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jun 19 10

Coisas que me dão vontade de seguir em frente

by Marta Preuss

(esse post é só porque eu instalei o wordpress 3.0 e queria escrever alguma coisa)

Tem gente na internet que é um saco. Reclama de tudo: dos hypes, dos olds, dos freetards, dos macfags, dos ballmerfags, dos que jogam, dos newbies, do que faz sucesso e assim por diante. Todo dia a gente convive com esses seres escrotos, que podem tanto ser escrotos como também estar num dia escroto – coisa que vira e mexe acontece comigo.

Mas tem gente na internet que faz um ótimo trabalho. E essas pessoas são realmente motivadoras.

Vocês conhecem o Shane Dawson? Ele faz vídeos pro You Tube. Chequem o site dele.

Esse vídeo é sobre a história dele no you tube, quando ele fez cinco anos de conta. Ele conta que ele, a mãe, o irmão e algumas pessoas perderam o emprego por causa de um vídeo que ele fez. Ele teve pensamentos suicidas e etc mas resolveu investir em vídeos do you tube. Fazer um por semana e dane-se. Shane Dawson é um dos vlogers mais conhecidos lá fora.

(Eu tenho coisas pra falar sobre a vlogosfera nacional mas está fermentando ainda).

Ou seja: o cara lutou contra ele mesmo e com seu esforço e qualidade de vídeos, conseguiu o que queria. Fez o dele. Foi em frente. Falou “Façam seus vídeos também, não deixem as coisas te abalarem”.

Na verdade o que me motivou a fazer esse post foi o PC Siqueira falando que começou a fazer os vídeos dele para superar a vergonha da vesguice. É, eu não gostava dele no começo, mas aos poucos fui entendendo que não era piada: ele é desse jeito mesmo. Acho legal quando as pessoas tocam um foda-se, assumem que não são de papel nem de RGB e assumem suas falhas físicas. Não é algo tão fácil de fazer quanto parece.

~ * ~

Outro que me empurra sem saber é, bem, Mike Shinoda. O rapper do Linkin Park fez um trabalho em separado com uma banda chamada Fort Minor em 2005, com o album The Rising Tied. Ele é praticamente a alma do Mike e tem algumas frases bacanas:

If you don’t want to
Then you don’t have to
Believe me
But I
Won’t be there when you go down
Just so you know now
You’re on your own now
Believe me

Da música que estourou, Believe Me. (a outra música que estourou foi Where’d you go, mas eu nem escuto muito de tão triste que é).

These days are dark and the nights are cold
People acting like they lost their soul
And everybody’s trying not to cry
trying to get by
And trying not to feel out of control

De Feel Like Home. Pela verdade. Porque quando eu ouço eu lembro que não sou só eu que me sinto assim e isso me acalma.

A letra inteira de Get me Gone é pra falar mal do produtor que queria que ele só tocasse os teclados no Linkin Park em vez de fazer o rap. Imagina o Linkin Park sem o rap? Ia ser pela metade, não ia ser Linkin Park. E eles bateram o pé e disseram “Mas você já assinou que esse é o nosso som”, fizeram as faixas e foi isso aí.

E aí The High Road tem uma das coisas que eu mais gosto de cantar:

You can say what you have to say
‘Cause my mind’s made up anyway
All that bullshit you talk might work a lot
But it’s not gonna work today

Precisa dizer mais alguma coisa?

Ele tem outras músicas muito mais tristes, como Kenji que conta como foi ser japonês na Segunda Guerra nos Estados Unidos e algumas que falam sobre solidão, saudade, etc. Mas é bem legal ver esse album do Mike, que é meio o que seria um “canal 2 do you tube”.

Enfim, era pra ser um post motivacional. Essas coisas dão força, um abraço em forma de imagem e som. O que funciona pra você?

jun 11 10

Odeio copa, odeio o Brasil, e odeio você também

by Marta Preuss

Tô irritada porque trabalhei de graça no FDS. Esse post vai ser todo revoltadinho. Foda-se.

Odeio copa do mundo. Futebol, assim como Action Script, tá no grupo das cosias que eu odeio porque eu não entendo. Note: eu gosto de uma série de cosias que não entendo ou sou ruim, como videogame. Mas futebol é chato.

Na verdade eu nem sei o que eu odeio mais na copa do mundo. Se são as cornetas e rojões insuportáveis, se são as pessoas que acham absurdo eu não gostar dessa merda ou se é o fato da obrigatoriedade de ser nacionalista.

A gente vive num país de merda, pessoal. Meu iPhone continua custando mais de mil lulas e menos de trezentos obamas. Gente passa fome, não tem escola, não tem internet, etc. Colocar a merda da bandeira na sua porta não faz nada melhorar, ok?

Dica: tem eleição de três candidatos bostas em outubro, tá?

Outra coisa que eu odeio é essa mania de vir falar mal de iPhone e Apple pra mim. É RUIM, EU SEI. Foda-se. Eu tenho dinheiro, eu compro. Sou da classe média pra isso. As criancinhas não têm educação? E você vendo copa, huh? Não é minha culpa.

