Quer respeito? Se dê ao respeito.

nov 02 2009 Published by Marta Preuss under comportamento

Eu sei que é OLD, mas tão old que passou no Fantástico, e por isso mesmo estou aqui, no meu melhor momento indignação falando.

Quando eu vi a foto, pensei e postei no twitter que eu tinha uma CAMISETA que é igual o que aquela pessoa chama de vestido. Na foto abaixo ela ainda está mais pra cima, dá pra descer mais.

Camiseta se usa com calça.

Camiseta se usa com calça.

Daí as pessoas acham feio brigar com a menina que foi assim (só que sem calças) pra faculdade? Pelamordedeus, a mina é uma vagabunda!

Ok, ok, agressão física não. Nada justifica, concordo. Agora, que eu estaria lá, chamando aquele indivíduo de vagabunda pra baixo, ah, eu estaria. Sabe porquê? Porque é vagabunda. Ponto.

Na minha faculdade também era cheio dessas, meninas que iam com shortinhos É-o-Tchan a like se achando a gostosa pra grande maioria de otários boyzinhos bombadinhos ficarem secando e achando bonito. Vai lá, campeã.

Mas me deixa te contar uma novidade: o campus universitário não é uma balada! Muito menos um puteiro! As pessoas esquecem – algumas nem se tocam – que estão em um lugar que deveria ser para estudar, para ter uma profissão.

Acho que respeito é bom. Mas se você quer ser respeitado, pelo menos se dê ao respeito, vai?

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Como assim não precisa de diploma?

set 25 2009 Published by Marta Preuss under Pessoal

Foi no meio do ano que o STF decidiu que, para ser jornalista, não precisava mais de diploma.

Os futuros profissionais cairam matando, com razão. Alguns profissionais de outras áreas achavam realmente dispensável. Aquela desculpinha de “Sua profissão não vai matar ninguém” quase ofende quem se mata de estudar e se esforça para fazer um trabalho sério.

Na época, eu, formada em Comunicação Social com habilitção em Mídias Digitais, dei de ombros. As pessoas mal são capazes de escrever “webdesigner”, quem dirá fazer disso uma profissão regulamentada. Meu diploma não tem praticamente valor nenhum, o MEC nunca passou pelo meu curso e eu fui da segunda turma. Mesmo assim, tô aqui, empregada (pelo menos por enquanto). Não me arrependo de ter feito faculdade. Aprendi muito mais do que achei que fosse. E levei isso ao jornal: precisar, não precisa. Mas uma Folha vai escolher a mim ou a uma pessoa graduada para trabalhar lá?

Não bati à porta da Folha, mas vi um curso de Jornalismo Cultural no Senac e me interessei. Eu tinha acabado de entrar no QG e queria escrever resenhas com mais qualidade. O curso custou pouco mais de R$400 por uma semana e foi fantástico, tanto pelo conteúdo, professora, colegas e estrutura.

O problema é que eu gostei demais da coisa e realizei, pela primeira vez em uma vida inteira, que jornalismo era mais do que ser repórter. Agora eu quero ser jornalista, e não consigo ser jornalista sem faculdade.

Primeiro: outro dia recebi um email com umas seis vagas de estágio em jornalismo. Era empresa séria, com RH contratado e tudo. Se eu não faço faculdade, não posso fazer estágio. Damn.

Segundo: eu escrevo bem pra quem escreve aí no dia-a-dia e as pessoas conseguem entender o que eu digo, mas escrevo mal comparada a um jornalista. “Creio que tem duas formas de se conseguir realizar seus sonhos: tendo o dom, nascendo com o dom mesmo; ou correndo atrás. Você não tem o dom, então melhor estudar mesmo” (e assim a gente reconhece um amigo de verdade). Essa falta de técnica me incomoda demais.

Problema: Eu fiz uma pesquisa por cima essa semana, e essa é a tabela de preços que encontrei pros cursos de jornalismo em São Paulo (válida pro final de 2009). Os valores vão de R$649 a R$941,11 (qualquer coisa me peça a lista)

Se não precisa de diploma, por que o curso é tão caro?

