Archive for julho, 2009

Boletim extraordinário

jul 31 2009 Published by Marta Preuss under Pessoal

Antes de partir para o próximo texto, uma pausa para respirar e contar as novidades, porque eu gosto de contar minha vida para as pessoas.

- Não haverá post do #nerdparty
O principal motivo é o fato de eu não lembrar de metade da festa e os flashs me darem ressaca moral. Nem protegido. Tudo que você precisa saber daquele dia é

- Estou namorando
Dona Patrícia acertou em cheio e alguém me amarrou. Com carinho. Ui.
E muito feliz e isso renderá posts melosos em breve e já rende posts melosos no Winter e no album

- As incríveis aventuras de Marta Preuss
Que é um album novo do flickr com uns desenhos que fiz pelos metrôs da vida. Totalmente inspirado na Samanta Flôor e nos

- Toscomics
Toscomics em carne e osso
Que eu comprei e chegaram. São lindos e fizeram o maior sucesso no trabalho, hahaha, onde eu passei boa parte do tempo. Afinal, essa semana passaei bastante tempo fora de casa, graças ao

- Curso de jornalismo cultural
Durou apenas sete dias mas foi uma experiência muito legal. Me ensinou a ir mais direto ao ponto, haha, rendeu umas resenhas no QG, enfim, deu um up nas minhas skills de escrever – e na minha segurança e auto-estima. E isso me motivou a refazer

- Meu site
Agora em WordPress com um layout não-meu, mas tudo organizado, bonito, fácil de achar e eu tô orgulhosa dele sim.

Postnado mais para constar que a vida está boa, incrivelmente boa. Meu trabalho está fantástico, o projeto do Pasta2012 voltará e tem mais projeto paralelo por aí, além dos blogs. Tudo está no devido lugar sem perder o gosto ou a vontade, sem se acomodar.

Outra: eu coloquei publicidade no blog. Sempre aparecem coisas como “alcoolismo? procure ajuda” (qualquer outra nerdparty beberrona da vida vou procurar meus flashs no google, e não na minha memória), mas se eventualmente aparecer algo que lhe interesse, CLIQUE. Grata.

Ah, e pra finalizar: a temporada de freelas está aberta! Quero fazer umas resenhas ou montar uns HTMLs. Nada muito grande tipo site inteiro, porque não dou conta =/ . Se precisar de mim, comenta aí :D

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A história é escrita pelos heróis

jul 23 2009 Published by Marta Preuss under Filosofias vãs, comportamento

Meus pais voltaram de viagem semana passada e, além de eu estar com saudade, eles estavam de bom humor, então batemos muito papo. Dia desses estava passando no rádio um flashback da Jovem Guarda, então começamos a comparar o tempo deles com o meu.

Pra você visualizar melhor: meus pais tinham uns 30 e poucos anos quando nasci, então é uma diferença maior. E eles moravam pros lados de Diadema na época que Diadema ainda era São Bernardo, então era uma vida meio de interior. De criar galinha no quintal e brincar na rua de terra o dia todo.

A conversa, como qualquer boa conversa de almoço de domingo, foi desordenada e pipocante como uma nuvem de tags. Mas falamos basicamente de música, comportamento, educação e política.

Acho que puxei o assunto da política porque o locutor disse que os músicos torciam o nariz para a Jovem Guarda porque sua temática romântica afastava o foco político que a música estava desempenhando – arma importante naqueles tempos de repressão cultural. Hoje em dia é o contrário: galera torce o nariz para qualquer coisa que fale de política. Tirando CQC, política não vende.

Minha mãe sabia várias (pra não dizer todas) as músicas de cor. Compararam eles mesmos aos 16, 17 anos com crianças de 12 de hoje. E meu pai mencionou que as crianças brasileiras de 10 anos hoje são comparadas com crianças europeias de 4 anos (pasmem. E não duvido.). Do jeito que foram criados, eram seres sem opinião relevante ou direitos até os 17. Aos 18, “trocavam a chavinha” e “viravam” adultos, eu imagino, totalmente perdidos.

