Archive for setembro, 2009

Bill Murray Convida

set 28 2009 Published by Marta Preuss under Eventos

É, post atrasado, devia ter sido escrito ontem. Eu dormi domingo até 17h e depois fiquei vegetando pela casa, seja vendo TV ou vendo seriados no computador ou vendo a hora passar. Cansaço.

De qualquer jeito, Bill Murray Convida foi incrível. Juro que, por motivos pessoais, quando estava na porta pensei duas vezes. Mas entrei. E não me arrependo nem um minuto.

Conheci pessoas pessoalmente (ah, tempos de twitter! e ah, o classico “Você é a @suco_de_uva!” :D ), revi amigos que tinha saudade. A música já estava alta por volta da meia-noite, onde a pista nos divertia com rocks alternativos em geral – juro que conheço pouco, mas tocou Depeche, então fiquei feliz.

Logo começou o show da PS Band. Entre os destaques, This e I hear the Song, minha favorita. No fim, Escape, a música do video-clipe (que me rendeu comentários tipo “Nossa, você vive disso, tipo, faz vídeo de casamento e talz?”. Fiquei bem feliz).

Bill Murray Convida

Entre um show e outro, os parabéns, abraços e fila para pagar (a Pri tinha feito endoscopia, precisava ir embora). Quando voltei, WB já estava no palco.

Foi um dos shows mais divertidos que já assisti. Apesar de não conhecer quase nenhuma música (sorry guys, meu gosto musical é questionável mesmo), me diverti muito com as performances do Marco. Para fechar, tocaram Personal Jesus do Depeche. Miacabei.

Bill Murray Convida

Enfim, nem vi a hora passar, de repente eram quatro e meia da manhã. Então fui para casa, me sentindo horas mais leve e tranquila.

Foi um escape muito gostoso no meio dessa tormenta :) Quero de novo! /o/

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Bill Murray Convida

set 25 2009 Published by Marta Preuss under Eventos

BillMurrayConvida

Bom, se você não entendeu do que se trata, acesse o blog.

Irei, tirarei fotos, aproveitarei o show da PS Band com a WB Band e não beberei a ponto de não lembrar de nada, portanto haverá algum comentário.

Vá comigo e/ou aguarde! :D

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Como assim não precisa de diploma?

set 25 2009 Published by Marta Preuss under Pessoal

Foi no meio do ano que o STF decidiu que, para ser jornalista, não precisava mais de diploma.

Os futuros profissionais cairam matando, com razão. Alguns profissionais de outras áreas achavam realmente dispensável. Aquela desculpinha de “Sua profissão não vai matar ninguém” quase ofende quem se mata de estudar e se esforça para fazer um trabalho sério.

Na época, eu, formada em Comunicação Social com habilitção em Mídias Digitais, dei de ombros. As pessoas mal são capazes de escrever “webdesigner”, quem dirá fazer disso uma profissão regulamentada. Meu diploma não tem praticamente valor nenhum, o MEC nunca passou pelo meu curso e eu fui da segunda turma. Mesmo assim, tô aqui, empregada (pelo menos por enquanto). Não me arrependo de ter feito faculdade. Aprendi muito mais do que achei que fosse. E levei isso ao jornal: precisar, não precisa. Mas uma Folha vai escolher a mim ou a uma pessoa graduada para trabalhar lá?

Não bati à porta da Folha, mas vi um curso de Jornalismo Cultural no Senac e me interessei. Eu tinha acabado de entrar no QG e queria escrever resenhas com mais qualidade. O curso custou pouco mais de R$400 por uma semana e foi fantástico, tanto pelo conteúdo, professora, colegas e estrutura.

O problema é que eu gostei demais da coisa e realizei, pela primeira vez em uma vida inteira, que jornalismo era mais do que ser repórter. Agora eu quero ser jornalista, e não consigo ser jornalista sem faculdade.

Primeiro: outro dia recebi um email com umas seis vagas de estágio em jornalismo. Era empresa séria, com RH contratado e tudo. Se eu não faço faculdade, não posso fazer estágio. Damn.

Segundo: eu escrevo bem pra quem escreve aí no dia-a-dia e as pessoas conseguem entender o que eu digo, mas escrevo mal comparada a um jornalista. “Creio que tem duas formas de se conseguir realizar seus sonhos: tendo o dom, nascendo com o dom mesmo; ou correndo atrás. Você não tem o dom, então melhor estudar mesmo” (e assim a gente reconhece um amigo de verdade). Essa falta de técnica me incomoda demais.

Problema: Eu fiz uma pesquisa por cima essa semana, e essa é a tabela de preços que encontrei pros cursos de jornalismo em São Paulo (válida pro final de 2009). Os valores vão de R$649 a R$941,11 (qualquer coisa me peça a lista)

Se não precisa de diploma, por que o curso é tão caro?

Resposta óbvia: porque precisa.

E aí todos nós entramos no lindo ciclo do desespero universitário (com a ajuda do Lovely Charts)

LovelyCharts are really Lovely

E agora, cara pálida? Eu vou ter de continuar no meu emprego atual para pagar minha faculdade. Só que eu não trabalho numa firma: eu sou webdesigner, eu preciso me dedicar pra manter meu emprego. E eu tenho um defeito grave de não conseguir me dedicar ao que não amo tanto. Passo meus dias lendo e escrevendo, mas não sei fazer um if (mentira, eu sei sim) em PHP. So sad, isn’t it?

