Archive for junho, 2009

O pior hospital que já fui na vida

jun 30 2009 Published by Marta Preuss under Dia-a-dia

Post de utilidade pública: o Hospital São Bernardo, na cidade homônima, Av. Lucas Nogueira Garcês, tem uma ótima nutricionista mas um  péssimo pronto-socorro. #prontofalei

Tudo começou semana passada com uma dor de cabeça que não passava nunca e Neosaldina ficou fraca. Sábado, a tosse começou. Domingo, nerdeei o dia todo, sem me mexer, sem trocar de roupa. Ontem fui pro trabalho e tossi muito o dia todo, imprestável. Hoje, quando acordei pior mesmo depois do xarope e do analgésico, fui pro hospital.

Meu convênio, CASSI, atendia em poucos prontos-socorros aqui do ABC, e eu sempre fui na Neomater, que já não era aquelas maravilhas, mas quebrava o galho. Até o dia que o pronto-atendimento da Neomater fechou (e a gente descobriu da pior forma, com a minha irmã passando mal. Ela acabou sendo atendida no Hospital Brasil, pagando a consulta particular). Depois, meu pai pesquisou os outros pronto-atendimentos por perto e um deles era o Hospital São Bernardo.

Como eu não queria ficar mais um dia trabalhando com monitor de tubo e tossindo feito o inferno, agora com nariz parado e tudo mais, resolvi que ia no médico pelo menos pra pegar um xarope que fizesse efeito (auto-medicação te faz gastar mais, nunca se esqueça). Quando eu cheguei, parecia até um lugar civilizado: peguei minha senha, esperei pouco, viram meu cadastro lá, fizeram minha ficha. Aguardei.

Enquanto eu esperava o médico me chamar (nas salas B, C, D ou E), vi que, várias vezes, quando saía um paciente, entrava outro, atravessando o fluxo. Demorou um pouco pra eu entender que eram pacientes retornando com resultados de exames. Mas sem ordem. E eu comecei a me sentir otária a partir daí, porque a falta de ordem em lugares cheios e pessoas querendo tirar vantagem disso me irrita – principalmente porque debilitada e cansada dessa semana de bate-boca, eu ia ser otária mesmo, por escolha, quase que por protesto.

Me chamaram. O médico não me ofereceu a mão para cumprimentá-lo, achei estranho mas não ofereci a minha. Respondi ao “O que você tem?” com os sintomas dos últimos dias. Ele não olhou na minha cara, não mediu minha pressão ou febre, não perguntou meu peso ou altura, só perguntou se eu tinha alergia a algum medicamento. “Toma essa medicação e volta aqui pra eu te dar remédio pra você tomar em casa”.

Fui pra recepção de novo e me encaminharam pra sala A, de medicação. Um filhodaputa revoltadinho (ai, esses tios revoltados estão me irritando cada dia mais) começou a reclamar sobre médico com a esposa e uma gançuda do meu lado foi pescoçar. O cara começou a falar alto e minha cabeça ia derreter a qualquer momento (ela tinha passado da fase “explodir em quatro pedaços”). Demorou mas me chamaram.

Daí eu entendi porque demorou tanto: a sala pra medicação é o menor lugar que eu estive. Tinha cinco enfermeiros preparando medicação para os que estavam lá. As cadeiras eram pequenas e desconfortáveis, eu tive dó do moço que estava tomando soro sentado daquele jeito. A mulher que foi tomar injeção muito provavelmete por inflamação dos nervos, foi numa cortininha ali dentro mesmo. Enfim, naquele momento ficou claro que o hospital não tem infra-estrutura pra quantidade de pacientes que atende – isso porque estava “vazio” de acordo com outras conversas que ouvi.

A moça que me aplicou os remédios foi rápido demais e doeu. Eu avisei, ela arrumou a agulha e terminou de aplicar. Mas meu braço tá com uma bolotinha que provavelmente vai ficar roxa amanhã. Mas tudo bem, fiquei feliz por ter sido medicamento na veia, era a coisa menos ruim que podia acontecer, e, gente, se você já teve dor de cabeça sabe que analgésico na veia é amor.

