Tempestade em dose de tequila

(imagina o desperdício!)

Oi gente. Eu sei que faz uns dias que não posto aqui no Compulsive. Mas eu tive pelo menos duas grandes ressacas.

Uma delas foi porque virei a noite trabalhando num fim-de-semana perdido. O Rafa fica bravo (nah, ele fica de saco cheio) porque eu fico de mimimi. Mas eu sou fraca pra essas coisas. E não dou a mínima pras coisas que o Rafa fala. :)

E depois fazia muito tempo que eu não via o Lucas e a gente se empolgou nas bebidas e, bem… Aí foi uma ressaca de verdade. A pior da minha vida. Pior que todos os happy hours de trabalho, pior que todas as baladas, pior que o Juca. Foi horrível. Achei que fosse morrer.

Mas sobrevivi.

Nesse meio tempo eu tava aqui curtindo uma solidão gostosa como tomar banho gelado no inverno pela manhã e uma depressão tediosa como uma música do Biquini Cavadão. Uma música específica: Domingo. Não ouça se não quiser cortar os pulsos. Eu avisei.

Eu ouvi mais Biquini Cavadão do que Engenheiros do Hawaii essa semana.

***

Então eu achei que “namoro” era uma palavra forte demais sem notar que forte demais era a vodka pura quente na minha mão depois de uma 8.6 (cerveja holandesa com 7,9% de teor alcóolico). Daí eu achei que tinha de terminar aquilo. Não era certo, afinal, não era um namoro. E que tipo de gente termina um namoro e continua saindo todo fim-de-semana? As pessoas já comentavam.

Tudo bem, not a big deal, já estava assim há alguns meses. Solidão e tal. Procurar pessoas. Todas as pessoas ter algum dos três defeitos insuportáveis

  1. Ter namorada (mais comum)
  2. Morar longe (menos comum)
  3. Ter uma religião (eu vou escrever sobre isso de novo por aqui, aguardem. É que o post que eu tinha feito ficou um lixo.)

E fazer de conta que procurar pessoas não é importante, como já disse. A mesma coisa de sempre. Tô nessa faz pelo menos uns 10 anos.

Então ele disse que tava confuso e eu achei estranho porque tava tudo muito claro pra mim. Fim, sabe como é.

Conversamos via google talk. Continuei na mesma. Conversamos pessoalmente e…

Deus, como era simples.

Como eu causei.

É de mulher? Tipo, sério, eu queria ser dessas que dão pra quem acham legal e fica tudo bem e elas não ligam nunca.

Eu ligo. Eu não consigo não ligar. Que bizarro. Eu achando que eu era sussa, mas eu sou mó… … desesperada por atenção ou algo assim.

E eu ligo pra opinião alheia. Cara, é tão difícil ser eu e ligar para opinião alheia ao mesmo tempo que eu vou ter de deixar fazer um dos dois. REFLITA.

Em algumas poucas horas fiquei assustada por descobrir coisas em mim que eu não tinha notado.

De volta aos cadernos para rascunhar os próximos passos.

***

Talvez esse post não tenha feito muito sentido, talvez eu tenha escrito mal, pela metade. O de religião vai ser bom. Garanto. Pelo menos eu vou saber do que estou falando. Hoje não, hoje foi só pra pensar. Esse é meu blog.

#postindevido

não tenho estado muito em casa ultimamente
nem me lembro quanto tempo faz
aprendi a não olhar pra trás

eu conto as horas que passam
eu conto estrelas no céu
na solidão das noites sem graça
nos quartos de hotel

Quinta feira passada, à noite, eu estava num hotel (com agá), mas essa música não passou pela minha cabeça.

Parece que foi ontem. Parece que chovia.

Quinta passada foi quando tudo começou.

Mentira, tudo começou há sete anos atrás. Mas isso faria a história muito longa. Então vou de sete anos para sete dias para não cansar vocês.

Eu tava lá, de boa no meu mundinho solitário, me achando a última bolacha do pacote, a coca-cola gelada do deserto, quando ele surgiu e falou “Dorme comigo hoje” (não foi uma pergunta, foi uma afirmação) e somehow eu tava nas mãos dele antes do amanhecer (em todos os sentidos).

(Ah! Seria tão bonito parar por aqui! Queria estar vendo passarinhos verdes até agora!)

Então, apaixonei. De novo. Ou pela primeira vez.

O plano não era esse, sabe? O plano, aliás, executado com sucesso, era ter uma noite legal e continuar seguindo nossas vidas cada um na sua que tava ótimo. Fiz um post incrível e muito divertido que vai ser postado daqui há meses. Fevereiro, acho. Pra sair do timming.

Só que eu fiquei pensando em como… enfim, no quanto eu gosto dele. Você sabe como é. Depois de um tempo você vê as coisas de um jeito diferente. Como no fim dos filmes onde a menina despreza o melhor amigo pra depois ver que era ele o amor verdadeiro dela. Que nem em Espanta Tubarões.

Mas aprendam, crianças: nunca brinquem com um escorpianino de ascendente em aquário a não ser que tenha culhões. Eu, que não sei nem brincar, mal posso cantar as músicas dos Paralamas do Sucesso, mas resolvi descer pro play.

Se você lembrar, se quiser jogar
Me liga, me liga

Perdi, né? Consegui piorar as coisas em uma escala tão homérica e fuderosa que dá até vergonha falar oi no MSN. Sabe como é, uma auto-vergonha-alheia.

Por isso essa tristeza toda no twitter. Justificada para desabafar e para agradecer ao carinho dos seguidores <3

Não posso culpá-lo. Eu queria poder dizer que a culpa é toda dele. Mas não é.

Já vai passar.

Eu, que não sei perder, perdi o sono
Na escuridão. Na escuridão.

Fim. Obrigada.

ps. Oi Paty o/ Se você leu até aqui, sabe que eu não te contei isso. Eu não contei no começo porque ia ser difícil explicar que tava tudo bem e não contei depois porque achei mancada compartilhar só quando eu tava zuada. Mas vamos beber uma cerveja (ain, bebi demais ontem, a gente pode só sair, ou trocar email, you know) que eu te explico melhor.

ps2. Olá você. Se você leu, saiba que eu não sei jogar. Por isso eu toco a real. Eu entendo se você nunca mais quiser me ver. Tô com vergonha. Mas você sabe como são os mimimis: eles vão passar. Minha mãe me xingou muito. Falou que eu fui estúpida, que eu te joguei fora, que agora eu que me foda sozinha aqui. Mas não é assim. É que muita coisa mudou. Well, nevermind. Desculpa qualquer coisa aí.

ps3. Pessoas que não queriam ter lido esse post: A) Não falem dele comigo B) Unsubscribe o RSS e C) Desculpem, mas eu precisava escrever.

Eu não entendo meninos

(esse post é pra enrolar pra fazer 3D)

Caso A) Eu tinha certeza que o fulano sabia que eu gostava dele. Mas ele virou meu amigo. Tô pensnado se isso foi um plano pra dar um fora sutil, ou se ele foi tapado o suficiente pra não notar.

Caso B) O filhodaputa do fulano tá ficando (e note que isso não é um “ficou uns dias”, ele “tá ficando”, é um tipo de relação) com uma menina e lamentou porque vai perder a chance de ficar com outra. E ele não trai, assim, não é da índole dele. Se ele já tem tudo aquilo de mulher, pra que querer mais? “Eu sou homem”. E?

De boa. Me sinto com 11 anos. Não sei como me comportar, se eu devo cantar de volta, se eu num devo fazer nada, num sei.

Só tô de saco cheio dessa vida.