Resposta óbvia: porque precisa.

E aí todos nós entramos no lindo ciclo do desespero universitário (com a ajuda do Lovely Charts)

LovelyCharts are really Lovely

E agora, cara pálida? Eu vou ter de continuar no meu emprego atual para pagar minha faculdade. Só que eu não trabalho numa firma: eu sou webdesigner, eu preciso me dedicar pra manter meu emprego. E eu tenho um defeito grave de não conseguir me dedicar ao que não amo tanto. Passo meus dias lendo e escrevendo, mas não sei fazer um if (mentira, eu sei sim) em PHP. So sad, isn’t it?

(pior que mesmo que eu me mantenha no meu emprego, não dá pra pagar, só pra constar.)

Então, não percam os próximos capítulos onde eu acho uma solução incrível para todo o dilema ;D

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Orgulho!

fev 02 2009 Published by Marta Preuss under Pessoal

Pra quem não saiu de fim de semana e não dormiu a noite, hoje o dia foi muito bom!

Comecei o dia ganhando esse presente liiiindo da Pri, que já tá devidamente pendurado na porta do meu quarto!

Origami

Trabalhei bem, fui pra Meto, vi o Sérgio, conversei com a Naru, peguei meu diploma e tomei cerveja com o Diego e o Demétrius!

Peguei meu diploma hoje!

Diploma

São 18 anos de escola, todos os dias da vida, para chegar até aqui, e eu tô bem orgulhosa!

(Aliás, o Relicário saiu no QG Net! Yeeee estamos todos chiques!!!!)

Eu tenho só 2 notas “7″ (a mais baixa) nos 3 anos, e ainda uma delas não conta porque o professor não se esforçou pra ser professor aquele semestre ¬¬

É muito legal ser Bacharel em Comunicação Social, ser produtora de mídia digital e trabalhar como webdesigner! Tô feita na vida e tenho 21 anos! Todo o esforço valeu a pena tendo isso em mãos, cara!

Quando fui sair, vi que o Demétrius e o Diego estavam no bar de sempre, fui dizer oi e fiquei batendo papo, tomando cerveja, do jeitinho que eu adooooro fazer e sinto tanta falta! Foi tão legal!

Ai, que ótimo que a semana começou bem :) Me sinto com as energias renovadas :D

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A CA BOU!

dez 09 2008 Published by Marta Preuss under Faculdade

E hoje foi a super apresentação.

Eu não estava mais nervosa do que a sexta-feira que briguei com todo mundo. Mas estava bem nervosa. Demorou milênios pra chegar a nossa vez.

O iMac do Lucas não tinha porta pra saída de vídeo, etnão a gente usou um notebook emprestado. Eu me atrapalhei um pouco, o som não funcionou, mas o que é uma apresentação sem dessas coisas!? Seeempre tem, huaeuhauhea.

No mais, a banca achou legal nosso trabalho. Engraçado como dois grupos com temas parecidos podem fazer coisas tão diferentes: o tema do segundo grupo era idêntico ao nosso, e eles fizeram um vídeo, também muito bacana. A banca reclamou da tipografia. E a gente tomou super cuidado com tipografia, mas no menu, de fato, nem passou pela minha cabeça que podia ser ilegível (porque tava bem legível pra mim).

 E o nosso está disponível para download:

Relicario
Download pelo Mediafire versão windows (.zip): 48.9 Mb
Download pelo Mediafire versão mac (.zip): 70,54 Mb

E acabou de chegar a nota: tiramos 9,5!!! AEEEE!!!!

Fiquei contentona com a presença da Ale, da Kaki, da tia Mércia (mãe do Lucas, que não me deu autorização pra fazer tatuagem =x) e claro, da Paty e do Léo. (e pela Lety ficar sintonizada mentalmente aueuahue). Além dos colegas de classe mesmo. Obrigada!

(e pelo desfecho espetacular com abraço do cpt dmtr!!! num dá pra não agradecer!)