E eu odeio trabalhar de graça. Vai se foder, né, nem puta dá de graça! “AH mas você não combinou antes!” É, isso que dá apostar no bom-senso das pessoas. “AH mas você teve aumento” Então né que meu contrato especifica 8h/dia semanais. Fica a dica.

Desculpa, gente, eu larguei o Compulsive e o QG Net. Até meu twitter tá largado: bloquearam tudo na agência. Tô passando aqui só pra desabafar. Eu entendo o unfollow de feed. Beijo.

mai 28 10

I’ll never gonna back again

by Marta Preuss

Aconteceram coisas bizarras hoje.

A primeira coisa bizarra foi que terminei de ler Praticamente Inofensiva, o quinto livro sobre O Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams. Ele fala que a “trilogia” vai até o quarto livro mas é mentira, viu? No quinto um monte de coisa faz sentido. Pra compensar isso, ele mete uma maldita viagem entre os universos paralelos então continua tudo sendo confuso, irônico e londrinamente engraçado como sempre.

Quando eu terminei, pensei “… [vazio] … … Nossa, eu li um livro essa semana e nem notei”. Tenho certeza que essa é a compreensão exata do final. Absoluta.

Outra coisa engraçada foi que eu fui pra casa e não fui no aniversário de, por falta de um, dois amigos meus. Me desculpem, pessoal. Tenho prova de inglês amanhã.

Continuando, cheguei em casa sexta feira 8h da noite e meus pais estranharam minha presença. Perguntaram “Você em casa essa hora?” e eu repeti a mesma coisa que disse pra todo mundo: “Ah eu tenho prova de inglês amanhã e fiquei com preguiça de sair”. Só que isso não colou pros meus pais. Aí eu disse coisas da agência que estão me irritando e comecei a chorar.

Espera. Eu nem tô mais de TPM. Eu reclamei das mesmas coisas o dia todo. E aí eu tava alí falando “Eu odeio o fato deles bloquearem o twitter!” chorando feito uma criança.

Meu pai se arrependeu de ter perguntado e saiu da sala (bate papo uol oi?). Minha mãe ficou. Daí ela disse mais umas coisas tipo “Fica calma, amanhã é um novo dia, não gosto de te ver triste” etc e eu pensava “putaqueopariu mas eu não tô triste! Eu nem sei porque eu tô chorando!”

Então eu tava chorando porque não sabia porque eu tava chorando.

Tem alguma coisa errada aqui. Bem errada. Bem aqui.

Uns amigos disseram que é normal não ter vontade de catar ninguém ou de beber. Não ter vontade de catar ninguém é ótimo, nem sei se algum dia soube o que era não ficar carente. É quase uma repulsa, assim. Agora não querer beber? Não querer sair, não querer se divertir? Porra.

O @eduardomps no twitter respondeu um “Vida é para os fracos”. Não, cara, eu acho que vida é para os fortes. E eu não me sinto nada, nada forte.

ps. Eu sei que eu sumi. Tô trabalhando. Essas coisas. Nada de bom pra contar.

ps2. Fui no Codeshow e foi o máximo. Vou fazer um PDF sobre mas não sei se vai vir pra cá. Talvez.

ps3. Desculpem o post de mimimi, assinantes do feed.

mai 14 10

Parece que acabou

by Marta Preuss

Sempre fui de acreditar em carma, em aprender lições durante a vida, senão as coisas continuam acontecendo ciclicamente. Eu ainda não sei o que tenho de aprender com cristãos que enchem o meu saco, mas acho que aprendi bastante coisa aqui na Abril. Talvez seja a hora de encerrar o ciclo.

Quando me falaram que eu ia fazer o site da Abril eu fiquei super empolgada e me imaginei montando páginas e páginas do mais lindo e semântico HTML, com CSS cross-browser mais fofo do cosmo e um jQuery suave que melhora a interação do usuário.

Ledo engano. Um projeto desse tamanho não é de sentar e fazer como se fosse site institucional. Não que a qualidade vai cair, claro que não.  Só é grande, então é mais fragmentado.

Ficamos alocados na Abril (eu e mais três colegas da Gommo) por quatro meses.  Por três deles quis voltar. No quarto, acostumei, entendi a dinâmica, vi que trabalhar 8h/dia era legal e que vida e dignidade são coisas bacanas.

Jak, eu, Eric e a sombra da Nina

Todo dia foi um choque (com trocadilho – interna). Na primeira semana não sabia voltar pra casa, eu só chegava. Lugar pra comer, como se comportar, vencer os modismos e a magreza impostos, aprender um CMS novo – tudo muito difícil.

