Desde o começo do projeto na agência essa foi a semana mais difícil. Era a semana de entrega pra cliente ver e atendimento caiu matando, com vários QAs de layout (comparação entre a imagem do layout e a página que produzimos, ou seja, correção de frescuras detalhes), chegando 7h na agência, enfim. Punk ao extremo.
O TCC começou a andar melhor depois de quarta feira, mas ainda assim, é cansativo ter duas vidas. Dois mundos.
Quarta-feira meu estômago começou a doer bem mais.
E na sexta-feira… era o dia final, pra entregar tudo sábado de manhã. Pelo cansasso e por tudo estar tão mais dividido, eu demorava mais pra tomar decisões. Eu precisava trabalhar, dividir tarefas, pensar em prazos e tirar dúvidas. Minha chefe teve de se afastar temporariamente, então eu não tinha mais pra quem pedir ajuda nesses pontos.
Desde de manhã eu sabia que ia ter de trabalhar o dia todo, ir pra facul pra orientação do TCC e ia voltar pra agência, depois das 23h, pra fazer mais uma parte do trabalho. Não tinha como ninguém fazer essa parte durante o dia, porque precisávamos entregar outras coisas antes.
Só que chegou 16h… eu parei de mandar as coisas pro meu estômago e desabei. Fui pra cozinha, chorei. Na volta, o Woompa viu, e me levou lá pra baixo. Nem conseguia chorar direito. Sabe quando você tá meio bravo e não consegue chorar de raiva, mais soluça do que chora? Voltei. Assumi que não tinha como eu voltar de noite.
O Rodolfo não chora mais pra mim. Ele fala “Beleza” e sai pra dar um jeito de resolver o problema. Eu prefiro assim.
Meu horário é até as 17h mas na sexta trabalhei até 18h. Sai, fui pra facul, atrasada. O Flavius, todo fofo, me ligou, mas falamos pouco.
Dormi, cheguei na facul 20h30. (falando assim minha vida parece um sonho. Mas é que realmente durmo no ônibus. Muitas vezes é por isso que consigo chegar calma na Meto, ao contrário do Lucas, por exemplo, que já teve um dia difícil e já emenda diretamente com TCC, sem nenhuma pausa.)
Já tinham falado com o orientador. Ele já tinha mudado muita coisa. Conseguimos discutir mais da metade da parte nova.
Sábado de manhã o grupo veio aqui em casa pra continuar. Discutimos, almoçamos, fizemos metade do roteiro.
Hoje, fomos pra casa da Naru. Conseguimos terminar (e comemos muito).
Isso soma 18h de TCC no fim de semana. E nada de fim de semana.
Meus olhos estão tão cansados quanto os de Zephkiel. (desencana, não dá pra entender mesmo).
Me esforcei muito para não me sentir culpada pela crise de choro, por ter saído da agência daquele jeito. Se eu deixar, começo a me cobrar e nada mais melhora. Eu não sou fraca nem tô com preguiça e por isso deixei as coisas e fui pra faculdade. Eu simplesmente tenho um limite e cheguei nele. Claro que não me orgulho disso, mas as vezes parece que se a gente não mostra que é um ser humano, as pessoas continuam tratando a gente como se fosse de plástico. E se tem uma coisa que aprendi de um ano pra cá é que eu não sou de plástico.
Amanhã tem mais.