A internet dá voltas

Lembra que, entre final de dezembro e começo de janeiro desse ano, houve um site chamado threewords.me?

threewords.png

É, eu sei que faz um tempão, mas procure se lembrar. Foi uma febre. A ideia é anônimos postarem três palavras que lembram você.

Algumas das minhas favoritas:

  • Anonymous said you are hipster, trekker, and appletard
  • Anonymous said you are Mulher, Intensa, and Sincera
  • Anonymous said you are Forte, Guerreira, and Corajosa
  • Anonymous said you are maravilhosa, ruiva, and trekker

Delicinha de massagem no ego. Agradeço ^_^

O site apareceu, cresceu e desapareceu tão rápido quanto uma chuva de verão. O pessoal que estava viajando, nem viu. Mesmo com a conexão com o Facebook e os óbvios “Quero brincar também!” no twitter, a febre foi passageira.

Uma vez comentaram sobre o Formspring (que também depende que outras pessoas comentem no seu perfil). Disseram que é muito legal quando você pode responder, mas fazer perguntas é algo que cansa logo. Falar três palavras sobre alguém, também. Além disso, é difícil falar três palavras sobre alguém que você não conhece muito bem. Ou um pouco sobre o esteriótipo.

Por outro lado, há memes da internet que nunca, nunca nos abandonam.

Isso foi postado HOJE no meu Facebook, como se fosse a piada mais nova da internet:

cachorro-manero.jpg

Tipo… sério? De acordo com o Know Your Meme, isso é de novembro de 2008!

É claro que não é de todo ruim que a internet – e a vida – seja cíclica. Há sempre uma segunda-chance (e terceira e quarta e assim consecutivamente por dois, três, infinitos anos) para conhecer o que se perdeu. E se perde muita coisa. É conteúdo demais para se assimilar de uma vez só.

Tanto que eu assisto séries de ficção científica dos anos 60/70 por algum motivo, né.

Mas é bizarro como algumas febres passam e outras não. Qual meme ou serviço lhe faz falta? Qual você queria que já tivesse morrido?

Bom, esperemos que o Cool Dog apareça no Fantástico no fim do ano…

Convertendo URL ao contrário

Não vamos discutir as leis. Apenas, em alguns momentos, você quer baixar um arquivo e aparece um “Protetor de links”. Esses protetores pedem para que você cadastre seu celular e pague R$4,80 por semana para ter um conteúdo qualquer totalmente inútil. Enfim, nunca conheci ninguém que tivesse colocado o celular nesses sites, mas já conheci muita gente que desencanou de pegar o arquivo.

Mas há três formas marotas de conseguir essa URL e são rapidinhas:

  1. Observe a barra de endereços do site. Muitas vezes, depois de algum ?url= vem a url do site certinho que você quer pegar.
  2. Outras vezes o endereço está depois desse ?url=, mas ao contrário. Para te ajudar, eu fiz esse conversor pegando uns códigos por aí. (http://bit.ly/_LRU_ . LRU = URL ao contrário :D )
  3. Se não aparece na barra de endereços, abra o código fonte (botão direito -> ver código fonte) e dê um ctrl F por “http://”. Quem sabe?

Se não estiver nem assim é porque a URL foi encriptada de outra forma.

Espero que seja útil!

Adeus Buzz – cortando contato social no meu Google Reader

Não sei quanto tempo faz que o Google Reader tem esse precário sistema de comentários, apesar de eu usar o serviço desde 11 de abril de 2007. Fiz amizades, conheci pessoas, discuti, mudei de opinião, enfim. Há meses eu só zero os “ítens compartilhados dos amigos”, geralmente 100 por dia, porque era o mais relevante.

O serviço deu uma melhorada com o Google Buzz. Mais gente participando e, diferente de todo mundo, sempre gostei quando enviava os comentários pra minha inbox. As discussões não se perdiam mais. Eu só fiz um filtro marcando como lido pra não ficar na neura de email não-lido e porque não era importante.

Aí… Well eu já tava meio de saco cheio. Diferente do twitter, que você pode usar no mal-humor que só vai gerar uns unfollows, não dá pra usar o Reader de mal-humor. Todo tópico me irrita, eu fico brava de verdade e sou alvo fácil de trolagem. Não me dou muito bem com opiniões muito diferentes das minhas quando estou brava. Então fazia tempo que eu nem aproveitava direito. Escrever-apagar comentários virou rotina.

E aconteceram umas coisas e eu não queria mais nem ver os comentários alheios. Bloquear as pessoas não seria o suficiente (mesmo se desse), porque os comentários iam continuar aparecendo.

Então apaguei o Google Buzz. É ele que gerencia os contatos do Reader. Apagando o Buzz, meus contatos do Reader também foram todos embora e eu não sigo mais ninguém. Sou seguida por 147 pessoas. Vão continuar lá.

