Bodas de whatever

(14:45:26) Eduardo Miranda: feliz dia do primeiro contato \\//_
(14:45:57) Marta: \\//_
(14:46:06) Eduardo Miranda: só faltam mais 50 anos
(14:46:16) Marta: ESTAREMOS VIVOS PRA VER OMG CAN’T WAIT
(14:46:23) Eduardo Miranda: sim :~~~~~~
(14:46:35) Marta: nossa super vamos fazer cosplay com 75 anos
(14:46:52) Eduardo Miranda: óbvio
(14:47:04) Eduardo Miranda: EU VOU FAZER COSPLAY DE NIMOY VELHINHO :D:D:D
(14:47:11) Marta: :DDDDDDDDDDDD
(14:47:21) Marta: acho que aí a gente devia comemorar nossas bodas de whatever
(14:47:28) Marta: com uma festa
(14:47:49) Eduardo Miranda: certamente
(14:48:04) Marta: :D

Dois anos e meio nessa vibe… O que impede de ser mais 73? <3

#postindevido

não tenho estado muito em casa ultimamente
nem me lembro quanto tempo faz
aprendi a não olhar pra trás

eu conto as horas que passam
eu conto estrelas no céu
na solidão das noites sem graça
nos quartos de hotel

Quinta feira passada, à noite, eu estava num hotel (com agá), mas essa música não passou pela minha cabeça.

Parece que foi ontem. Parece que chovia.

Quinta passada foi quando tudo começou.

Mentira, tudo começou há sete anos atrás. Mas isso faria a história muito longa. Então vou de sete anos para sete dias para não cansar vocês.

Eu tava lá, de boa no meu mundinho solitário, me achando a última bolacha do pacote, a coca-cola gelada do deserto, quando ele surgiu e falou “Dorme comigo hoje” (não foi uma pergunta, foi uma afirmação) e somehow eu tava nas mãos dele antes do amanhecer (em todos os sentidos).

(Ah! Seria tão bonito parar por aqui! Queria estar vendo passarinhos verdes até agora!)

Então, apaixonei. De novo. Ou pela primeira vez.

O plano não era esse, sabe? O plano, aliás, executado com sucesso, era ter uma noite legal e continuar seguindo nossas vidas cada um na sua que tava ótimo. Fiz um post incrível e muito divertido que vai ser postado daqui há meses. Fevereiro, acho. Pra sair do timming.

Só que eu fiquei pensando em como… enfim, no quanto eu gosto dele. Você sabe como é. Depois de um tempo você vê as coisas de um jeito diferente. Como no fim dos filmes onde a menina despreza o melhor amigo pra depois ver que era ele o amor verdadeiro dela. Que nem em Espanta Tubarões.

Mas aprendam, crianças: nunca brinquem com um escorpianino de ascendente em aquário a não ser que tenha culhões. Eu, que não sei nem brincar, mal posso cantar as músicas dos Paralamas do Sucesso, mas resolvi descer pro play.

Se você lembrar, se quiser jogar
Me liga, me liga

Perdi, né? Consegui piorar as coisas em uma escala tão homérica e fuderosa que dá até vergonha falar oi no MSN. Sabe como é, uma auto-vergonha-alheia.

Por isso essa tristeza toda no twitter. Justificada para desabafar e para agradecer ao carinho dos seguidores <3

Não posso culpá-lo. Eu queria poder dizer que a culpa é toda dele. Mas não é.

Já vai passar.

Eu, que não sei perder, perdi o sono
Na escuridão. Na escuridão.

Fim. Obrigada.

ps. Oi Paty o/ Se você leu até aqui, sabe que eu não te contei isso. Eu não contei no começo porque ia ser difícil explicar que tava tudo bem e não contei depois porque achei mancada compartilhar só quando eu tava zuada. Mas vamos beber uma cerveja (ain, bebi demais ontem, a gente pode só sair, ou trocar email, you know) que eu te explico melhor.

ps2. Olá você. Se você leu, saiba que eu não sei jogar. Por isso eu toco a real. Eu entendo se você nunca mais quiser me ver. Tô com vergonha. Mas você sabe como são os mimimis: eles vão passar. Minha mãe me xingou muito. Falou que eu fui estúpida, que eu te joguei fora, que agora eu que me foda sozinha aqui. Mas não é assim. É que muita coisa mudou. Well, nevermind. Desculpa qualquer coisa aí.

ps3. Pessoas que não queriam ter lido esse post: A) Não falem dele comigo B) Unsubscribe o RSS e C) Desculpem, mas eu precisava escrever.

“-É grave, doutor?” “-É platônico.”

Ahhhh o amor platônico. Eu realmente não deveria falar sobre isso, mas infelizmente li meu Google Reader antes de postar e só sobrou minha alma nua.