Ah! E pra marcar programas? Eu fiquei me perguntando como eles viviam sem celular. “A gente marcava antes, ué. A USP tinha prédios coloridos, então no dia anterior a gente combinava no prédio verde, as nove horas. Claro que tinha interferência, a gente desencontrava, mas no geral até que dava certo”, a mãe explicou e meu pai continuou: “Começávamos a marcar o fim de semana na terça-feira. Ligávamos para alguns – a qualidade era horrível – pedíamos para deixar recado, as pessoas mais difíceis a gente comunicava primeiro.” Bizarro. Hoje começo a marcar coisas na quarta-feira, mas é porque tem tanta coisa pra fazer que quem chamar primeiro, leva. E combinar direitinho é sábado seis horas da tarde, celular pra todo lado, hahahaha!

Eu mencionei que, uma das coisas que eu invejo da época deles (além de brincar na rua, ralar o joelho, empinar pipa e descer de rolimã, é claro, além da comida da minha avó) era que eles eram mais ligados em política. “Não, não, eram só os estudantes. A gente era assim, que nem vocês: se estamos vivendo, se tem emprego, tá bom. Todo mundo muito ocupado com trabalho e escola. Eles que iam lá e lutavam. Que nem hoje. A maior parte das pessoas não sabe uma série de coisas importantes que têm acontecido. E tudo bem. Só vai mudar quando sairmos desse ciclo. Sempre o pai transfere suas neuroses para os filhos e assim por diante. Quando uma geração inteira quebrar as neuroses, aí teremos um mundo melhor”, meu pai disse.

Pena. A gente super acha que “nossa como deve ter sido difícil viver na repressão, onde nada podia ser criado, mas tudo bem, os estudantes pintaram as caras e lutaram pela nossa liberdade”, mas antigamente não tinha internet, tinha só revista de comportamento. Ah, o comportamento! Minha mãe disse que a palavra de lei era “O que a vizinha vai pensar?!”. Não ia dar certo eu viver naquela época. “Por isso você nasceu nessa, Marta”, e faz sentido, mãe.

No fim das contas, pode ser que seja tudo cíclico e, adicionando uns gadgets e tirando a terra batida, ainda estejamos vivendo a época dos nossos pais, mascarada e um pouquinho melhor. E vamos melhorando, assim, de pouquinho em pouquinho. Foi assim que chegamos até aqui, né? :)

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Re-compensa.

jul 17 2009 Published by Marta Preuss under Filosofias vãs

O que me incentivou a escrever o post da semana (no BrOffice foi o comentário passado que me corrigia sobre “estereótipo”. Obrigada.) foi, entre outros, esse post do Cardoso (taque pedras) sobre o fato que inteligência, no Brasil, é vista como algo ruim. No Brasil você não pode ser bom e se achar bom, porque é bonito ser humilde. Dizem, inclusive, que o Brasil tem mais deprimidos por causa dessa cultura (óbvio que eu nunca mais vou achar esse texto de novo). Estudar é tão desimportante que eu cansei de ouvir minha mãe falando que terminou o colégio mais velha porque tinha de trabalhar. Com dezesseis anos.

Outro dia eu estava no terminal Jabaquara e ouvi um menino dizendo ao telefone: “Eu ganhava 674. Era numa fábrica de vidros. Saí porque não gostava do serviço, há cinco meses. Minha pretensão é 800.” Virou pro amigo e disse que era entrevista de emprego, “Mas, ah, quero ganhar 800.”. O amigo consolou/incentivou dizendo “É, você tem que trabalhar em firma mesmo porque o que você gosta não dá dinheiro”.

O que será que ele gostava? Desenho? Dublagem? Blogar? Não, acho que era música. Mas, tirando o Pôlo com a Sonica Studio, ninguém que eu conheça estuda música profissionalmente. E agora nem precisa de registro de músico. O Pôlo ficou feliz porque agora ele tem mais chances de trabalho. O Hudson, que trabalha comigo e também é músico, ficou chateado porque com a carteirinha, foram-se alguns benefícios bacanas, tipo entrar em qualquer show de graça.

