Bodas de whatever

(14:45:26) Eduardo Miranda: feliz dia do primeiro contato \\//_
(14:45:57) Marta: \\//_
(14:46:06) Eduardo Miranda: só faltam mais 50 anos
(14:46:16) Marta: ESTAREMOS VIVOS PRA VER OMG CAN’T WAIT
(14:46:23) Eduardo Miranda: sim :~~~~~~
(14:46:35) Marta: nossa super vamos fazer cosplay com 75 anos
(14:46:52) Eduardo Miranda: óbvio
(14:47:04) Eduardo Miranda: EU VOU FAZER COSPLAY DE NIMOY VELHINHO :D:D:D
(14:47:11) Marta: :DDDDDDDDDDDD
(14:47:21) Marta: acho que aí a gente devia comemorar nossas bodas de whatever
(14:47:28) Marta: com uma festa
(14:47:49) Eduardo Miranda: certamente
(14:48:04) Marta: :D

Dois anos e meio nessa vibe… O que impede de ser mais 73? <3

Apelo de uma eterna chubby

Tem um amigo meu que tá sempre acima do peso e toda vez que a gente se encontra ele encontrou uma nova fórmula mágica para emagrecer. A fórmula nunca é comer bem e fazer exercícios porque todo mundo sabe que isso é um saco e demora pra dar resultado. Bom seria comer tudo que a gente come e ficar bonito. Enfim, ele continua sendo ele mesmo. Não sei porque simplesmente não se aceita e pronto.

Não entendo como uma sociedade faz a comida ser um objeto de venda, de publicidade, e ao mesmo tempo vende que todo mundo precisa ser magro. Porra, você tá vendendo duas coisas opostas! Você quer fazer uma sociedade inteira ficar satisfeita deixando todo mundo insatisfeito. Isso me confunde.

Tem vários tipos de gordo e a única coisa comum entre eles é que o cofrinho aparece sempre quando a gente senta (se seu cofrinho não aparece, você não é gordo de verdade). Alguns gordos nem são gordos (“ain não sirvo mais no modelo 38″ bitch please, gordo é a partir de 46/48  fui fazer compras esses dias e descobri que é a partir de 50), outros são o começo de gordos, outros são realmente gordos e alguns são doentes de gordo.

Algumas pessoas são doentes (colesterol e essas coisas) e não são gordas. Outras são gordas e não são doentes. E ainda tem as que inventam que estão gordas e ficam doentes.

Eu sou o começo do gorda (meu IMC tá no sobrepeso desde quando comecei a trabalhar/faculdade) e não tenho qualquer doença, mas parece que fica todo mundo me cobrando pra emagrecer, para voltar ao IMC normal, dizendo que engordei muito (ok foram 12kg em um ano mas eu tinha perdido 10 ficando doente então a soma dá 2kg, pfv), etc, etc.

Gente, gordo só precisa se vestir direito pra ficar bonito. Não vou parar de comer trigo (é a moda esse ano) nem doce, não vou fazer regime, não deixar de ir ao Mc Donnalds, não posso fazer exercício de alto-impacto portanto me deixem. em. paz.

Obrigada.

Abaixo, um infográfico falando que as mulheres andam exagerando nisso de ser magra.

women-are-dying-to-be-thin-900

Vencemos uma batalha – e falta pouco para a guerra

Pensei antes de escrever esse post. Pensei se eu devia. Mas achei que sim. Apesar de ser meio pessoal e da internet adorar uma reclamação, acho que foi algo importante e que merece uma nota.

Hoje dei um passo grande na luta contra a depressão. Meu psiquiatra removeu um dos meus medicamentos (que controlava as alterações de humor e, consequentemente, ansiedade) e diminuiu o anti-depressivo pela metade, só para dar manutenção. Minha genética não é das melhores para essas coisas, então melhor prevenir do que cair de novo.

É como passar um check-point da vida. Tenho tanto a agradecer a tanta gente… E estou tão orgulhosa por ter me tornado uma pessoa tão diferente dois anos depois…

Uma pessoa feliz e leve. Hoje estou mais perto do que quero ser e sou de verdade, sem doença, sem tilt no cérebro. E isso é libertador, contagiante, intenso. É bem legal.

Vou tomar um sorvete pra comemorar, brb.

Update em 28/02 (e fim do post):

Faz uma semana que tomo menos remédios e, apesar de ter sido uma semana cheia de trabalho e quase sem diversão, estou me sentindo bem. Normal, como antes. Ainda acordo, trabalho, vivo em paz. Minha auto-estima está boa. Não tenho vontade de ficar na cama e esperar o mundo acabar. Ao contrário: quero fazer minhas coisas, resolver meus problemas, crescer como pessoa e pagar minhas contas. Isso sim é normal.

