Archive for outubro, 2009

O Batman é melhor que o Super Homem

out 27 2009 Published by Marta Preuss under Cultura

O pobre Marcel resolveu postar que o Super Homem é melhor que o Batman e ainda desafiou o twitter inteiro a postar 10 motivos que provem o contrário. Eu achei 9:

O @liquidmaki gosta do Batmá

O @liquidmaki gosta do Batmá

1) O Batman não tem medo de pedrinhas verdes. E ele pode inventar todos os acessórios que não veio de fábrica. E ele está sempre bem-protegido com sua super carcaça e incrível plano de saúde. Isso o acaba tornando mais forte que o Super Homem porque ninguém sabe que seu ponto fraco são as aranhas.

2) Enquanto o Super Homem é um fazendeiro do interiorrrr, o Batman é rico, cheio de garbo e elegância. E sabe dançar valsa.

3) Super Homem salva gatinhos em árvores. Batman salva a cidade de vários maníacos psicopatas loucos, com sede de poder.

4) O Super Homem está a uma cor e um AVC de virar o Hulk: muitos músculos e força bruta. O Batman é um inventor gênio e resolve os problemas com sua inteligência.

5) A cueca por cima da roupa do Batman não é a) visível nem b) cafona.

6) Batman não faz alusão aos EUA o fucking tempo inteiro. Ele faz o trabalho dele.

7) Mulher Gato é MUITO mais hot que a Mulher Maravilha ou a Supergirl. E muito mais atitude.

8) Com todo respeito, o Super Homem foi adotado e o Batman é órfão. Cresceu sozinho, cara. Com o mordomo. Sem pai, sem mãe.

9) Máscaras são sexys.

10) E se me permite, porque sou fã: RT: @Cardoso: @bqeg Razão principal pro Batman ser mais fodão:  SHELDON não diz “I´m Superman”. // Verdades incontestáveis by @Cardoso. Manda um button pra ele se eu ganhar a camiseta.

Mas o próprio Cardoso fez um post muito vencedor, cara.

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Eu sou normal.

out 26 2009 Published by Marta Preuss under Pessoal

Ontem percebi que eu sou muito bobinha e normal.

Estava conversando com ele, conhecendo ele, ouvindo sua história. Ele disse que não esperava me contar essas coisas. Ainda perguntou um “Você tá terminando comigo?” quando eu disse que a gente era mega diferente. Eu o beijei e disse que não. Não teria porque.

Eu sempre pensei que estava fazendo o melhor possível. Sou dessas pessoas que começou a beber só depois de 18 anos. Quem bebe depois de 18 anos? Nunca experimentei nenhuma droga ilícita. Nunca roubei nada, nem copo de bar. Nunca transei no banheiro nem em lugares públicos. Nunca bati em ninguém (só no boxe do wii e bêbada. Beijos, Anita.) Fui uma ótima aluna, arranjei emprego e sou uma boa funcionária.

Eu caí nos planos deles direitinho. Estudei e virei mão-de-obra. Minha vida é contada em séries escolares e empregos que tive.

E vai continuar assim. Não vejo outras estradas, outros caminhos. Não sei o que “outro” existe. Se é que existe. Estou trabalhando por dinheiro e acho isso muito triste.

Me sinto vazia, boba, imbecil, meio inútil. Me sinto sem história. Me sinto mais uma pecinha do war, uma de qualquer cor, ou aquela pecinha branca do Palvras Cruzadas que serve pra qualquer letra, tem qualquer valor. Com sorte, alguns viram um Q que vale, sei lá, entre 9 ou 15, mas a maioria vira A mesmo, que vale 1 mas que serve pra tudo.

Estou ouvindo Engenheiros do Hawaii desde 8h da manhã (são exatas 11h36) sem pular quase nenhuma música. Minhas últimas TPMs foram todas pensativas-deprimidas.

“Todo mundo é eterno, todo mundo é moderno, como um relógio antigo. Todo mundo underground no mainstream, todo mundo é moderno, todo mundo é eterno. Ontem, ano passado, antigamente. Amanhã, ano que vem, ano 2000. Todo mundo é moderno, todo mundo é eterno da boca pra fora, do fundo do coração. (…) Então, porque esse medo de ficar pra trás, de não ser sempre mais, de nunca mais poder?”.

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[SPOILER] The Big Bang Theory

out 22 2009 Published by Marta Preuss under Humor

ATENÇÃO!!! SPOILER! Se você não viu pelo menos a o começo da terceira temporada de The Big Bang Theory, NÃO clique para continuar lendo.

Se você já viu, ria comigo. Se você está no feed rss, é sua chance de apertar J ou pular o artigo seja lá como for no seu reader.

TBBT

É, Leonard, ultimamente sempre eu tenho googleado, mas precisa de mais do que isso pra me fazer adimitir esse tipo de coisa, HAHAHAHAH!

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Wave the f…?

out 21 2009 Published by Marta Preuss under Web

Pra quem não sabe até hoje ou está fora do hype ou está lendo esse post do futuro, Google Wave é um novo jeito de mandar emails, que nem o twitter era um novo micro-blog. Ou seja: ele é uma ferramenta que depende da gente para ter alma, para ter propósito.

