24 anos: eu consegui!

Conhecer o Mário: melhor coisa do ano

Parabéns para mim, sério. Quando meu pai falou que envelhecer era difícil, não achei que fosse chegar no modo extreme tão cedo.

Na verdade nem foi o acidente que deixou tudo tão difícil. Nem tanto assim a recuperação. A coisa mais difícil dos meus 23 anos foi a depressão mesmo.

Com a depressão minha alma morreu. Tudo ficou preto e branco, sem razão de existir. E procurei uma razão gigante, um motivo maior que eu. Irônico. Quando eu não tinha nada, quando eu não era ninguém, achei que o mundo que estava pequeno.

Hoje eu estou viva. Minha alma está viva, brilhante, quente, vibrante.  Hoje eu sou feliz todos os dias ao acordar e tomar café com meus pais. Canto pelo caminho, durmo, me pinto, qualquer coisa. Sou feliz por chegar ao trabalho. Gosto de trabalhar. Vejo meus amigos. Volto pra casa.

A vida simples. Um dia de cada vez. Todo dia de paz, de felicidade, de tranqüilidade.

Eu não quero mais nada nesse universo. Não quero salvar o mundo. Não quero ser maior que o mar. Quero tudo que eu tenho: uma família maravilhosa, crescendo e melhorando;  um trabalho que é a minha cara, onde faço o que gosto e todos os dias são bacanas; um namorado fantástico, sempre presente, que me ama tanto; e amigos mais do que incríveis, não tem nem como descrever.

Conquistei muitas coisas aos 23 anos. Aprendi a morrer, aprendi a ter paciência, a andar, a tomar banho e ir ao banheiro sozinha, a fazer as unhas, a me maquiar, a trabalhar, a ser mais tranqüila, me cobrar menos e ser mais feliz.

Nunca estive tão bem e só tenho a agradecer a todo mundo que teve paciência, que ficou, que me ajudou. Obrigada, galera. Life goes on :)

Super Paper Mario: eu gostei

Resolvi comprar jogos para passar o feriado e meus amigos gamers não me recomendaram Super Paper Mario. “Ninguém que jogou gostou”. Comprei de teimosa e porque queria jogar já há alguns meses.

Importante dizer, antes disso, que joguei Super Mario Land 3D em um 3DS – assim você sabe que não jogo só jogo velho. Achei incrível! Eu nunca tinha jogado em um 3DS antes e a tela em 3D ajudou a entender o cenário com gráficos 3D. A regulagem da profundidade com slider também é bacana para quem se incomoda a longas exposições à tridimensionalidade e o controle de movimentos é bem mais confortável por não precisar apertar. O jogo também é muito bacana: um action gostoso e nostálgico com andar, pular, matar e as novidades que cada versão apresenta.

Voltando ao Super Paper. Eu nunca tinha jogado nem vi reviews, gameplays ou trailers. Só vi a capa. Mesmo assim, sou grande fã da franquia (menos dos Mario Kart e só Deus pode me julgar) e daquelas jogadoras casuais que demoram até pra ver jogos de Wii lançados 4 anos atrás.

Os primeiros vinte minutos do jogo são história. É muita história. Claro que é bonitinho, tudo animadinho, mas não tem som de fala, só balão. Enche o saco ler tanto. Conta que Count Bleck, o cara do mal, seqüestrou a Princesa Peach, o Luigi e o Bowser e os aprisionou no reino dele. Ele quer destruir todos os mundos. A única forma de impedi-lo é reunindo os oito corações lendários que podem ser encontrados entre as diversas dimensões pelo herói da lenda, que usa um chapéu vermelho, macacão azul e um belo bigodão.

Tudo isso foi explicado por um dos magos e pela Tippi, uma Pixl, (lembra o Navi de Zelda. Quando vi, quase gritei “HEY LISTEN!”) que acompanha nosso herói e ajuda a explorar o cenário. Então Mario precisa viajar por oito mundos para conseguir os próximos corações. Cada coração libera o próximo mundo. E cada mundo é um capítulo, dividido em quatro partes. Joguei o primeiro mundo hoje.

A jogabilidade é excelente. É daqueles jogos que você usa o controle de lado, como Donkey Kong Returns, o que cansa muito menos. Só é necessário apontar para a tela para tirar dúvidas ou ativar elementos escondidos. Os botões são bem explicados e sempre tem um guia quando necessário.

Mas o que mais gostei mesmo foi o estilo puzzle. Em Super Paper Mario você vê tudo em 2D mas tem a opção de visualizar em 3D. dessa forma, vê elementos escondidos no cenário e resolve os desafios.

A inteligência para jogar se desenvolve rapidamente. De repente você começa a procurar as respostas de forma quase automática, seja vendo tudo em 3D, procurando com o controle na tela, indo e voltando pelo cenário. Aí fica gostoso. E bem nessa hora chega o chefão. O primeiro foi fácil de enfrentar, comparado a outros primeiros-chefões. Aí você ganha o coração e volta para o cenário principal para liberar o próximo mundo.

