orkut e prometi pra mim mesma que a próxima vez que entrasse no facebook ia ser pra deletar a conta.

Aí veio o farmville. Resisti até onde deu, mas chegou um domingo que eu tava entediada e resolvi ver que fazenda era essa que todo mundo falava. Planta, colhe, cuida das fazendas dos amigos, ganha presente, cuida dos animais… Divertido a ponto de eu ressetar meu Gardening Mama e jogar tudo de novo. Farmville vira uma parte do seu dia.

Mas voltando: o que eu gosto no facebook é que não tem scraps. Tem o meu mural e o mural alheio, que eu acompanho como se fosse o twitter e tranquilo, ninguém me incomoda. Outra coisa é que dá pra se conectar a tudo hoje em dia usando o facebook. E ele é mais organizado e bem-feito que o orkut.

2) Formspring

A febre da semana. As pessoas podem fazer perguntas anônimas e você responde se quiser. Quando eu vi no twitter, não achei que fosse viralizar desse jeito. Pessoas falam bem, pessoas falam mal, sabe como é: “Isso tem de ser usado por empresas”, “O hype morre essa semana”, o de sempre. Fizeram uma versão nojenta PT-BR que eu já esqueci o nome, de raiva. Algo como Me Pergunta. Googlem se interessar.

Parem de ser chatos e curtam o hype.

Eu gostei, eu gosto de responder perguntas. Então continue me perguntando, eu continuarei respondendo.

3) O Livreiro

O Ray já tinha me dito antes de alguma rede social de livros mas ignorei porque achei que seria muito chato ficar cadastrando tudo que li. Não porque li muito, mas porque li pouco e isso me envergonha. Mas o Jovem Nerd fez o nerdcast sobre Senhor dos Anéis graças ao patrocínio d’O Livreiro, então fui lá me cadastrar.

Qual foi minha surpresa que, logo no cadastro, eu já lembrei de mais de 20 livros? Orgulho, gente.

(Atenção: twitter me avisa que não dá para se des-cadastrar e eles enviam muitos emails. Eu, de fato, não encontrei como cancelar o cadastro, mas também não mandei um feedback com isso. Ainda.)

4) Flavors.me

No melhor estilo soup.io, o flavors.me junta feeds de sites num lugar só. Tem só alguns serviços, como twitter, facebook, flickr e last.fm, mas tem RSS livre então fica mais divertido.

Não tenho convite. Tem de se cadastrar na home do site e esperar.

5) Um minuto de silêncio

O Wave morreu. Acho o orkut chato e não peguei convite pra novo. Abandonei 80% do meu Google Reader, antes via todo dia, agora só de fim-de-semana e olha lá. Consequentemente tenho lido posts que as pessoas divulgam no twitter (e olha lá).

Wave the f…?

Pra quem não sabe até hoje ou está fora do hype ou está lendo esse post do futuro, Google Wave é um novo jeito de mandar emails, que nem o twitter era um novo micro-blog. Ou seja: ele é uma ferramenta que depende da gente para ter alma, para ter propósito.

Quando eu comecei a usar o twitter, me recusei a fazer um post explicando, causando, dizendo como era legal e inútil. Pensei “Vou esperar isso evoluir, crescer, ter forma, e quando eu souber do que estou falando, faço alguma nota”. (apesar de que naquela época nem era meu foco escrever o que eu achava sobre tudo). Resultado: o twitter teve uns dois ou três ou mais booms e eu nunca falei como acho o serviço genial, mesmo com toda a orkutalização.

Vou tentar não perder o timing do Wave, porque as pessoas ainda estão chegando e dando uma olhada.

Primeira reação: Ahnm… só isso?

É, e eu aposto que minha primeira reação com o Snow Leopard vai ser a mesma. “Puxa, quando eu vi os vídeos parecia tão genial, agora é só uma caixinha onde posso criar mensagens e as pessoas responderem?” Eu confesso que tinha até me preparado psicologicamente para essa coisa de mostrar o que eu tô escrevendo em tempo real.

No fim, nada demais. O Marcel, do Byte que eu gosto, postou toda sua indignação com o Google Wave. É, gente, é só uma caixa de mensagens. Quem faz somos nós.

Segunda reação: Não vou dar conta

Eu twittei “Dahora. Dar conta do wave, do google reader E dos blogs, só desempregada ou de férias mesmo.”, porque é verdade. Todas as pessoas que eu tinha no meu falecido orkut, no gmail e no google reader (enfim, meus contatos-do-google) foram adicionados automaticamente, então até que tem bastante gente. Mas não é tão difícil assim acompanhar, eu é que estou em dias corridos na agência.

Eu só acho que poderia mesclar meu email e meu google reader nas waves. Algo como “transferir pra wave” no caso do gmail (isso ia ser bem nice com meus emails gigantes de segunda-feira com a Paty) ou “compartilhar no wave” no caso do google reader (com as pessoas podendo comentar embaixo do item compartilhado).

wave

Terceira reação: Já que estamos aqui…

Primeiro eu fiquei brincando de bate-papo e sudoku.

Quando já estava mais povoado, eu criei uma wave (proporcionalmente) imensa, cheia de gente diferente, pra perguntar do futuro do Compulsive. O resultado foi bem legal: várias pessoas comentando e respondendo. A informação ficou organizada e dá para entender o rumo que as coisas estão tomando.