Depressão é uma doença muito difícil. Ela é difícil de detectar porque todo mundo pensa “ah, frescura minha” ou “ah querer ficar na cama e esperar o mundo acabar é normal. Todo mundo passa por isso. Por dois meses inteiros.”. Difícil de tratar porque precisa ser atacada por diversos lados: psiquiatria, psicologia, religião, sociabilização, trabalho, família, amigos… tudo. E porque exige paciência, perseverança, ajuda e força.

Entendi como funciona a terapia quando fiz fisioterapia. O fisioterapeuta dava exercícios e me deixava lá, fazendo. Fazer era opção minha. Se eu fizesse direito, voltaria a andar logo e sentiria menos dor. Se eu fizesse com preguiça, ia precisar fazer por mais tempo e ia demorar mais para sarar.

A terapia funciona assim também: dá certo quando você encontra alguém que te passa os exercícios certos para mudar sua cabeça e você se esforça nos momentos de crise para se “reprogramar”. Cortar o ciclo vicioso e fazer uma mudança interna é mais difícil do que parece mas é super possível se você está focado e tem apoio profissional (quando não dá para fazer sozinho).

Nesse mesmo raciocínio, a vida é uma fisioterapia da alma. Se você faz os exercícios direito (tratando as pessoas como gostaria de ser tratado, pra começar, o que já é muito difícil quando você para pra pensar), ela dói menos e você sofre menos.

Gostaria de agradecer todo mundo que me ajudou nos últimos dois anos e pouco para que eu conseguisse voltar a ter controle da minha vida e me transformasse numa pessoa tão mais feliz: minha família, o Eduardo, meus amigos mais chegados (Lec – sem me mudar teria sido muito mais difícil, obrigada -, Paty, Léo, Lucas, Fatima, Alberson, Camila, Trancon, Sofia) e os menos chegados mas que também amo muito e me ajudam muito seja por um reply, um comentário ou mesmo um “oi” no chat do facebook.

Obrigada pelo amor, pelo carinho, pela paciência e por acreditarem em mim. Espero que tenha valido à pena para vocês também porque pra mim valeu. E muito.

Foto de Dizão.

Le post de aniversário

Não importa que eu quase não poste mais no Compulsive. Post de aniversário tem que ter. Ainda mais porque 25 anos é daquelas datas legais, assim.

Caraca, 25 anos. Nem acredito que cheguei tão longe.

Como sempre, aniversário é época de retrospectiva do ano. Portanto, posso dizer: 2012 foi um dos melhores anos da minha vida.

Já comecei o ano tendo alta médica do acidente, depois me mudei para morar com a Lec em São Paulo – realizando meu grande sonho de morar sozinha.

Engraçado isso de morar sozinha. Depois de uns meses, quando você pega a manha, descobre que ficar sozinha é um saco. Chato mesmo. E também aprende uma série de coisas, desde deixar a casa organizada até a fazer pãezinhos, no meu caso. Tô cozinhando haha. Além dos milhares de usos de atum. É fascinante como atum é versátil.

No trabalho, fui de redatora de tecnologia para assistente da editora-chefe e depois voltei a fazer site. O front-end é uma grande paixão, afinal. Fiquei um mês em agência e depois fui alocada – e efetivada – no ClickOn. Éramos uma dupla de front-enders para fazer o site novo e completamos a tarefa, modéstia à parte, com louvor.

Foi assim que consegui organizar minhas contas e ficou tudo bem de novo.

Ah! Esse ano também viajei. Conheci o Rio de Janeiro, um dos lugares que queria muito conhecer, e Campos do Jordão. Foi massa. As duas viagens foram com o Eduardo.

Completamos dois anos (!) de namoro e ele me deu a aliança no dia dos namorados <3

Que mais? Nem precisava de mais, né. Mas comemorei meu aniversário com os mais chegados com um churrasco temático de Star Trek – o bolo também era! – e hoje fui no show do Creed.

Cara, eu ouço Creed há 10 anos pelo menos. O show foi super incrível! Começou com “Are you ready?” e o encore teve “With arms wide open” e “My sacrifice”. Fui na pista e não me machuquei! Tô em êxtase ainda.

Termino 2012 feliz da vida e me preparando para as próximas jornadas, dessa vez com mais força, com mais serenidade e mais amor. <3

Eu também registrei aqui meus aniversários de 2011, 2010, 2009 e 2008.

Feliz um ano de idade, Marta Preuss

Todos os anos eu faço um post de aniversário. Como é no fim de novembro, também é um jeito de olhar para trás e refletir sobre o ano inteiro que passou. Uma retrospectiva não do calendário cristão, mas do meu calendário pessoal.

Hoje faz um ano que eu nasci de novo, então achei por bem fazer uma retrospectiva do ano mais difícil da minha vida – e o que trouxe mais recompensas. Como se eu tivesse plantado muito e colhido muito. O que é bom. Mas traz pesar.

Um ano atrás, a essa hora, eu vagava bêbada pela Augusta sentido Paulista com Consolação. Não lembro de nada, como já contei. Lembro da dor, da ambulância, de ver tudo borrado. Lembro quando tiraram meu tênis do meu pé quebrado.

