Não me interessa seguir

mar 05 2010 Published by Marta Preuss under Web

Continuando nessa delicinha de eu posto-porque-o-blog-é-meu-e-conteúdo-é-pra-quem-tem-adsense (o que é uma completa injustiça, porque tem muito blog sem adsense com conteúdo e vice-versa – mais versa do que vice), eu estava refletindo nessa linda sexta de dia de follow friday motivos que me fazem parar de seguir uma pessoa. Por mais que sejam motivos pessoais, aposto que alguma reflexão pessoal deve sugerir.

Twitter não é de ser seguido, é de seguir. Por isso não ligo se você me der unfollow: se você me interessar, vou continuar seguindo, mesmo que nunca me respoda. Não preciso disso. Preciso ler gente legal. Weee.

Essa é uma justificativa para todas as pessoas que parei/vou parar de seguir.

  1. Não sigo quem não sabe usar o twitter.
    1. Gente que responde com o nome da pessoa no meio da frase, fazendo com que fiquem só pedaços de conversa. Ponha o nome primeiro de tudo, sem ponto, sem nada, e assim só a pessoa vê. De preferência, clique na seta de Reply porque aí faz uma ligação com o tweet pergunta.
    2. Gente que dá RT de Follow Friday. Tem de ser muito incrível pra ter exatamente o mesmo follow friday que você.
    3. Gente que confunde @ com #. @pessoa, #assunto. É simples.
  2. Não sigo quem não sabe escrever.
    1. Tenho um pequeno preconceito e nojinho de quem ri com “kkkk”, mas respeito e nunca dei unfollow por isso. Sei que é frescura.
    2. Não estam0s falando de internetês, por favor.
  3. Não sigo quem dá 20 RT pra mesma promoção. Um só já basta.
  4. Não sigo quem faz teste. Sério, já dei unfollow em muita gente por causa disso. Pro inferno você e seus testes furados.
  5. Não sigo quem só posta link. Perfil sem nenhuma frase, nenhuma resposta, só links do próprio blog ou da internet toda. Não vai me agregar nada, eu tenho RSS.
  6. Eu tô mais tolerante a trollagem, mas tem umas que atingem bem no fundo do meu coração.  Daí nem respondo: é unfollow na hora.

Claro que eu sigo pessoas que fazem todas essas coisas. Mas me irrita. E um dia eu acordo com a pá virada e paro de seguir. Geralmente por um bom tempo.

ps. Eu peguei mal-humor alheio :) me contaminou. Desculpa aí.

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Quer respeito? Se dê ao respeito.

nov 02 2009 Published by Marta Preuss under comportamento

Eu sei que é OLD, mas tão old que passou no Fantástico, e por isso mesmo estou aqui, no meu melhor momento indignação falando.

Quando eu vi a foto, pensei e postei no twitter que eu tinha uma CAMISETA que é igual o que aquela pessoa chama de vestido. Na foto abaixo ela ainda está mais pra cima, dá pra descer mais.

Camiseta se usa com calça.

Camiseta se usa com calça.

Daí as pessoas acham feio brigar com a menina que foi assim (só que sem calças) pra faculdade? Pelamordedeus, a mina é uma vagabunda!

Ok, ok, agressão física não. Nada justifica, concordo. Agora, que eu estaria lá, chamando aquele indivíduo de vagabunda pra baixo, ah, eu estaria. Sabe porquê? Porque é vagabunda. Ponto.

Na minha faculdade também era cheio dessas, meninas que iam com shortinhos É-o-Tchan a like se achando a gostosa pra grande maioria de otários boyzinhos bombadinhos ficarem secando e achando bonito. Vai lá, campeã.

Mas me deixa te contar uma novidade: o campus universitário não é uma balada! Muito menos um puteiro! As pessoas esquecem – algumas nem se tocam – que estão em um lugar que deveria ser para estudar, para ter uma profissão.

Acho que respeito é bom. Mas se você quer ser respeitado, pelo menos se dê ao respeito, vai?

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E como não falar de trolls?

ago 07 2009 Published by Marta Preuss under Blog, comportamento

No meio da gripe suína e da polêmica chata da lei antifumo, prefiro falar do que tem bombado na minha vida: trollzisse.