Mas a principal lição de todas aqui na Abril foi encontrar uma pessoa muito parecida comigo. Talvez ela saiba, talvez não, eu evitei comentar o quanto eu me identificava com ela pra muita gente porque não é num modo bom. (me desculpa). Essa pessoa sabe do que eu tô falando e eu também sei. Aprendi, me vendo de fora, que eu tenho coisas pra mudar. Que eu posso ser uma colega de trabalho melhor. Espero que meu espelho não leve como ofensa, mas, bem, todo mundo pode ser melhor, certo?

No mais, não conheci nenhum dos seus amigos que trabalha na Abril (nem a Just Lia nem o cara da National Geographic, nem nenhuma BBB que posou pra VIP e pra Playboy. Só o Louco da Motosserra :D ), mas todo mundo que eu conheci era muito bacana – tanto as pessoas da Abril quanto as da Gommo que vieram comigo e eu ainda não conhecia. Fiz um network legal. Trabalhei numa empresa enorme pela primeira vez na vida. Aprendi Scrum na prática e adorei. Comi saudavelmente enquanto pude e influenciei um dos colegas a não levar a dieta tão à sério. Almocei no Japonês duas vezes (eww, odeio). Experimentei Häagen-Daaz pela primeira vez na vida. Me diverti, afinal.

Alê, Alan, Jak, eu, Eric, amigo da Jak, Pena, Nina, Burguer e o Diego bateu a foto

Agora, de volta pra minha casa que já não é mais meu lar. Mudou tudo, gente nova, disposição nova. Não: disposição velha. Preciso trabalhar menos (de 12h/dia e aos fins-de-semana). Sério.

Mais de uma vez o Pôlo disse uma frase de um amigo dele: “Mudanças vão acontecer. Acostume-se o mais rápido o possível com o novo, assim você não sofre tanto”. É verdade. A Gommo agora é nova pra mim, de novo. Acostumar com velhas coisas novas all over again. Não sei se estou pronta, mas na verdade nunca estou.

mai 12 10

Como rodar Sonic e Pokémon Soul Silver / Heart Gold no TT DS

by Marta Preuss

O Pokémon é fácil:

  1. pegue o rom em qualquer lugar da interwebz (romulation, fikdik)
  2. baixe esse path
  3. descompacte
  4. pegue o arquivo do rom e arraste sobre o ícone do path (só funciona em windows, pessoas da maçã :/ se você é da maçã peça o PC da sua tia emprestado.)

Ele para de travar e você consegue jogar por horas seguidas. Isso tudo obviamente sem perder seu save. Obrigada @willybarro! :D

Já o Sonic

Eu baixava o rom e dava error -4. Googlei e descobri que era rom de DSi, e, portanto, não ia rodar no DS. Puta da vida (afinal Sonic só usa setas e um botão, não precisa da câmera do DSi), desencanei. Até que vi o jogo por R$125 no shopping e tive de retomar a busca.

Meus amigos (o @neninef na verdade – que tem um super blog sobre pokémon, vale a visita!) do twitter me ajudaram. O que você tem de fazer é:

  1. O backup de todo o seu microSD, principalmente os ROMs e saves, né? (depois não vem me xingar que você perdeu seu save de Zelda ou Pokémon com 7 insígnias ¬¬)
  2. Baixar a nova versão do framework do TTDS se a sua não for a mais atual (pra instalar é só substituir todos os arquivos)
  3. Baixar e instalar esse path de correção (substituir os arquivos como ensina esse tópico)
  4. Pronto, pode instalar o rom agora :D

Sobre o Sonic Classic Collection pra DS:

  • Têm três línguas: inglês, francês e espanhol. Ele mostra a história dos jogos e os movimentos (seta pra frente, anda. A, B, X ou Y pula. Puxa vida, que complexo), além de figuras do Sonic (se tem alguma utilidade, não entendi).
  • Vem com o Sonic 1 (que é diferente do de Master System que eu joguei, que deveria chamar Sonic Beta ou Sonic Zero ou Sonic-Rascunho-de-jogo, porque pqp é muito cru), 2, 3, Sonic & Knucles, 2 com Knucles e 3 com Knucles. Os mais antigos tem o Save adicionado e os que já tinham nativo, mantém.
  • Fui toda pimpona achando que ele salvava em qualquer lugar da fase mas não: ele salva a fase que você tá, desde o começo. Se você tá acostumado – como eu – com emulador e freeze, sefodeo amigo. Mas pelo menos você pode parar de jogar e continuar depois.
  • A resolução não é aquela perfeição da TV de tubo que eu tinha quando era criança e algumas coisas são meio runzinhas de ler, mas como texto não é o forte de Sonic, dá pra jogar super bem. Roda tranquilo também, sem travamentos ou lags. E tem as músicas :D

Esse post serve se você quer testar esses roms no seu DS usando o TTDS e depois apagá-los, é claro. Pelo menos o Pokémon funciona em R4 também. O Compulsive não recomenda baixar roms de jogos e fazer essas coisas ilegais, porque o Brasil tem uma carga tributária justa e jogos de US$20 não custam R$150 por aqui – o que só pode existir para ajudar uma concorrência nacional que, puxa vida, é o Zeebo.