Com uma história bem amarrada, Super Mario Paper oferece horas de diversão para um único jogador. É uma mistura de RPG (pela vida do Mario e dado que ele evolui, ganhando mais pontos de vida e ataque), action (anda, pula, mata, essa coisa clássica e em 2D para ser ainda mais nostálgico) e puzzle (procurando as respostas de tudo quanto é jeito). No segundo mundo, Peach entra no time com atributos diferentes do Mario, então você também precisa mudar os personagens para resolver os quebra-cabeças.

É para todos os gostos. E pode ser por isso que não tenha agradado. Não sei. Mas enquanto vocês jogam coisas sérias e importantes, tenho um universo muito fofo em 2D para salvar. Até mais.

Le good life

Acho que devo atualizações por aqui. Dei uma sumida, né? Estava trabalhando.

Trabalhar de casa é meio estranho no começo mas depois que você pega um rítimo, se concentra e consegue entregar coisas é até que bastante confortável. Posso acordar duas horas mais tarde porque não preciso nem me arrumar nem pegar ônibus, posso trabalhar até meia-noite porque é só virar para o lado e dormir. Posso almoçar com meus pais a comida da minha mãe, posso comer de três em três horas e isso tem me mantido nos meus orgulhosos 59kg, muito longe dos 72kg que eu pesava. Posso fazer terapia sem me preocupar tanto em estar no trabalho, fazer mais de um freelance ao mesmo tempo, levar meu cachorro para andar no fim do dia. Posso assistir novela numa aba separada quando não dá para assistir na TV. Posso baixar séries enquanto trabalho sem prejudicar ninguém. Acostumei tanto que vai ser estranho voltar para a rotina de sair de casa todos os dias para trabalhar, se um dia eu voltar a isso. Pode ser que sim, pode ser que não. Eu não me importaria em nenhum dos dois casos, desde que consiga pagar minhas contas.

Minha depressão deu mais uma trégua ótima e me sinto muito, muito melhor. Não choro há semanas. Não me desespero mais com o trabalho e retomo o controle quando começa a ameaçar, com exercícios de respiração. Tenho me cobrado bem menos para meus padrões. Tenho me divertido muito e ando muito feliz porque está tudo normal. Digo, eu fico chateada às vezes. Fico brava, fico triste, lembro do acidente, dá um medo sabe? Mas não choro por isso, meu dia não acaba, não deito em posição fetal na cama e espero o mundo se consumir. Nada disso. Tudo bem. Faço terapia duas vezes por semana e tomo dois remédios por dia. Não me importo com isso também. Se me manter bem não é sacrifício nenhum.

Ando fazendo coisas para me distrair já que me sinto bem e minha vida não é mais consumida por um monstro sem rosto. Assisto muito Doctor Who (vi toda a quinta e sexta temporadas e agora voltei para a primeira) e novelas, haha. Tô jogando Professor Layton and the Curious Village no DS. Muito Fruit Ninja no Android. Meu mac tá lento então não consigo mais abrir o Steam sem travar tudo. Danço um tanto de Just Dance no Wii além de jogar Rock Band e outras coisas quando a galera vem em casa. Não li mais, falta de costume de ler em casa. Costumo ler no ônibus, mas tenho saído pouco. Falta de verba.

Ando tirando uma ou outra foto também. Editando bonitinho no Photoshop. Tô orgulhosa delas e da minha meia de bolinhas, haha. Fora minhas unhas, faço religiosamente toda semana. Quem diria.

Quanto ao acidente, estou 100% já. Faço de tudo, manco super pouco – quando manco, corro, não dói mais. Não tenho nenhum tipo de problema ortopédico ou respiratório. Peguei uma gripe feia que inflamou meu ouvido e garganta e ainda sinto os dois inflamados mesmo que tenha tomado os remédios direitinho. Mas bobagem. Ainda não consigo dobrar totalmente a perna mas isso só me incomoda quando vou agachar.

Meus amigos são incríveis e a gente tem se divertido bastante. Vira e mexe vamos esperar 3h30 para comer no Outback (jogando Detetive de cartas enquanto esperamos), jogamos videogame em casa, perdemos casamentos, vemos séries sincronizadamente para ganhar stickers no get glue e comentar, saímos de casais de namorados, vamos ao cinema… Tô ganhando a adolescência que perdi. Obrigada.

E meu namoro, bem… Vai fazer um ano dia dez de outubro. Olha só:

Não preciso falar mais nada né? O Eduardo foi um super companheiro esses meses todos e por mais que a gente more longe, nunca me sinto sozinha. É uma pessoa incrível, que tem cuidado super bem de mim e me feito tão feliz! Obrigada também!

Desde o acidente rezo todas as noites, como vocês sabem. Comecei também a frequentar Centros Espíritas. Centro Espírita é um ótimo lugar: todas as outras religiões pensam que é macuba e não levam a sério e todos os ateus pensam que é besteira e charlatanismo, como pensam também de todas as outras religiões. O fato é que eu sempre tive um pé no Espiritismo e sempre fez sentido para mim. As palestras têm me feito bem e depois que comecei a frequentar nunca mais chorei. Por que não, né?