Lembro da UTI. Lembro dos meus amigos, dos meus pais, do Eduardo lá comigo. Lembro que várias pessoas me viram no primeiro dia – o que só era permitido para quem estava muito mal. Eu não tinha ideia de quão mal eu estava. Só hoje, quando noto que foram 14 fucking dias ligada a máquinas para conseguir respirar, é que noto a gravidade da situação.

Antes do acidente eu lia “então fiz fisioterapia” e, quando chegou minha vez, fiquei indignada como ninguém falava como aquilo é difícil, lento, doloroso. Que precisa ir todos os dias e que a melhora vem devagar. Foram 50 sessões. Cinquenta dias de mais de 3h de exercícios simples, como dobrar a perna.

Eu já estava andando e trabalhando quando a alta veio. Mal pude acreditar. Tinha acabado. Mas esse post era para falar o que mudou, não o que aconteceu, né.

Eu era webdeveloper e virei redatora. Depois virei assistente do assistente da editora-chefe. Depois, assistente da editora-chefe. E aí ela saiu de férias e eu  a substituí, com apenas seis meses de casa.

Com um salário, convenhamos, baixo para minha vida classe-média, saí da casa dos meus pais e fui morar com a Lec.  Me enrolei toda com grana. Muito mesmo. Surgiu um freela ou outro para ajudar.

Ainda faço sites como freelance. Penso, de vez em quando, em voltar para a área e ganhar mais dinheiro. Mas toda vez que acho que estou melhor da depressão, ela me golpeia, como que para me mostrar meu humilde lugar.

Meu namoro fará um ano e meio dia 10 próximo. Um ano e meio com o Eduardo. Que surpresa boa!

Sou mais vaidosa, faço as unhas semanalmente (já faz um ano!), me maqueio às vezes, não bebo nem fumo mais há um ano inteiro. Nem acredito. Não fiz nenhuma tatuagem ou piercing nesse período, para só depois descobrir que só posso doar sangue daqui dez (!) anos – já que recebi transfusão.

Ainda faço terapia, ainda tomo remédios, mas isso eu precisaria fazer de qualquer forma e tem me feito muito bem. O saldo é muito positivo. Minhas oscilações de humor são mais controláveis e ninguém cuidaria de cinco blogs e não tentaria se matar se estivesse assim tão mal.

Ainda tem essa escoriação no meu joelho, acredita? Af. Nem sei em que médico devo ir pra tirar isso. Dermato? Tenho outros médicos para ir e muita coisa para arrumar e aprender. Mas agora eu consigo arrumar e aprender. Ótimo começo.

Feliz aniversário, Marta Preuss. Bem vinda à vida nova. Cuide melhor dessa que da anterior.

Estratégias de marketing que deram certo (para mim)

Não é difícil me convencer a comprar alguma coisa. Se for roxo, brilhante e bonito já tô levando. Ainda mais com essa vida de casa nova, gente, é muito difícil. Cada vez que entro numa loja gasto R$50 ou R$100 porque eu preciso tenho essa desculpa mágica de poder comprar qualquer coisa (quase) sem culpa.

Quando estratégias de marketing funcionam comigo rola um pensamento de "I see what you did there". Porque de fato eu sei o que eles pensaram para conseguir um resultado. E é de se elogiar. Um caso foi do L’Occitane.

Me inscrevi para aquelas promoções que nunca dão nada do Facebook e só aí ela já conseguiu com que eu conhecesse (eu não conhecia mesmo nem ligo) e seguisse em uma rede social – além de divulgar pras amiga. No fim, recebi um e-mail dizendo que tinha ganhado o brinde prometido. Fiquei até surpresa. Para retirar, foi só imprimir o e-mail e apresentá-lo com RG.

Mas aí minha mãe tá fazendo aniversário (parabéns mãe!) e ela adora creminhos. Aproveitei os 15% de desconto que valiam só no ato de retirada do brinde e a L’Occitane me fez comprar e virar cliente – os cremes são uma delícia!

Outro caso foi do pinguim mais querido das redes sociais. O @pontofrio fez sucesso sendo uma fofura no Twitter e eu comecei a seguir por isso. Além dessa, vi amigos sendo bem atendidos e brincando mesmo. E chegou o momento de comprar minha cama e guarda-roupa, então corri no site dele.

Demoramos para escolher. Mas depois de alguns dias passou uma propaganda com promoção tentadora na TV e não pensei duas vezes. Comprei os dois produtos no Ponto Frio.

O atendimento foi excelente, as respostas que precisei foram dadas pelo Twitter ou no chat online e o pedido chegou 2 dias antes do máximo pela entrega, em perfeitas condições. Digo, o guarda-roupa. A cama chega em 34 dias úteis, mas isso estava claro o tempo todo e eu quis comprar mesmo assim.

Quer dizer: por causa de um pinguim simpático (e uma promoção muito delicinha) vou dormir em um colchão inflável até abril.

Parabéns, publicitários, vocês conseguiram novamente.