Agora, passadas 1h30 desde quando cheguei lá, fui eu, ainda com a visão meio turva e passos cambaleantes, calar todas os meus TOCs de “ordem de chegada deve ser respeitada” e invadir a sala do médico. Ele vira pra mim e fala

“Você acabou de tomar medicação, eu vi lá! Nem fez efeito ainda! Senta aí!”

Mega grosso. Mais um motivo pra eu odiar a falta de organização. Como é que eu vou saber quando é hora de entrar? Esperei minha visão voltar ao normal e ter certeza que não ia vomitar, e, depois de ver mais 10 pacientes entrarem e saírem da sala, tentei entrar de novo. Ele me deu xarope e remédio anti-alergênico e um atestado de um fucking dia inteiro.

Aproveitei meu dia de folga doente para fazer o que todas as pessoas doentes fazem: sofá, tv, coberta, comida. Agora me sinto infinitamente melhor do que de manhã, tossindo bem menos, respirando melhor e quase sem dores no corpo. Mesmo o médico sendo grosso e não olhando na minha cara, mesmo com a falta de infra-estrutura, tenho que dar o braço a torcer (o esquerdo, já que o direito ainda tá meio doloridinho) e dizer que, apesar de tudo, foi melhor ter ido lá do que ter ido trabalhar. A recuperação foi mais rápida e amanhã vou render mais do que se tivesse ido hoje.

Acho absurdo quando a minha saúde fica prejudicada e o hospital não me atende de um jeito descente. É algo básico, algo que devia ser tratado com respeito básico. Se um hospital de convênio me tratou mal (ou menos do que eu esperava), eu fico com medo do que esperar de hospitais públicos e apavorada quando penso na quantidade de pessoas que precisam desses serviços. Pior ainda é pensar que eu pago por eles. Revoltante.

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SIM! O Compulsive mudou!

jun 29 2009 Published by Marta Preuss under Blog

Se você caiu aqui pelo Google ontem e visitou hoje de novo, deve ter notado que o template mudou. Se você assina o Feed RSS, a mudança vai ser notada daqui pra frente.

Posts de mimimi e de besteirinhas como os dois anteriores vão ter espaço no meu caderninho off-line ou na Sopa ou ainda nos meus rascunhos do GMail, onde ficarão mais seguros. A partir de agora eu declaro que o Compulsive é um blog novo.

Mas porque não abrir um blog realmente novo, como o Winter por exemplo? Primeiro porque meu passado faz parte de mim e eu nunca vou negar nem isso, nem que já fui evangélica um dia, mesmo que hoje eu discorde totalmente daquelas idéias. Ter sido o que fui contribui diretamente para o que sou e apagar o passado não é meu forte.

Além disso, o tema do Compulsive sempre vai ser meu dia-a-dia e minhas compulsividades (basicamente: video-game, filmes, comportamento, filosofias vãs), só que escritas direito. Fazendo umas experiências, deu pra notar como a mesma coisa, contada de formas diferentes, pode ser agradável ou não. E eu quero ser agradável.

E eu quero ser agradável porque um dos meus objetivos nessa vida nova pós-faculdade é ser pro-blogger. Meu mundo-dos-sonhos contém um lugar mágico que me pagariam por artigo, mas enquanto isso não existe, vamos por a mão na massa por nós mesmos.

A mudança total – de tema a template – foi necessária porque essa não vai ser nem a primeira, nem a quinta tentativa de fazer isso com meu blog. Agora, mudando assim, tudo, vamos ver se vai.

E eu acredito que vá. Porque eu quero falar “Sou a Marta, suco de uva, que posta no Compulsive e no QG” cheia de todo o orgulho que eu puder carregar.

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Shitty day

jun 26 2009 Published by Marta Preuss under Chororô

Eu não ia postar porque faz parte dos posts-que-eu-não-ia-mais-fazer, mas, ah, eu gostei. Se eu não postasse aqui eu ia postar em outro lugar e, puxa, ainda é o Blog-da-Marta, né? O “Ah, eu tenho um blog, mas ele é bem pessoal, sabe como é. E eu também posto no QG“.