Agora sou uma mulher livre! Acabaram meus 18 anos de estudo regular! Mal posso esperar pra fazer cursos, aprender coisas, fazer projetos divertidos e brincar com o Snoopy!

E é estranho ter acabado a faculdade. Eu lembro quando eu comecei, o medo que eu tinha quando acabasse (ahhh primeiro ano! Amigos, todo mundo gosta de todo mundo, todo mundo é legal e parece que vai durar pra sempre! Daí vem o primeiro Projeto Integrado e você começa a entender a realidade). Hoje eu vejo que tem coisas que ficam. Pessoas que ficam. Então que ótimo que a faculdade acabou! Coisas novas e impolgantes mal podem me esperar!

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A semana que acabou

ago 24 2008 Published by Marta Preuss under Dia-a-dia

Desde o começo do projeto na agência essa foi a semana mais difícil. Era a semana de entrega pra cliente ver e atendimento caiu matando, com vários QAs de layout (comparação entre a imagem do layout e a página que produzimos, ou seja, correção de frescuras detalhes), chegando 7h na agência, enfim. Punk ao extremo.

O TCC começou a andar melhor depois de quarta feira, mas ainda assim, é cansativo ter duas vidas. Dois mundos.

Quarta-feira meu estômago começou a doer bem mais.

E na sexta-feira… era o dia final, pra entregar tudo sábado de manhã. Pelo cansasso e por tudo estar tão mais dividido, eu demorava mais pra tomar decisões. Eu precisava trabalhar, dividir tarefas, pensar em prazos e tirar dúvidas. Minha chefe teve de se afastar temporariamente, então eu não tinha mais pra quem pedir ajuda nesses pontos.

Desde de manhã eu sabia que ia ter de trabalhar o dia todo, ir pra facul pra orientação do TCC e ia voltar pra agência, depois das 23h, pra fazer mais uma parte do trabalho. Não tinha como ninguém fazer essa parte durante o dia, porque precisávamos entregar outras coisas antes.

Só que chegou 16h… eu parei de mandar as coisas pro meu estômago e desabei. Fui pra cozinha, chorei. Na volta, o Woompa viu, e me levou lá pra baixo. Nem conseguia chorar direito. Sabe quando você tá meio bravo e não consegue chorar de raiva, mais soluça do que chora? Voltei. Assumi que não tinha como eu voltar de noite.

O Rodolfo não chora mais pra mim. Ele fala “Beleza” e sai pra dar um jeito de resolver o problema. Eu prefiro assim.

Meu horário é até as 17h mas na sexta trabalhei até 18h. Sai, fui pra facul, atrasada. O Flavius, todo fofo, me ligou, mas falamos pouco.

Dormi, cheguei na facul 20h30. (falando assim minha vida parece um sonho. Mas é que realmente durmo no ônibus. Muitas vezes é por isso que consigo chegar calma na Meto, ao contrário do Lucas, por exemplo, que já teve um dia difícil e já emenda diretamente com TCC, sem nenhuma pausa.)

Já tinham falado com o orientador. Ele já tinha mudado muita coisa. Conseguimos discutir mais da metade da parte nova.

Sábado de manhã o grupo veio aqui em casa pra continuar. Discutimos, almoçamos, fizemos metade do roteiro.

Hoje, fomos pra casa da Naru. Conseguimos terminar (e comemos muito).

Isso soma 18h de TCC no fim de semana. E nada de fim de semana.

Meus olhos estão tão cansados quanto os de Zephkiel. (desencana, não dá pra entender mesmo).

Me esforcei muito para não me sentir culpada pela crise de choro, por ter saído da agência daquele jeito. Se eu deixar, começo a me cobrar e nada mais melhora. Eu não sou fraca nem tô com preguiça e por isso deixei as coisas e fui pra faculdade. Eu simplesmente tenho um limite e cheguei nele. Claro que não me orgulho disso, mas as vezes parece que se a gente não mostra que é um ser humano, as pessoas continuam tratando a gente como se fosse de plástico. E se tem uma coisa que aprendi de um ano pra cá é que eu não sou de plástico.

Amanhã tem mais.

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