Se escrevo tudo que vivo, já devo ter falado sobre isso uma infinidade de vezes. É uma recorrência da minha vida. Foi um bom começo de adolescência acreditando que o amor platônico era tudo que era necessário para se ter um namorado, um amor real. Acreditando até que o platônico era o real. Inocência.

Dez anos depois a gente, por mais que não queira tanto assim, sabe que não é por aí. Que existem filmes e existe a vida real. Que príncipe e cavalo branco não são parceiros de realidade, de vida, da mesma forma como não acordo todo dia como uma princesa. Afinal, ninguém quer viver uma ilusão.

Até essa foto é meio platônica pra mim hoje em dia.

Até essa foto é meio platônica pra mim hoje em dia.

Mesmo assim, receio ser dessas pessoas que quase sabe o que é um amor platônico e um real. Que o platônico nem deveria se chamar amor, por não ser real. Paixão, talvez.

O gostoso da paixão platônica é que é como um quadro de um lugar lindo que você nunca foi: é gostoso de olhar e se imaginar ali. E o triste é que talvez você nunca irá. Um amigo dizia que tinha gente que era tão bonita que era para ficar na estante e nunca ser tocada. Eu chamei de “areia demais pro meu caminhãozinho”, mas soou pejorativo. Tanto faz. Essa euforia toda por alguém que você mal conhece deveria ter algum remédio.

“- Ele deve ter chulé.”
“- Eu não ligo nem se ele tiver bafo.”

Eu vou me arrepender pra sempre disso, mas na hora não: uma vez eu tive um baita dum amor platônico em um dos empregos que eu tive. No meu último dia, ele me deu um selinho no elevador. E acabou ali minha quota de realidade em platonisse. Tão triste. Queria ter gastado esse crédito com outras pessoas.

Eu comecei a procurar algo para ilustrar esse post e não há nada melhor do que o Don’t touch my moleskine (um dos blogs mais lindos e fofos da humanidade). Nesse blog, a Daniela Arrais pergunta “O que é o amor para você hoje?”. Se ela perguntasse para mim, eu responderia: O amor pra mim, hoje, é platônico. O amor é o tipo de coisa que só é real quando a gente vive. Enquanto eu não vivo, aproveito as platonisses como se fossem reais, mas esperando no fundo que elas acabem logo e sejam substituídas pela realidade. Algo mais sólido e menos purpurinoso que a imaginação, é verdade, mas a realidade me agrada um bocado só por ser real.

Um post intalado

Não tô tudo isso de terrível, é só porque eu tô com muita vontade de postar isso. Pense pelo lado bom: eu poderia estar falando disso com você no MSN, mas tô desabafando no blog :)


Fred, o gato azarado, no colo do Gaiman.

E eu nem quero muito. Quero uma coisa que pra você é muito fácil. Eu quero ser sua, por três horas. Não é tão difícil.

Ai… o que eu tô falando?! Eu não sou uma das meninas-sem-nome que você pegou; eu sou a Marta! Eu mereço mais do que isso de uma pessoa, e a pessoa que me merecer, também merece que eu ofereça mais do que isso. E terá.

Quando eu tô meio perdida ou triste, leio o horóscopo do Ego:

“A idéia para este período envolve uma consciência emocional maior de seu próprio valor, uma percepção mais concreta do que você deseja e dos recursos de que necessita para realizar seus intentos.(…) Num sentido negativo, cuidado para não comer em excesso, como forma de satisfazer ânsias e carências, atente para não gastar desnecessariamente, como forma de suprir sentimentos de vazio.”

COMO FAZ ISSO?!

E, só pra eu não perder, porque eu sei que vou ler isso de novo:

“Você já amou? É horrível, não? Você fica tão vulnerável. O amor abre o seu peito e abre o seu coração e isso significa que qualquer um pode entrar em você e bagunçar tudo. Você ergue todas essas defesas. Constrói essa armadura inteira, durante anos, para que nada possa lhe causar mal. Aí uma pessoa idiota, igualzinha a qualquer outro idiota, entra em sua vida. Você dá a essa pessoa um pedaço seu, e ela nem pediu. Um dia, ela faz alguma coisa besta como beijar você ou sorrir, e de repente sua vida não lhe pertence mais. O amor faz reféns. Ele entra em você. Devora tudo que é seu e lhe deixa chorando na escuridão. E então uma simples frase como “talvez devêssemos ser apenas amigos” se transforma em estilhaços de vidro rasgando seu coração. Isso dói. Não só na sua imaginação ou mente. É uma dor na alma, uma dor no corpo, é uma verdadeira dor-que-entra-em-você-e-o-destroça-por-dentro. Nada deveria ser assim, principalmente o amor.

Odeio o amor”.

Neil Gaiman. (eu tô ficando obcecada por ele. Esse negócio de TCC não faz bem)