Eu nunca fui muito de fóruns, então trolls nunca me encheram muito. Mas uso o Google Reader há uns dois anos eu acho, e mês passado ele deu uma melhorada (apesar de ainda não ser tão bom quanto ele poderia), principalmente quanto a compartilhar feeds. Agora, a gente compartilha e comenta.

Acho que foi graças ao Leon e ao Bruno que eu conheci boa parte dos meus compartilhadores, seguidores e, automaticamente, comentadores. Só que a galera é… chata. Não, chata é uma palavra errada. É uma galera polêmica que prefere comentar quando tem algo que discorda do que quando tem algo que concorda. Eu continuo seguindo porque não posso só andar com gente que pensa como eu. Isso me faria ver só um lado da vida.

Mesmo assim, haja paciência. Porque agora, sim, a trollzisse me irrita. Eu não sei quantas vezes tive de respirar fundo e apagar meu comentário para tentar ler de novo, com mais calma, um comentário que não tinha nada a ver, feito só pra reclamar, regado à mágoas pessoais e que não adicionam nada a ninguém, além de uma polêmica pobre e bem revoltadinha. É só pra deixar todo mundo com raiva. Tipo no item “Vermelho é cool” comentam “Que boxta de vermelho é esse?! Vermelho fede, vermelho é ruim, vermelho não serve pra nada”.


Pé na porta, soco na cara: o hino dos trolls, pelo Matanza.

Zoeira, encheção de saco com a minha fan-girlzisse com o Cardoso e realmente discordar de verdade dos assuntos se confundem nos comentários. Outro dia cansei e acusei a trollzisse, sendo meio troll ao mesmo tempo. Deu pano pra manga. Não contei pra vocês, mas uma insegurança minha nessa coisa de investir em pro-blogueiragem são os comentários negativos. Mandei um email pro Cardoso uma vez sobre isso. Li uns posts dele que me serviram de resposta.

Ninguém gosta do Cardoso, seja porque ele é inteligente, seguro e sabe disso, seja porque ele fala o que pensa e se defende. Como ele mesmo disse, fomos todos educados a sermos humildes a ponto de sermos otários, e se seguir essa linha, em 10 posts, alguns de vocês vão me odiar (e eu pensei em adicionar aqui um “não que eu seja tudo isso”, mas não vou). E eu não vou poder fazer nada.

Entenda que não é um “Não discorde de mim”. É óbvio que você pode discordar de mim, do Cardoso, de quem for. Ninguém aqui é Deus (menos @oCriador. RÁ!). Mas já que você vai discordar, pelo menos use uns argumentos decentes, seja educado e não cause a discórdia, e sim a concórdia. Discussões não foram feitas pras pessoas ficarem revoltadas, e sim para crescerem juntas e chegarem a algum lugar. Eu e o Pôlo, por exemplo, vira e mexe ficamos um tempo discordando de coisas e levantando argumentos, e é muito legal.

2012 vai ser o ano da guerra épica a là Senhor dos Anéis com Trolls versus Pro-Bloggers (e simpatizantes). E eu simpatizo. Beijo.

Talvez tenha fugido do foco, mas inegavelmente, a inspiração pro post foi:

http://www.tiosolid.com/mensagem-aos-probloggers/

http://www.passaralho.com/2009/08/nao-basta-ser-pequeno-tem-que-ser.html

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Ponto final

ago 04 2009 Published by Marta Preuss under Eventos, Filosofias vãs

Eu vou falar de felicidade de novo, e a grande diferença dessa vez é que eu tô de TPM e tá “tudo pesado suspenso por um fio”.

Pensei seriamente em falar sobre essa felicidade do amor e da feniletilamina, mas esse vai ser especial (e não vou escrever com essa tpm.) Prefiro falar sobre a vida.

A inspiração para esse post foi a palestra dada por Almicar Maurício Jr, o ser humano mais multimidiático que eu conheço, indo de diretor de teatro, passando por direção de revista e sendo um dos criadores da Fashion Week. Na palestra, ele falou sobre como foi produzir o espetáculo “Noé Noé, deu a louca no convés” (infelizmente fora de cartaz, mas você pode ver minha resenha baseada no press release – em pdf) e todos ficamos impressionados com o trabalho que dá montar uma peça desse tamanho.

Na palestra, ele revelou que o objetivo da peça era mostrar a busca pessoal de cada um por si próprio (daí ele ter transformado isso em dança é a graça da palestra). Nessa viagem pela busca pessoal, é necessário conquistar suas independências monetária, física e psicológica. Assim, encontramos a felicidade.