Arte é arte. Você claro que você pode fazer arte profissionalmente (vide fotógrafos e designers, porque não?), mas é algo muito interior e que depende de pessoa a pessoa. Só acho que em qualquer profissão, existem conhecimentos básicos, que deveriam ser ensinados e testados para oferecer credibilidade para o profissional. Tornaria a vida de quem contrata mais fácil e de quem desenvolve, mais completa.

Porque brasileiro tem preguiça de estudar. Não culpo ninguém, porque não sei em quantas aulas de física, química, biologia e matemática tive vontade de morrer. Mas você não acha absurdo quando perguntam “Você é só professor ou você trabalha também?”. Devia ser uma profissão muito prestigiada a de repassar conhecimento. Mas não é.

E como o Pôlo estuda para fazer música profissionalmente, a Café com Leite tem crescido e feito coisas bem legais. Da mesma forma, eu acho mais do que justo uma pessoa que se esforça, estuda, lapida qualquer coisa receber recompensa monetária por ela. Por isso comprarei o Toscomics da Samanta Flôor: porque eles são foda. Por isso eu acho injusto quase não ter campo de moda ou desenho pra minha irmã. Por isso eu acho a pró-blogueiragem algo a ser admirado e incentivado.

Meu mundo ideal é composto por lugares que contratam regularmente, com carteira assinada e salário fixo, pessoas para tocar música, pintar quadros, criar poesia, contos e quadrinhos, escrever e fazer manutenção em blog. Porque no mundo não-ideal, as contas são físicas, mensais e não deixam de existir. E porque os artistas que se dedicam tanto quanto pessoas que passam cinco ou seis anos em uma faculdade, não têm essas mesmas oportunidades, mas têm as mesmas contas a pagar e desejos de consumo.

Reconhecimento básico. Recompensa justa. Estamos em um mundo capitalista, certo? Fim de papo.

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Eu não gosto de estereótipo

jul 07 2009 Published by Marta Preuss under Filosofias vãs

É uma coisa que sempre me incomodou mas ultimamente tem me irritado também: o fato de que, para a indústria de publicidade e propaganda, homens são total e completamente diferente de mulheres, como se fosse outra espécie. Acho que até já escrevi sobre isso algumas vezes, mas o tópico voltou a tona porque eu achei ridículo isso: (via @paulinhoramos)

Ruffles DE MENINA

A propaganda da Ruffles pra adolescentes com sexualidade definida (via Comunicadores).

Eu NUNCA iria comprar uma Ruffles rosa – a não ser que fosse gostosa, é claro. Mas esse tipo de publicidade não funciona comigo. Pode ser porque eu não sou mais adolescente, pode ser porque eu sempre achei as coisas de meninos bem mais legais.

Pra começo de conversa, mulher sempre foi a dona-de-casa, que vai casar, ter filhos, cozinhar e achar tudo fofo. Claro que tem quem goste de brincar de boneca e casinha, mas os meninos que têm carros, e alguma profissão legal como bombeiro, cientista, mecânico. Brinquedos de meninos são mais legais e azul é uma cor muito mais bonita #prontofalei

Daí a gente cresce e em vez das diferenças diminuirem, não. Porra, eu trabalho sabe? Eu pago minhas contas, meus cursos e as minhas cervejas. Acho justo e digno. Eu sou uma pessoa, saco, não sou uma mulherzinha, do estereótipo clássico: meu cabelo ou unhas não são mais importantes que meu Google Reader ou meu DS, apesar de eu ter TPM e “mudar de opinião mais rápido do que o @alberson muda de celular” (frase dele mesmo), como qualquer mulher.

Eu não entendo bem, porque eu acho que ok, cada um é diferente do outro, mas os estereótipos são formas de gesso que moldam o comportamento e a personalidade que, cara, quando a gente cresce, não precisa mais. Venda Ruffles azul unissex e venda o dobro. Grata.

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#nerdparty

jul 06 2009 Published by Marta Preuss under Eventos

Meus pais vão viajar, então dá pra gente fazer bagunça /o/

(eu não sabia que o tema ia distorcer a imagem, então clica nela que ela aumenta :P )

#nerdparty

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