Comprei um Kobo – e curti

Não é de agora que eu queria um leitor de e-books. Tem alguns anos, já. Na verdade, desde quando descobri que eles funcionam com tinta de verdade e não luz como os monitores, celulares e tablets.

Nossa visão cansa lendo nestes dispositivos porque eles emitem luz. De certa forma, é como ler olhando para uma lâmpada. Nos e-readers, seja o Kindle, Kobo e outros com e-ink, o que acontece é que os pixels têm tinta mesmo. Essas pequenas gotas de tinta vão para a superfície ou se escondem de acordo com impulsos magnéticos. Por isso que é preto-e-branco. Enquanto cada pixel de luz pode ser vermelho, verde ou azul, cada pixel de tinta é só preto (ativo) ou branco.

O Kobo é idêntico ao Kindle, mas quem revende é a Livraria Cultura. São três modelos: o Glo, mais avançado, tem a tela maior e luz interna para ler à noite; o Touch também é maior, com entrada de mini-SD; e o Mini, pequeno, leve, 2GB de espaço interno. Os preços vão de R$289 a R$399.

Todos eles têm sete fonts diferentes, com configurações de espessura, nitidez e espaçamento entre linhas. A bateria tem promessa de duração em torno de um mês. Você tem a loja virtual com livros desde grátis, até R$1.99 e daí por diante ou colocar formatos como e-pub ou pdf, só arrastando para a pasta do Kobo, quando ligado ao computador via USB.

Enquanto você lê, dá para marcar frases e compartilhar nas redes sociais, procurar palavras no dicionário interno dele, mudar onde aperta para passar de página. Ele não perde onde você parou. Ainda tem busca interna e índice, dependendo da edição. Prefira o formato .epub a .pdf se você for baixar fora da loja. Em .pdf esses recursos nem sempre funcionam.

Outra coisa bem legal é o Reading Life. É um sistema de awards que você vai destravando enquanto lê e são bem divertidos. Dá para compartilhar no Facebook se quiser. Ainda vem apps de jogos (xadrez, sudoku), um para desenhar com o dedo e um navegador de internet – lembrando que é tudo em tons de cinza, mas deve servir para uma emergência, que precisam de wi-fi para funcionar. (fiz um teste fazendo meu celular como ponto de distribuição de internet e funcionou tranquilamente).

Como dá pra ver nas fotos, é bem legível mesmo. Esse reflexo é da luz e só apareceu nas fotos, na vida real não tem. Consegui ler por duas horas no transporte público sem qualquer problema: no celular a luz fazia as letras “dançarem” conforme o ônibus tremia, o que me deixava enjoada. Não tive esse problema com o Kobo e era justamente essa liberdade que eu esperava.

Isso não quer dizer, de forma alguma, que larguei os livros de papel ou parei de gostar, ou mesmo que não gostaria de recebê-los mais como presente. Não. Eles têm um charme irresistível, o cheirinho típico, e não se pode escrever dedicatórias em edições digitais. O Kobo é apenas um aliado à praticidade de quem tem sofrido para colocar a leitura em dia e teme comprar livros e não terminar de ler, como tem tantos em casa. Com digitais, a dor é menor.

Veja o site do Kobo e também a página da Livraria Cultura se você se interessou. Lembre-se que existem milhares de obras em Domínio Público, para baixar gratuitamente. Tem esses sites também:

E mesmo googlando por nome do livro + .epub, por exemplo. Curti bastante.

Atualizar o Windows Phone – Omnia W

O Samsung Omnia W é um dos mais baratos smartphones do mercado. A câmera é muito boa, tem um flash legal (vocês podem ver pelas fotos do meu projeto fotográfico, são todas dela), tem 8gb de espaço e é rápido. Ele é barato assim porque nunca vai ser atualizado para Windows Phone 8. Porém, pode chegar ao 7.8, que é semelhante e o máximo que ele pode chegar.

Qual a versão que eu tenho?