Então, tem dias que eu não quero ver ninguém. Essa anti-socialidade está nos meu top 3 coisas que odeio em mim mesma:

  • Anti-socialidade momentânea
  • Falta de segurança em si mesma em momentos críticos
  • Não saber argumentar com as pessoas sem ficar com muita raiva (e os enchedores de saco se aproveitarem horrores disso)

Daí tipo hoje, tem um barzinho megalegal, com povo da agência e Ray, porra, ele falou que adora lá e talz. Eu vim bonita, sabe? Blusa preta favorita, xadrêz da Laís, jeans e allstar pra num sair do comum e almocei bem, sabe?, pra poder beber um pouco. Tava com medo de continuar passando mal (mini-enxaqueca de manhã). Só que agora, takeopariu, quero o mega-combo-anti-social, que olha só que maravilha, evoluiu um lévél. Quero Ray + filme + cobertas + silêncio + ninguém.

Minha cabeça tá tão não-funcionando que não consigo achar nem coisas simples. Parou de doer e parou de funcionar. Gente, essas coisas não são práticas no mundo moderno. Revolução dos analgésicos já!

Nem as músicas estão melhorando meu humor. #tenso. O twitter tá no seu pior dia, e foi piorando progressivamente, começando com “MJ morreu”, indo pra “Olha a Bottan” e culminando num “#forasarney” que eu aprovo mas tô total por fora de guerrilha. Não tô numa fase guerrilheira (Andressa vai me bater se ler isso, daquele jeito revoltado dela que parece eu. Adoro.)

Acho que é meu ascendente falando alto. Ah, meu ascendente Touro, sempre brigando com Sagitário. Quero sair, mas broxei. Num sei se “minto” pro Ray e vou e espero melhorar depois da primeira cerveja ou se sou sincera e peço filme e edredon, assim, tão cedo, nem ligo, só porque é a coisa que mais quero: deitar no peito dele e chorar sem motivo.

TPM mode on.

[editado] Acabei indo pro Bar B e foi super diverito xD. Deu até uma melhorada, hahah! [/editado]

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Notas do celular

jun 24 2009 Published by Marta Preuss under Dia-a-dia

Então acabou o espaço pras notas do meu celular e eu preciso fazer um backup delas. Notas são tipo coisas que não postei no twitter e eu gosto de notas, sabe? Elas são rápidas, dizem muito em pouco e são pro pra me ajudar a resumir coisas, hahahahah! Não tem todas aqui, pena. Não dá pra contar tudo ainda, uhaeuhuae. As notas não salvam dia e hora, mas eu lembro da situação:

Camiseta – 20.00 / vodka, 30.00 / metrô, 10.00 / entrada, 8.00 / ver seu clipe exibido num telão… Não tem preço :) . (Show do Pôlo)

Eu filmei o show. (Ainda)

Eu dancei i just cant get enought loucamente. (Ainda)

Eu vou morrer no Depeche Mode. Fato. (Ainda)

Daí você sai com o ex porque ele é de fato a pessoa nerd mais legal do mundo (Dia da toalha. Ok, mudei um pouquinho esse. Ok 2, não conhecia o Ray ainda)

What you take won’t kill you But careful what you’re giving (eu escrevi errado mas era isso que eu queria dizer, música do Depeche)

TPM é quando você se emociona com a propaganda do metrô (True, ué).

A sorte é que metade das pessoas é acompanhante. (Dia do cabeleireiro)

O filho da puta é incapaz de fazer a tintura durar o cabelo todo. 28,00 por coloração de raiz. (Ainda)

A melhor parte é sempre descobrir um palavrão novo pra xingar cabeleireiro. (Ainda)

Esse é o Heron. Ele consegue demorar até quando já está em São Caetano.

25 Heron. 12 Pri. (Marquei pra não esquecer. Não paguei a Pri até hoje. Desculpa. )

Banco. Fila. Sem gadgets. Só seria pior se tivesse trabalho a fazer…

Sei lá, tem gente que já nasce amigo. :) (Dia que eu conheci a Lari)

Adivinha quem tá tomando cerveja sozinha esperando as pessoas? (Dia que eu fui na Metô ver o Demétrius e o Diego)

Ah, dia de JUCA… Me sinto 4 dias menos pecaminosa e meu fígado tá feliz. Eu? Eu tô um teco triste… (Ainda)

Quando o social aumenta também nascm vários sentimentos novos. (Ainda)

Ô cacete. Tô eu aqui esperando pessoas. E nem sei se esse programa vai dar certo… (Dia que saímos eu, Lec, Leon e Lari)