Porque existem três motivos principais que fazem as pessoas entrarem em depressão:

  • Perda de alguém que você é psico-dependente. Ninguém é realmente dependente dos outros, mas tem gente que se apoia demais. “Aí vem aquelas portuguesas: – Me leva juuuunto!”, Almicar interpretava hilariamente, como um alívio cômico para algo sério.
  • Química. O cérebro pára de produzir, às vezes por estímulo físico mesmo, as substâncias necessárias para que a pessoa se sinta feliz, então suprimentos dessas químicas são necessários, para que o corpo volte a produzi-las por si só. É como tomar remédio pro estômago, na minha opinião, e é por esse lado que não entendo o desespero e o auto-preconceito das pessoas (conheço três) que precisam disso.
  • E inércia. Não ter um bom motivo pra levantar da cama. (nessa parte eu chorei. É uma droga saber que tem alguém que você ama que se enquadra nisso a ponto de não conseguir se mexer).

Enfim, a vida foi feita para ser vivida. O ontem ou o amanhã não estão nas nossas mãos, mas o hoje está.

Não se deixe nas mãos de quem pode lhe dar e lhe tirar a felicidade. Quando Jesus (calma) disse para edificar nossa casa na rocha, entendo que era para fazermos uma base sólida para nós mesmos.

Eu sei que esse post é um repeteco, mas é emocionante porque é como se fechasse esse capítulo da minha vida. Estou feliz por ter entendido cedo/ a tempo/ no melhor tempo. Estou feliz por ter fechado esse capítulo e agradeço a quem me ajudou. (citar nomes seria esquecer alguém).

Eu espero que todo mundo consiga ver isso, consiga gostar de si mesmo – porque é possível, sim, te amarem sem você se amar, mas não é completo. Espero que tenham um motivo para levantar, nem que seja “hoje vou ler”, “hoje vou desenhar sem compromisso”. A gente tá aqui. Não perca seu tempo.

Bônus: tenho ouvido compulsivamente a música Pose (anos 90) dos Engenheiros. Apesar de a original ser infinitamente melhor, mais foda e mais bonita, o que achei na internet foi a fofíssimo acústico do Gessinger com a filha, Ana, que  me faz chorar sempre que assisto vira e mexe me emociona e é uma ode ao positivismo responsável:

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Eu não gosto de estereótipo

jul 07 2009 Published by Marta Preuss under Filosofias vãs

É uma coisa que sempre me incomodou mas ultimamente tem me irritado também: o fato de que, para a indústria de publicidade e propaganda, homens são total e completamente diferente de mulheres, como se fosse outra espécie. Acho que até já escrevi sobre isso algumas vezes, mas o tópico voltou a tona porque eu achei ridículo isso: (via @paulinhoramos)

Ruffles DE MENINA

A propaganda da Ruffles pra adolescentes com sexualidade definida (via Comunicadores).

Eu NUNCA iria comprar uma Ruffles rosa – a não ser que fosse gostosa, é claro. Mas esse tipo de publicidade não funciona comigo. Pode ser porque eu não sou mais adolescente, pode ser porque eu sempre achei as coisas de meninos bem mais legais.

Pra começo de conversa, mulher sempre foi a dona-de-casa, que vai casar, ter filhos, cozinhar e achar tudo fofo. Claro que tem quem goste de brincar de boneca e casinha, mas os meninos que têm carros, e alguma profissão legal como bombeiro, cientista, mecânico. Brinquedos de meninos são mais legais e azul é uma cor muito mais bonita #prontofalei

Daí a gente cresce e em vez das diferenças diminuirem, não. Porra, eu trabalho sabe? Eu pago minhas contas, meus cursos e as minhas cervejas. Acho justo e digno. Eu sou uma pessoa, saco, não sou uma mulherzinha, do estereótipo clássico: meu cabelo ou unhas não são mais importantes que meu Google Reader ou meu DS, apesar de eu ter TPM e “mudar de opinião mais rápido do que o @alberson muda de celular” (frase dele mesmo), como qualquer mulher.

Eu não entendo bem, porque eu acho que ok, cada um é diferente do outro, mas os estereótipos são formas de gesso que moldam o comportamento e a personalidade que, cara, quando a gente cresce, não precisa mais. Venda Ruffles azul unissex e venda o dobro. Grata.

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