Você pode ver sua versão atual em Configurações > Sobre. Você provavelmente vai ver 7.5 e, mais em baixo, 7.10.xxxx. Isso acontece porque a versão de verdade é a 7.10.qualquer-coisa, mas o nome é 7.5. A gente vai atualizar para uma que chama 7.8, mas na verdade é 7.10.8858.136. Você pode ver o que muda nas versões nessa página da Wikipedia, em inglês.

A atualização é progressiva, então se você está na 7.10.8773.98 precisa atualizar uma vez pra 7.10.8779.8, outra para 7.10.8783.12 para finalmente chegar na 7.10.8858.136. Então os processos abaixo terão de ser repetidos tantas vezes quantas forem suas atualizações faltantes.

Como atualizar?

A atualização geralmente é bem simples: basta ligar o celular ao computador via USB e o software do Zune faz tudo sozinho. A atualização para o Omnia W já foi liberada, mas ainda não chegou para todo mundo. Se você não aguenta mais esperar (oi, tipo eu), tenho duas dicas que podem ajudar:

1) Forçando atualização tirando a internet

Esse é o melhor vídeo que achei explicando esse processo chato e demorado, mas que funciona.

1) ponha o celular em modo avião e verifique se o wi-fi também está desligado

2) ligue o celular no PC

3) clique em configurações > atualizar. Desconecte a internet imediatamente.

Depois de mil tentativas ele vai achar a atualização e então é só voltar a internet e instalar normalmente.

2) Instale um programa de terceiros

Nunca é bom instalar programas dos outros, ainda mais para algo tão frágil quanto uma atualização. Mas esse método de desligar a internet só funcionou uma vez pra mim. Aí encontrei o  WindowsPhone hacker. Ele tem um programinha que é só baixar, rodar e pronto.

Sério. Foi só clicar e instalou, sem perder nada. Mas cuidado: nem eles – e muito menos eu – asseguram que vai dar tudo certo, então faça por sua conta e risco. Um amigo com um Nokia também fez e funcionou. Então fica a dica.

O que mudou

Se você precisa de algum incentivo para atualizar seu Windows Phone, o primeiro sem dúvida é a tela de início. Você pode mudar o tamanho dos ícones então cabem mais coisas e fica mais organizado.

Outras mudanças:

  • A tela do telefone ligando também mudou
  • Novos logos para Games, Office e Store
  • 20 cores de tema
  • A lock screen (a home que você precisa deslizar para destravar) agora pode mostrar os wallpapers do Bing (única coisa boa do buscador), notificações e quem sabe aplicações
  • Correção de problemas com volume
  • Correção de consumo de banda (dados da internet) de alguns apps

E algumas imagens de como o meu ficou. (obs: eu tive de destravar o Windows Phone para instalar o programa que tira printscreen, mas não me lembro claramente como foi. Google it.)

Update importante:

Meu Windows Phone começou a esquentar muito e perder muita bateria. Pesquisando, vi que as live tiles (os quadradinhos dinâmicos na home screen) buscam essas imagens o tempo todo via wi-fi ou 3G. Cuidado para não passar do seu limite de dados!

Bem vindo à minha vida, Windows Phone

Depois de passar pelo iOS (nos tempos do iPhone 3GS) e depois ficar um ano com o Android 2.6 (com um Galaxy Mini), tive a oportunidade de comprar um Omnia W com Windows Phone 7.5 (Mango). Por mais que vocês possam ver reviews a rodo pela internet (como este excelente review do Tecnoblog onde me baseei para fazer a compra), seguem minhas impressões tanto do aparelho quanto do sistema operacional em comparação com o da Apple e da Google.

Hardware

O Omnia W é meu segundo celular da Samsung em seguida. Inclusive, meu notebook também é da Samsung. A coreana não têm me dado dor de cabeça – ao contrário, tem oferecido excelente hardware a preços acessíveis. Lembrando que a Samsung fornece (ou fornecia) hardware para a Apple, é como comprar o açúcar da mesma distribuidora só que de outra marca.