Quando eu comecei a usar o twitter, me recusei a fazer um post explicando, causando, dizendo como era legal e inútil. Pensei “Vou esperar isso evoluir, crescer, ter forma, e quando eu souber do que estou falando, faço alguma nota”. (apesar de que naquela época nem era meu foco escrever o que eu achava sobre tudo). Resultado: o twitter teve uns dois ou três ou mais booms e eu nunca falei como acho o serviço genial, mesmo com toda a orkutalização.

Vou tentar não perder o timing do Wave, porque as pessoas ainda estão chegando e dando uma olhada.

Primeira reação: Ahnm… só isso?

É, e eu aposto que minha primeira reação com o Snow Leopard vai ser a mesma. “Puxa, quando eu vi os vídeos parecia tão genial, agora é só uma caixinha onde posso criar mensagens e as pessoas responderem?” Eu confesso que tinha até me preparado psicologicamente para essa coisa de mostrar o que eu tô escrevendo em tempo real.

No fim, nada demais. O Marcel, do Byte que eu gosto, postou toda sua indignação com o Google Wave. É, gente, é só uma caixa de mensagens. Quem faz somos nós.

Segunda reação: Não vou dar conta

Eu twittei “Dahora. Dar conta do wave, do google reader E dos blogs, só desempregada ou de férias mesmo.”, porque é verdade. Todas as pessoas que eu tinha no meu falecido orkut, no gmail e no google reader (enfim, meus contatos-do-google) foram adicionados automaticamente, então até que tem bastante gente. Mas não é tão difícil assim acompanhar, eu é que estou em dias corridos na agência.

Eu só acho que poderia mesclar meu email e meu google reader nas waves. Algo como “transferir pra wave” no caso do gmail (isso ia ser bem nice com meus emails gigantes de segunda-feira com a Paty) ou “compartilhar no wave” no caso do google reader (com as pessoas podendo comentar embaixo do item compartilhado).

wave

Terceira reação: Já que estamos aqui…

Primeiro eu fiquei brincando de bate-papo e sudoku.

Quando já estava mais povoado, eu criei uma wave (proporcionalmente) imensa, cheia de gente diferente, pra perguntar do futuro do Compulsive. O resultado foi bem legal: várias pessoas comentando e respondendo. A informação ficou organizada e dá para entender o rumo que as coisas estão tomando.

Ou seja: o wave é legal, só não tem alma ainda. Ninguém sabe o que fazer com isso. Não tem gente o suficiente ainda para que isso seja criado. E quando tiver todo mundo, a possibilide de orkutalização é alta porque seguir é mão-dupla, eu tenho de aprovar que você seja meu amigo.

Então eu escrevi umas 500 e poucas palavras para não falar nada. Não dá para prever o desenvolvimento de coisas orgânicas. Mas por isso que a sacada tem bastante coisa para dar certo: é uma ferramenta bacana, onde quero fazer uns brainstorms e compartilhar idéias, além de me divertir com amigos de uma forma mais espaçosa que o twitter, mais interativa que os blogs e mais sóbria que o msn.

(Não adianta pedir, meus convites acabaram).

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As Crônicas de Nárnia

out 20 2009 Published by Marta Preuss under Cultura

Tudo que você queria saber – ou tudo que eu quero compartilhar depois de ler.

A) Notas sobre esse post

- Escrevi à mão, no meu caderno, na Starbucks, por isso ele já está tão pequeno quanto poderia.

- Haverá spoiler, invariavelmente. Se você não leu As Crônicas de Nárnia, C. S. Lewis, não leia esse post. Além disso, ter visto os filmes ajuda.

- Escrevi contando e criticando única e exclusivamente para o MEU bel prazer. Então não sei qual a real utilidade desse texto e ele não tem pretensão nenhuma. Se quiser saber tudo, tudo mesmo sobre Nárnia, veja a Wikipedia e o site Mundo Nárnia.

Aslan

B) As histórias que o livro e o cinema contam

O volume único d’As Crônicas de Nárnia é composto por sete romances, dispostos na ordem cronológica da história:

B1) “O sobrinho do mago”, 1955 – A criação do universo. Como tentei ler Simarillion, posso dizer que Lewies e Tolkien, amigos que eram, tinham idéias semelhantes quanto à criação do universo: música, a sinfonia do nascimento, da vida. Essa é a história de Digory (o velho senhor do 1º filme), sua amiga Polly e da Feiticeira Branca.

Imagem via FFFFound

“Se um leão falasse, nós não entenderíamos o que ele diz”. No primeiro livro, o tio de Digory era mau e interesseiro. Então ele foi se convencendo que Aslam era um leão grande, assustador e falava coisas sem sentido, até chegar ao ponto que ele realmente não entendia nada além de rugidos.

