não tenho estado muito em casa ultimamente
nem me lembro quanto tempo faz
aprendi a não olhar pra trás
eu conto as horas que passam
eu conto estrelas no céu
na solidão das noites sem graça
nos quartos de hotel
Quinta feira passada, à noite, eu estava num hotel (com agá), mas essa música não passou pela minha cabeça.
Parece que foi ontem. Parece que chovia.
Quinta passada foi quando tudo começou.
Mentira, tudo começou há sete anos atrás. Mas isso faria a história muito longa. Então vou de sete anos para sete dias para não cansar vocês.
Eu tava lá, de boa no meu mundinho solitário, me achando a última bolacha do pacote, a coca-cola gelada do deserto, quando ele surgiu e falou “Dorme comigo hoje” (não foi uma pergunta, foi uma afirmação) e somehow eu tava nas mãos dele antes do amanhecer (em todos os sentidos).
(Ah! Seria tão bonito parar por aqui! Queria estar vendo passarinhos verdes até agora!)
Então, apaixonei. De novo. Ou pela primeira vez.
O plano não era esse, sabe? O plano, aliás, executado com sucesso, era ter uma noite legal e continuar seguindo nossas vidas cada um na sua que tava ótimo. Fiz um post incrível e muito divertido que vai ser postado daqui há meses. Fevereiro, acho. Pra sair do timming.
Só que eu fiquei pensando em como… enfim, no quanto eu gosto dele. Você sabe como é. Depois de um tempo você vê as coisas de um jeito diferente. Como no fim dos filmes onde a menina despreza o melhor amigo pra depois ver que era ele o amor verdadeiro dela. Que nem em Espanta Tubarões.
Mas aprendam, crianças: nunca brinquem com um escorpianino de ascendente em aquário a não ser que tenha culhões. Eu, que não sei nem brincar, mal posso cantar as músicas dos Paralamas do Sucesso, mas resolvi descer pro play.
Se você lembrar, se quiser jogar
Me liga, me liga
Perdi, né? Consegui piorar as coisas em uma escala tão homérica e fuderosa que dá até vergonha falar oi no MSN. Sabe como é, uma auto-vergonha-alheia.
Por isso essa tristeza toda no twitter. Justificada para desabafar e para agradecer ao carinho dos seguidores <3
Não posso culpá-lo. Eu queria poder dizer que a culpa é toda dele. Mas não é.
Já vai passar.
Eu, que não sei perder, perdi o sono
Na escuridão. Na escuridão.
Fim. Obrigada.
–
ps. Oi Paty o/ Se você leu até aqui, sabe que eu não te contei isso. Eu não contei no começo porque ia ser difícil explicar que tava tudo bem e não contei depois porque achei mancada compartilhar só quando eu tava zuada. Mas vamos beber uma cerveja (ain, bebi demais ontem, a gente pode só sair, ou trocar email, you know) que eu te explico melhor.
ps2. Olá você. Se você leu, saiba que eu não sei jogar. Por isso eu toco a real. Eu entendo se você nunca mais quiser me ver. Tô com vergonha. Mas você sabe como são os mimimis: eles vão passar. Minha mãe me xingou muito. Falou que eu fui estúpida, que eu te joguei fora, que agora eu que me foda sozinha aqui. Mas não é assim. É que muita coisa mudou. Well, nevermind. Desculpa qualquer coisa aí.
ps3. Pessoas que não queriam ter lido esse post: A) Não falem dele comigo B) Unsubscribe o RSS e C) Desculpem, mas eu precisava escrever.