Comparar o Omnia W com meu antigo Galaxy Mini chega a ser desleal, então acho desnecessário. É importante frisar apenas alguns pontos:

  • São 8GB de espaço interno sem cartão de memória
  • 512mb de RAM
  • Processador de 1.4Ghz (núcleo único porque o Windows Phone não dá suporte a dual core)
  • Tela super AMOLED (uma resolução deliciosa de 800 x 480) com 3,7 polegadas
  • Duas câmeras: a frontal VGA e a trazeira com 5mpx e flash

O celular é rápido e confortável pra usar. A tela acompanha a luminosidade externa, como o iPhone e alguns celulares com Android (mas o Galaxy Mini, não). O sensor de luminosidade também mostra ou esconde os números de discagem quando está em modo de ligação.

Os fones de ouvido são muito bons, confortáveis, com microfone, mas a entrada é em “L”. Não vai durar nada no meu bolso, certeza. Uma pena. Pelo menos é barato e a entrada é a padrão, então logo compro outro e boas.

Inclusive, os carregadores e cabo USB também seguem o padrão da Samsung.

O tamanho da tela é confortável para ler mas meu dedão não alcança tudo. Acho que é costume. Pode ser um ponto ruim no metrô, em pé.

Ainda não posso estimar a duração da bateria.  Diz o site que é 5,5h com 3G. Eu acostumei a desligar o 3G, uso só o 2G há meses, porque com a TIM né que diferença faz.  No review do Tecnoblog os meninos chegaram a 8h40. Depois eu atualizo esse parágrafo.

Câmera

Cara que alívio ter uma câmera decente no celular de novo.  O Instagram ainda não tem versão para Windows Phone, mas eu não estava usando há algum tempo. Existem outros apps de imagens, inclusive vem com um nativo.

A câmera de 5mpx é a melhor que já tive em um celular até hoje. O macro consegue ficar a apenas 4mm dos objetos. E a resolução máxima é de 2560×1920. Para tirar foto, pode-se tocar em qualquer lugar da tela, inclusive para focar. Pelo menos não vou precisar adivinhar onde fica o botão, como era no Android.

Macro com comida, é claro. Isso é um palito de dentes!

A frontal é uma simples VGA mas é excelente ter uma câmera frontal no celular, principalmente para retocar batom e essas coisas. Quero testar videochamada também.

Inclusive, a câmera filma em 720p. E tudo isso tem um botão de atalho físico no aparelho. Uma aquisição bacana para quem gosta tanto de fotografia e quer ter algo portátil e não tão profissional para registrar os momentos.

Windows Phone

O sistema é bonito. Bonito mesmo. Enche os olhos. Não sei se posso dizer que é mais bonito que o iOS, mas é bonito. A curva de aprendizagem é quase instantânea. Eu só apertei o botão de busca algumas vezes porque ele fica no lugar do botão de “mais opções” do Android e fui no hábito. Mas logo aprendi que não era assim que funcionava.

Apertando e segurando o botão de voltar você tem todas as apps abertas no momento. O multi-task é bastante bom e o celular não perde em performance.

Os comandos gestuais são claros. Geralmente é para os lados, quase todos os apps. Eles são bonitos também, alguns mais bonitos que os do Android, como é o caso do Foursquare.

Falando nisso, os mapas e a localização com GPS é muito rápida e excelente. Comparando ao Galaxy Mini, nossa, é na velocidade da luz. Faço check-in em segundos agora.

Eu não gostei do teclado. Tava super acostumada com swype e perder isso me faz ficar lenta demais pra digitar. Meu dedão não alcança tudo. Os caracteres especiais estão em outro lugar (não basta apertar a tecla) e como todas as minhas senhas têm caracteres especiais e números, tá um saco digitar.

Não tem tantos apps disponíveis quanto as outras lojas, mas senti falta só do instagram mesmo. Até do Itau tem, graças ao bom Deus das loucas pelo saldo. Dona Lílian manda avisar que o Whatsapp entrega mensagens com delay absurdo, mas ainda não testei o suficiente. Ele dá a opção de instalar esses apps direto do Market mas não funcionou aqui. Ele mandava um e-mail para eu instalar pelo celular, ou seja, ajuda em nada.

As primeiras sincronizações com o PC foram um saco. Só dá pra usar o aplicativo do Zune, da mesma forma que o iTunes faz com o iPhone. Instalou milhares de atualizações, é claro, mas tudo sozinho. Sincronizou as músicas sem problemas.