E é isso. Desculpa o post longo, mas como é pessoal eu tenho total liberdade de caracteres. A gente aprende que para escrever para internet tem que ser post pequeno… Blé. hahahah ^_^

Coisa de cachorro

Eu já comentei antes sobre o Snoopy, meu vira-lata. Ele tem uns três anos de idade, é cor de caramelo (loiro que nem eu) e de médio porte. Comentei dele naquele episódio onde chutaram a perna dele e tiraram o osso do lugar.

Ele me fez muita falta no hospital. Agora que eu estou aqui em casa, apesar da minha mãe manter os animais fora, ele vem todo dia me “visitar” no quarto (e ganhar uns cafunés).

Outro fato curioso do Snoopy é que ele sempre teve medo de carro. Desde quando eu o trouxe para casa, passando pelos raio-x que ele teve de fazer pela perna, era sempre uma luta colocar aquele cachorro dentro de um carro.

Essa semana comecei a fazer fisioterapia. Não tá fácil, não tá divertido e eu não tô feliz. Me sinto a Chell (a personagem principal de Portal) da vida real e chamo a fisioterapeuta de GLaDOS em segredo. E o Snoopy, coitado, cada vez que me vê dentro de um carro entra em desespero. Acho que ele pensa que eu nunca mais vou voltar pra casa, ou que vou ficar uma eternidade longe.

Hoje ele sabia que a hora de sair estava chegando. Começou a ficar choroso depois que eu tomei banho, ficava por perto. Ele fez toda festa costumeira enquanto eu saio de casa e vou pro carro (o que é difícil, vou com a cadeira de banho até a porta da sala e de lá dou uns passos com muleta até me jogar no banco. Aí, como não consigo dobrar muito a perna, vou em direção ao banco do motorista pra perna entrar no carro e finalmente me sentar direito).

O Snoopy parou do meu lado, na porta. Fiz carinho nele e minha mãe e irmã começaram a chamá-lo, para meu pai abrir o portão, senão ele sai correndo na rua e pode ser atropelado.

E não é que o cachorro entrou no carro, ficando bem perto das minhas pernas?

A gente começou a rir, porque ele nunca tinha entrado no carro sozinho, por vontade própria e sem incentivos como um ossinho ou algo assim.

Aí meu pai foi atrás da porta do carro e o Snoopy sentou, querendo dizer: Pronto, pode fechar a porta agora.

Minha mãe e irmã chamando e meu pai foi em direção ao portão.

O Snoopy deitou no chão do carro, querendo dizer: Ah, ele já vai abrir o portão? Ok, estou pronto.

A gente teve de parar de rir e chamar com ossinhos e todo mundo ir pra longe do carro pra ele sair e eu conseguir fechar a porta.

Morri de fofura!

Esse é o post número 600 do Compulsive. Eeeee!

Meu problema com sapatos

Não sei se vocês sabem, eu não tenho carro. Nem carta. Nem namorado com carro. Nem pai que me leva pra cima e pra baixo de carro. A vida aqui é no busão, muitas vezes lotado.

Outra coisa sobre mim é que eu tenho uma perna maior que a outra e uso palmilha. 3cm. Nada grave.

Mais uma coisa: ando muito, em ruas acidentadas e ladeiras malditas.

Então usei tênis minha vida toda. Desde os quinze, allstar. ROOTS MANO. Ainda sou allstar maníaca e tenho, inclusive, um roxo de camurça.

Só que…

Melissas me encantam. Até aí tudo bem, porque tem as mais baixas e depois que você aprende quais lugares do seu pé ela machuca, é fácil sair. Essa minha eu adoro porque consigo usar com a minha palmilha e vou pra todo canto com ela. Fora que é vermelha, né, gente? <3

As botas do Santa Lolla me derretem.

E o que eu faço com TUDO ISSO de salto nessas calçadas esburacadas, meu deus?

Comprei esse modelinho lindo e apaixonante e cheio de amor (clique na imagem para ir para o site) e, nossa, como ela é linda!

Salto tem o poder mágico de aumentar a altura da mulher, fazendo com que ela possa ter uns quilinhos a mais pro IMC ficar bacana.

De todas as minhas histórias com sapatos (dedos ou calcanhar arranhados, bolhas, torcer o pé e outras coisas que acontecem quando você não usa tantos sapatos quanto deveria), a Santa Lolla fofinha aí foi a que menos me fez mal. Andei um bom tanto com ela hoje – e esse é oficialmente meu maior salto.

Confio nela para sair para um barzinho, mas sempre com as havaianas na bolsa, porque o que eu já caí e machuquei o pé porque tava alta demais pra salto, meus amigos…

Nerdinhas usando saltos de verdade, gente. 2012 é issae! (as amigas menininhas podem todas morrerem de orgulho, beijos!)