Ou seja: o wave é legal, só não tem alma ainda. Ninguém sabe o que fazer com isso. Não tem gente o suficiente ainda para que isso seja criado. E quando tiver todo mundo, a possibilide de orkutalização é alta porque seguir é mão-dupla, eu tenho de aprovar que você seja meu amigo.

Então eu escrevi umas 500 e poucas palavras para não falar nada. Não dá para prever o desenvolvimento de coisas orgânicas. Mas por isso que a sacada tem bastante coisa para dar certo: é uma ferramenta bacana, onde quero fazer uns brainstorms e compartilhar idéias, além de me divertir com amigos de uma forma mais espaçosa que o twitter, mais interativa que os blogs e mais sóbria que o msn.

(Não adianta pedir, meus convites acabaram).

Gzuzcristo, #youpix – Ou: o dia que conheci o Dolci, sr Carlos Cardoso E o Fábio Yabu na MESMA noite

Versão de Marta Preuss, a @suco_de_uva, mera espectadora do evento.

Eu não tinha ouvido falar do #youpix antes. Vi de alguma forma, porque sigo o Cardoso, a Rosana e o Marcelo Tas e algum deles deve ter falado em algum momento. Eu acho que foi mais pelo Cardoso, mas eu entrei no site, vi que era interessante e me inscrevi.

A proposta era fazer um debate sobre viralização. Como viralizar, qual a melhor forma, o que é isso e uma receita de sucesso, baseada em uma pesquisa sem “fins” científicos. Mais sobre isso no post específico do QGNet.

Fui com um amigo de dias antes, conhecido pelo Twitter, o @dolci. Graças a ele, cheguei bem mais rápido no evento. Engraçado que o dia tava lindo quando saí do trabalho, fechado quando cheguei na Paulista (meia hora depois) e chovendo quando saí do C3. É a vida São Paulo.

Estava cheio, mas pra gente foi sussa: cheguei, não esperei muito na fila, ganhei adesivos e bloquinhos, sentei.

A palestra/debate foi divertidíssima – pra mim, pelo menos. Os exemplos de virais sempre traziam nostalgia. Eu não tinha o que perguntar, mas tirei fotos, falei umas coisas alto, twittei… Essas coisas de evento.

Acabou. E quando acabou eu fiquei com medo do Cardoso ir embora antes que eu pudesse falar oi pra ele, confesso. (Aqui começam os micos enormes e a vergonha alheia de mim mesma). Eu estava extremamente nervosa por ver um cara que eu admiro tanto ali, na minha frente. Foi mais ou menos um

- Oi, eu sou a Suco de Uva (eu lembro que não disse que chamava Marta), prazer ^___^
- Ahhh finalmente! *aperto de mão e beijo no rosto*
- (eu queria ter dito) Então, cara, eu preciso MUITO tirar uma foto com você!

Daí o Dolci, que tinha sumido, apareceu de novo. Eu nem acreditando naquilo.

Resultado: paguei um mico horroroso, tremia mais que vara verde, mal conseguia falar. A foto ficou horrível, eu não conseguia encostar no cara de tanto que eu tremia. Feio. Vergonha. Pessoas riam de mim – eu também riria. Eu também ri, depois. Porque é mesmo muito engraçado ver uma menina tremendo daquele jeito para cumprimentar… um cara. Uma pessoa normal.

#youpix

Eu só consegui me despedir, sem graaaaça, sem graça, porque eu não ia conseguir falar nada de construtivo. Eu nem tava conseguindo falar nada, na verdade.

Saímos no meio da muvuca. Vi a Sakura Incubus, falei um oizinho – como todo mundo, o Dolci também conhecia ela. Tô saindo, de repente vejo bonequinhas das Princesas do Mar.

Fábio Yabu, na minha frente.

Comecei a berrar e ele olhava pra mim e me imitava, hahahahhah! “Yabuuuu Yabuuu eu sou sua fã desde os Combo Rangers cara!!! Eu sou muito sua fã!!!!” e já fui tirando a câmera e ele todo feliz com as Princesas do Mar – e gente, ele é TODO fofo e simpático, agradecia muito fofamente. Tiramos foto – essa ficou bem melhor que a com o Cardoso, fazer o quê? E eu elogiei de novo o Luke e disse que o final dos Combo Rangers foi incrível e dei parabéns pelo trabalho – e as bonequinhas das Princesas do Mar não só são enormes, como também são muito mais bonitas no mundo real que na internet.

#youpix

Saí TRE-MEN-DO (e twittando) do evento e o Dolci continuou me guiando até o ponto de ônibus. Obrigada!

Antes de escrever esse post, dei uma olhada na busca do twitter (já que o browser coxa do palm não suporta javascript, eu perdi ISSO. Me senti só metade no evento). Muita gente não conseguiu entrar, reclamou, falou da organização e essas coisas de pobre gente sem classe. Eu não tenho nada a reclamar: vi o evento, conheci o Cardoso, abracei o Fábio Yabu (e as Princesas do Mar) e voltei feliz da vida pra casa, gastando só a passagem.

Se você não viu e quer ver INTEIRA, está aqui, não sei até quando: http://www.ustream.tv/channel/youpix-loading