Ele tem um app nativo de “Localize meu telefone” mas não consegui fazer funcionar.

Pra finalizar, eu sei que é absurdo mas eu não joguei nada nele ainda.

Migração

Liguei o celular, coloquei meu chip, sincronizei meu gmail, calendário e contatos. Pronto. Poucos cliques.

O calendário só pega sua agenda padrão do Google Calendar. A minha era uma meio idiota, então tive que:

  • Exportar minha agenda de verdade para um arquivo .ics
  • Apagar tudo da minha agenda principal
  • Importar a agenda oficial

E funcionou tranquilamente.

Eu achei a curva de aprendizado muito tranquila. Em instantes eu já tinha intendido como tudo funcionava e meu cérebro já tinha intendido que esse é outro celular. Como eu disse, tenho sofrido ainda apenas com o teclado.

Considerações finais

Considerando que o Omnia W é o celular mais humilde dos que rodam Windows Phone 7.5, o aparelho surpreende positivamente em todos os aspectos que testei, menos no teclado – por puro hábito. Seus movimentos são suaves e leves. Eu paguei R$560 por esse celular desbloqueado. Meu plano na TIM é o “Plano Controle”, um pré-pago com débito automático que custa R$27/mês. Internet a R$0,50/dia. Pensei em trocar quando melhorasse de aparelho mas não há necessidade – tirando o fato que nenhuma foto subiu (claro, a imagem tem 813kb).

Este e o outro modelo (Omnia7) têm pequenas diferenças entre si, mas em questão de processamento e memória o Omnia W ganha. Não me arrependi da compra. É confortável e seguro ter um celular confiável novamente. O Galaxy Mini não estava dando conta. Ressetava com frequencia. Se pedia nos mapas. Era lento. Nada disso acontece no Omnia W.

Para um custo tão baixo em um celular desbloqueado, o veredito é: excelente.

Dicas de auto-maquiagem

Esse mês fiz um curso de auto-maquiagem onde aprendi algumas dicas. Minha intenção não é reproduzi-lo, mas dar algumas dicas que aprendi com ele e com outros vídeos internet a fora que ajudaram muito. E se eu consigo me maquiar, amiga, você também consegue. Continue reading »

Aloka dos lencinhos

Não me odeiem. Eu prometo que o Compulsive não vai virar um blog de moda nem blog de menina porque não tenho vocação para isso. Mas é natural que ser mais vaidosa puxa uma coisa que puxa outra.

Já falei das coisas que costumo usar e quanto mais a gente lê, mais se interessa.

Hoje finalmente achei lencinhos removedores de esmalte (raríssimos) e maquiagem (mais comuns).

Eu nem ia falar da Océane porque as meninas do Loucas por Esmalte já falaram sobre ela x Ricca e deu o maior bafafá com a Océane não aceitando críticas construtivas, mas enfim. Era o último potinho e foi a primeira vez que vi na vida real então levei na hora.

Paguei R$9 por 25 lenços e testei imediatamente, no ônibus, porque minhas unhas estavam lascadas. Estava usando o Arizona, da Hits, uma cor clara. Só precisei de dois lencinhos, um para cada mão. O resultado você vê na foto, o lencinho bem “moreno”, haha (eles são brancos sem uso).

Adorei o produto. Digo, para quem está acostumada com acetona ou tirar na unha o que sobra de esmalte, são quase perfeitos. O cheiro é meio esquisito mas não chega a ser forte nem incomodar como acetona. Mas a mão fica bem oleosa, já que o produto sai dos lenços, é claro.

Por sorte comprei também para testar os lenços de limpeza da Nívea. A Camila já tinha mostrado um da Natura que foi incrível, então achei esses da Nívea e paguei R$15 por 25 unidades. Usei nas mãos e elas ficaram macias e sem o excesso do removedor da Océane. Também passei no rosto (sem maquiagem) e tirou legal a oleosidade.

Veredito: os dois estão super aprovados e quero comprar de caixa para nunca mais ficar sem e usar sem dó! Principalmente o removedor de esmaltes, porque minhas unhas sempre lascam e sempre ficam feias justo quando estou fora de casa.