Ter amigos nerds é tão legal. Esse grupo parece ligado de alguma forma tipo follow de twitter… :) (Ainda)

Aliás, Guinness nem é tudo isso. Mas é gostosa. (Um sábado antes de conhecer o Ray hahah)

Quem vai emendar o Duboiê se o Heron não vir? :) (Ainda)

Nojento: pai e filho encontrar mãe e filha e flertar. Eca. (Ainda)

Uma menina da Starbucks sabe meu nome de cor. #medo (Dia que fui tomar Starbucks com o Pôlo)

Eu tô no metrô, eu tô sem internet. #FAIL (hoje voltando do trabalho)

Ahh twitter. Fazendo a vida em apenas 140 caracteres, inclusive offline.

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Connecting People

jun 22 2009 Published by Marta Preuss under Filosofias vãs, comportamento

(calma, Nokia fan-boys e hate-boys (?), só peguei o slogan emprestado. Não tem nada a ver com o celular).

Semana passada eu saí com o Pôlo pra pegar ingressos pro festival que a PSBand tá participando e a gente começou a conversar sobre tudo, como sempre, sabe como é, e no metrô eu tava falando pra ele sobre como a internet tem me conectado com as pessoas.

Agora que eu trabalho saudavelmente, consigo dar conta do trabalho, da minha vida online e da minha vida offline. Sim, porque eu tenho as duas. Tudo bem que muitas vezes a off é meio prejudicada, mas ela existe, porque ainda não inventaram cerveja digital. (Se você é minha mãe, leia “café digital”.)

A semana anterior foi bem legal, porque eu resolvi que tava meio carente de vida offline e comecei a sair com as pessoas. Conheci a Lari, a gente foi na Starbucks (QG oficial da Marta offline, se eu não tô no Twitter tô na Starbucks) e ficou falando de The Big Bang Theory e de outras coisas, foi mó gostoso. Isso na quarta. Daí na sexta, saímos eu, a Lari, o Leooon (namorado dela) e a Lec, pra assistir os T.I.s, quase apanhar (hahaha), tomar café no Frans, falar de DS e mal da vida alheia (só de quem merece ^_^)

Daí eu conheci o Ray do nada (obrigada Jovem Nerd, porque ele viu um comment meu lá e veio descobrir o Compulsive) e a gente foi tomar cerveja domingo e se viu essa quarta de novo e tá tão legal! É fantástico conhecer uma pessoa nova que tem tantas coisas em comum com a gente. Tipo, ele combina com as minhas SENHAS. Adoro! A gente foi ver Apenas o Fim juntos e foi muito divertido :D

Hoje eu mantenho contato via internet com todos os meus melhores amigos. Conheci a Lety aos 14 anos via MSN. A Paty, que eu conheci aos 15 anos, virou minha melhor amiga depois que eu saí da ETE, porque a gente começou a trocar emails. A Lec, por causa da lista de comentários com o banimento do Paulo Arrivabene do fotolog. Tantas outras histórias e amigos.

E ainda tem gente que pergunta “Ah mas você acha que a internet vai acabar com a vida social das pessoas porque ninguém vai sair de casa?”. Gente, se liga. A internet é o que me faz sair de casa, marcando nerds on beer ou cafés, vendo rotas no Google Maps e seguindo #tags de eventos no twitter.

Então, obrigada, internet, pelos meus amigos (e casos! hahaha). Graças a essa história de juntar pessoas com interesses semelhantes, hoje em dia todo mundo pode ser você-mesmo porque sempre vai achar, de um jeito mais fácil, alguém correspondente, que fale de coisas mais ou menos parecidas. E gente muito diferente, exercitando nosso poder de argumentação. Interação humana #FTW!

[editado] Eu esqueci de comentar antes e lembrei quando tava no metrô: a internet pra mim tem um valor tão grande como interação humano-humano que email, msn, gtalk, twitter, post, recado no google reader, sms, conversa por telefone e conversa cara-a-cara tem exato mesmo peso.  Agora todo mundo cai matando que “comassim, um email nunca vai ser a mesma coisa que falar ao vivo” e claro que não, do mesmo jeito que um filme nunca vai ser um livro, mas a mensagem tem igual peso e declarações de amor e guerra já viajaram em pombos, que venham em bites, pelo menos é mais higiênico ;) [/editado]

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