Vai fazer um CMS em asp.Net? Tem certeza?

Olá, meu nome é Marta Preuss e tenho 3 anos e meio de experiência como front-ender ou produtora de sites ou analista de interface, como preferir. Tudo que eu faço é o HTML, JQuery e CSS do site: eu monto. Muita, muita gente despreza minha área, assim como desprezam o arquiteto de informação, sem perceber que, assim, só jogam dinheiro fora. Eu sou importante porque faço o que faço direito, melhor que o programador ou o designer, já que posso me dedicar a isso – e gosto. E um site bem estruturado renderiza mais rápido, indexa melhor e tem a manutenção mais barata. Agora que você sabe que eu sei do que estou falando e mereço respeito, presta atenção:

Quando você faz um site, procura a solução para um problema. Seja seu estoque de roupas que precisa de uma loja online, seja o site do escritório de advocacia que quer só mostrar seus serviços. As soluções também podem ser mais viáveis ou mais rápidas, dependendo do projeto. O que não dá pra fazer é pegar uma solução e querer implementar em qualquer problema, ou em um problema que não existe.

Ok, exemplo prático: o site tem só conteúdo. Textos e mais textos teóricos, com um destaque aqui ou outro ali, mas a estrutura não muda muito de página pra outra. Home, internas, pronto. Nesse caso, um CMS cai super bem. As coisas são meio engessadas e não vão mudar muito. Com o planejamento e wireframes adequados, é uma ótima solução.

Agora, se seu site vai ser um super portal, com várias áreas diferentes, cheio de ferramentas interativas e área de login do usuário, precisa de uma solução focada nele. Não adianta pegar uma solução genérica e querer adaptar. É jogar dinheiro fora.

pastel

Parece óbvio, mas não é isso que acontece. As pessoas vendem a solução e caçam um problema, em vez de observar o problema e oferecer a solução. O caminho é inverso. Aqui começam as gambiarras, noites viradas, pizzas e atrasos.

Virou modinha em algumas agências oferecer um CMS em asp.Net cujo grande trunfo é arrastar os boxes com os conteúdos em áreas pré-determinadas, como o painel do WordPress ou do iGoogle (entre outros). A idéia é legal: deixar com que o usuário decida onde vai cada destaque nos poupa certo trabalho de manutenção e ajuda a fazer com que o site suba logo, com a possibilidade do “Você muda depois”. Mas, pra funcionar, é necessário que tudo seja planejado, desde o começo, com base nas limitações do CMS. Sim, porque ele tem limitações. Fosse para ser ilimitado e cumprir todas as características exatas do projeto, não se usava um CMS pronto.

Ou seja: voltamos ainda estamos a fritar batata frita com massa de pastel. O que o cliente quer, batata frita? Então, por favor, vamos pegar as batatas, lavar, descascar, cortar e fritar. É muito mais fácil, rápido e o resultado é muito melhor.