B2) “O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa”, 1950, a história do primeiro filme. A adaptação para o cinema é perfeita. Não há furos no roteiro, só pequenos detalhes, como o fato de Digory ser mais amável (ainda) no livro. De resto, é possível relembrar o filme enquanto se lê. É a história dos quatro reis: Pedro, Susana, Edmundo e Lúcia, desfilando na nossa imaginação.

Imagem via Google via G1

B3) “O Cavalo e seu menino”, 1954, mostra que nem só de narnianos o mundo mágico é habitado, mostrando os Calormanos, um povo mais sóbrio, sério e até mais cruel do que os narnianos. Esse é uma história que corre durante o reinado dos 4 reis e começa a apresentar as facetas de personalidade de Susana que o segundo filme (o próximo) desconsiderou.

B4) “Príncipe Cáspian”, 1951. A volta dos quatro reis para ajudar Cáspian a governar contra seu tirano tio Miraz. Mais uma adaptação fabulosa para o cinema (pelo menos nos primeiros 95% de filme). Vou falar: de acordo com o livro, não tem como o beijo entre Susana e Cáspian acontecer. E não me venha com “Ah, mas no cinema precisava…”, porque no livro Lúcia e Susana  ficam o tempo todo com Aslam e não participam de nada. Não dá tempo de ficarem próximos.  Susana tem outra personalidade, ela não é brava ou heróica, é uma mocinha, toda política. E isso acaba com o grand finale.

Imagem via We Heart It

B5) “A Viagem do Peregrino da Alvorada”, 1952. Lúcia e Edmundo voltam para Nárnia com seu primo Eustáquio para ajudar Príncipe Cáspian a encontrar e vingar o desaparecimento de 7 reis graças a seu cruel tio Miraz. Eustáquio aprende a ser um garoto mais legal. Esse vai ser o próximo filme, lançado no fim de 2010.

B6) “A Cadeira de Prata”, 1953. O Príncipe Rillian, filho de Caspian X, desaparece, então Eustáquio e sua amiga Jill voltam para Nárnia para encontrá-lo. Quem ganha um caráter melhor agora é Jill.

B7) “A última batalha”, 1956. Pense em apocalipse. Não é assim que você vai pensar quando começar a ler a história de um macaco que  se acha o espertão quando fantasia um burro de leão e o faz passar por Aslam, mas é  isso que você vai encontrar no final. E esse final daria um epic #FAIL no cinema, tanto pela personalidade de Susana quanto por mostrar todos os personagens principais.

Quando eu comecei a escrever esse post, fiquei com bronca e pensei que a Disney tinha escolhido os livros a esmo. Mas depois da pesquisa das datas, notei que esse é mesmo o miolo da história. Eles nunca vão fazer filmes dos outros livros – pelo menos não com tanta fidelidade à história – mas pelo menos o que fizeram foi muito bem feito.

C) Aspectos psico-sociais – o que Lewis ensina

Você pode me julgar infantil dizendo que eu gosto de romances para crianças e ainda vai ter sua parcela de razão. Mas você também pode ver Nárnia com olhos um pouco mais maduros.

Impossível não comparar a obra à Bíblia. Aslam é Deus, Tash é o diabo. Vai da criação ao apocalipse. Os valores são claros: os bons, os corajosos, os nobres de espírito estão sempre ao lado de Aslam. O mau, a ganância e o poder irresponsável, do outro. Lewis diz:

Aslam é uma visão alternativa de Cristo e mostra que esta seria supostamente uma forma que Jesus assumiria se fosse até um país fantástico como Nárnia.

O último livro é especialmente forte porque mostra quando as pessoas (ou criaturas, no caso) param de crer em Aslam. Quando você lê, mal pode acreditar, mas no fim das contas faz sentido porque o Grande Leão apareceu umas sete vezes em todos os tempos, só, e nem pra todo mundo. Sua História não é mais do que um punhado de lendas.

Todas as histórias encorajam o leitor a ser uma pessoa melhor. Mostra que os bons valores trazem um bom futuro e que fazer coisas erradas nos deixam com vergonha e arrependidos, mas assumir que errou e pedir desculpas é o melhor a fazer. Por isso é uma boa leitura para crianças.

As histórias mostram um mundo paralelo, onde somos mais maduros e mais fortes. Onde, no fim, dá certo e nos momentos mais difíceis há esperança. Por isso, é um bom lembrete para os adultos.

Suzana merece uma atenção especial. Ela não era má, mas também não era tão nobre ou humilde. Ela parou de acreditar em Nárnia ou em Aslam e por isso não foi para o mesmo céu que os outros – e pior, ficou sozinha. Neil Gaiman escreveu outro final para ela (“O problema de Susan”, no livro Coisas Frágeis), mas não é mais reconfortante e não leia se não tiver estômago (fica a dica).

Enfim, é uma obra fantástica, que vale a leitura. Uma fantasia bem amarrada e a leitura flui super bem (só fiquei com preguiça de ler o começo da última história, porque parece que não tem muito a ver, as coisas demoram para acontecer, mas vale a pena por causa do final). É gostoso se distrair com o mundo dos reis justos e animais falantes. Sinceramente, eu queria que fosse real.

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