(pior que mesmo que eu me mantenha no meu emprego, não dá pra pagar, só pra constar.)

Então, não percam os próximos capítulos onde eu acho uma solução incrível para todo o dilema ;D

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Mais um dia

set 24 2009 Published by Marta Preuss under Dia-a-dia, Pessoal

Sentou para calçar os sapatos, olhou para a janela e suspirou profundamente: via a manhã cinzenta de cores mortas há tanto tempo que parecia uma vida inteira. Sabia que não era. Ficou tentando lembrar como era quando tinha sol, ficou esperando a primavera fazer mais efeito além do dia no calendário. Tudo isso de forma muito literal.

Com fone de ouvido, tentou o video-game mas se irritou facilmente, então correu pra Narnia – a aventura estava quase acabando. Quando olhou para fora, viu a mesma coisa dos últimos dias: a chuva preguiçosa, o céu cinza, as ruas sem cor.

“A chuva não está mais bonita…”. Ela era tão otimista que via beleza até na chuva, no caos de SP. Era até paciente com as outras pessoas, mas, a essa altura, nesses tempos que os dias se arrastam e você faz uma coisa querendo fazer outra, era mais difícil.

Enquanto tentava escolher entre o vídeo-game, o livro ou o caderno para acompanhá-la na outra parte da viagem, notou que havia mais pessoas do que o comum. Culpou a chuva – não: culpou as pessoas que não conseguem seguir suas vidas normalmente quando chove. Sentiu falta de Deus e não ligou.

Começou na fila para as catracas. Um passe de papel (quase arcáico) enroscou e uma mulher lá atrás esbravejou “É, sempre tem alguma idiota pra prender o passe!”. Ela não podia fazer muito, mas tomou as dores e disse alto “Não é culpa dela!”. Passou pelo bloqueio sem maiores problemas.

Ao descer as escadas, viu gente. Muita gente, nas duas plataformas.

Naquela hora, teve vontade de desistir. Falou alto “Eu nem vou fazer o que eu gosto, ainda tenho de passar por isso?!”, tendo certeza que esse era mais o pensamento da maioria dos passantes do que dela mesma.

Afinal, até gostava do que fazia, quando fazia alguma coisa. Mas, assim como a previsão do tempo era previsível,  seu dia monótono era igualmente previsível. Isso a entediava previamente, como quem antecipa um livro para uma fila de banco.

Aguardou poucos trens e a multidão se dissipou. Entrou, sentou e se decidiu pelo livro, já que estava sem o encanto para escrever. Decidiu por não manter o mau-humor.

Ao sair e ver o dia cinza, todos os pensamentos desanimados voltaram, como o Super Homem perto de kriptonita. Não era cansaço, nem medo sentia mais. Talvez uma indiferença, talvez um descompasso, algo assim.

Borboleta

Então, rezou. Assim, na frente de todo mundo mas dentro dos seus próprios pensamentos. Pediu desculpas, como sempre, por muitas vezes não acreditar em lá muitas coisas. Não se lembra se pediu alguma coisa; provável que sim. Caminho, luz, força, calma. Essas coisas que a gente pede pra alma.

Não se sentiu mais forte, acompanhada ou coisa que o valha. Só teve mais certeza do que tinha a fazer.

Não há muito o que fazer, mas o que há é trabalhoso.

A vontade é de sentar e esperar o tempo passar, mas a impressão é que o tempo não vai passar se ficar sentada. Não dessa vez.

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Da nossa dificuldade em aceitar elogios

set 23 2009 Published by Marta Preuss under Filosofias vãs, Pessoal, comportamento

O @Eleuterio_ merecia dois posts aqui no compulsive, mas des-mereceu um quando apagou o tweet:

Nossa a @suco_de_uva é bonita. o__o’

que até hoje não entendi bem esse ” o__o’ “, mas tem um post engasgado, pode apostar. O outro, que me inspirou, foi o

Crítica interessante da sempre relevante @suco_de_uva, sobre o humor da blogosfera brasileira – http://bit.ly/aXPq1

Eu não sou sempre relevante. Sempre relevante, pra mim, é o Tas, a Cora Ronai, a Rosana e o Cardoso. Então a primeira coisa que eu pensei foi “pfff, eu não sou sempre relevante”. A segunda foi “Ah, pra ele, eu devo ser”.

Quando eu era criança, minha mãe me ensinou a responder com “Obrigada :) ” qualquer elogio que me fizessem. Na adolescência, eu comecei a duvidar dos elogios. Até que duvidar virou o default, o padrão, e isso foi ruim.

É ruim porque quando você já não tem auto-estima e muito menos confiança em você mesmo, se as pessoas te elogiam parece que elas estão fazendo isso por dó, ou porque são seus amigos, ou simplesmente mentindo para ser gentil.

Meus amigos de verdade me falam a verdade, pra começo de conversa. Se você é amigo de alguém e não lhe fala a verdade, repense suas atitudes.

Foram necessários amigos de verdade e três anos de faculdadeterapia para notar que pessoas que me elogiam estão, sim, falando a verdade e não tem nada mais chato que uma pessoa que não aceita elogios.

Note:

- Você tá bonita hoje.
- Ah vá!

Versus

- Você tá bonita hoje
- Puxa, obrigada ^_^

Viu? É, pelo menos, educado.

Aceite elogios. Às vezes você discorda deles e às vezes não é a coisa mais fácil a fazer, mas não despreze um presente de quem lhe quer bem.

Don’t scream and remember: that’s all in your head.

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