Eu precisei fazer isso. Os comentários estavam acabando comigo. Pelo menos cinco pessoas me perguntaram o que estava acontecendo, porque o Reader é uma das minhas redes sociais favoritas. É como fechar o twitter. Eu tinha/tenho amigos lá. Mas os amigos mais chegados estão no talk e no próprio twitter. Então continuaremos amigos.

Já fiz do mesmo jeito com orkut (que deletei há 3 anos) e msn (apaguei pelo menos duas contas e a atual eu nem uso). É uma pena, porque acabo sacrificando contatos legais que só tenho em um lugar por uma besteira. Mas tem hora que não tem jeito. Que faz mal mesmo. E a gente tem de se respeitar.

Agora entro no meu gmail e não tem nada pra comentar. Abro o reader e está lá meu 1000+ por pasta de feeds. Mas tudo bem, sabe? O reader tava consumindo minha vida; eu tava passando um tempo nele que poderia usar em outras coisas. E agora vou usar.

Notícia relevante acaba chegando de qualquer forma. Quando a mágoa passar, quem sabe eu volte, meio tímida, seguindo um ou outro. Por enquanto, eu tenho mais o que fazer.

E o Chrome vem conquistando meu coração

Depois de algum tempo usando o Safari no Mac, ele começou a ficar extremamente lento. Cada vez que eu abria uma nova aba as miniaturas demoravam pra carregar e às vezes até travavam o browser. Cansei e pensei em mudar pro Firefox, mas aí me disseram “Má, o Chrome pra Mac tá dando pra usar já”.  Migrei e gostei: leve, rápido, já com correção ortográfica e acho que nunca travou – se travou, foi uma aba só.

Mas essa gente que trabalha com front-end não consegue ter um browser só, né. Então, no trabalho (e mesmo pra freela), eu estava usando o Firefox até agora, principalmente por causa do firebug (que não dá mais pra viver sem) e aqui no windows por causa do twitter também.

Esse texto não fala sobre o IE porque fala sobre browsers.

Eis que as extensões do Chrome estão crescendo e já tem a barra de webdeveloper, twitter, bit.ly sidebar e um firebug beta vagabundo pra dar uma água na boca e quebrar um galhinho.

Importante: adicionar ou remover extensões demora segundos e não é necessário reiniciar o browser. DUFUTURO :D

No dia que sair Firebug direito e FireFTP, meu deus, eu vou ser a Chromeira mais feliz do mundo e migro de vez do Firefox pro Chrome.

Domina minha vida que sou tua, Google!

Mas e o pobre do Opera?

Todo mundo sabe que o Opera é o melhor browser do mundo (-q?). É, é um bom browser, gente, mesmo assim o Chrome  é muito mais leve e instalou aqui sem permissão de administrador (o que é meio vital em empresas que demoram pra atualizar os próprios browsers).

Já dei uma chance ou outra pro Opera – quem sabe um dia volto? Mas prometo pelo menos validar nele, que não é mais que a minha obrigação.

Não me interessa seguir

Continuando nessa delicinha de eu posto-porque-o-blog-é-meu-e-conteúdo-é-pra-quem-tem-adsense (o que é uma completa injustiça, porque tem muito blog sem adsense com conteúdo e vice-versa – mais versa do que vice), eu estava refletindo nessa linda sexta de dia de follow friday motivos que me fazem parar de seguir uma pessoa. Por mais que sejam motivos pessoais, aposto que alguma reflexão pessoal deve sugerir.

Twitter não é de ser seguido, é de seguir. Por isso não ligo se você me der unfollow: se você me interessar, vou continuar seguindo, mesmo que nunca me respoda. Não preciso disso. Preciso ler gente legal. Weee.

Essa é uma justificativa para todas as pessoas que parei/vou parar de seguir.

  1. Não sigo quem não sabe usar o twitter.
    1. Gente que responde com o nome da pessoa no meio da frase, fazendo com que fiquem só pedaços de conversa. Ponha o nome primeiro de tudo, sem ponto, sem nada, e assim só a pessoa vê. De preferência, clique na seta de Reply porque aí faz uma ligação com o tweet pergunta.
    2. Gente que dá RT de Follow Friday. Tem de ser muito incrível pra ter exatamente o mesmo follow friday que você.
    3. Gente que confunde @ com #. @pessoa, #assunto. É simples.
  2. Não sigo quem não sabe escrever.
    1. Tenho um pequeno preconceito e nojinho de quem ri com “kkkk”, mas respeito e nunca dei unfollow por isso. Sei que é frescura.
    2. Não estam0s falando de internetês, por favor.
  3. Não sigo quem dá 20 RT pra mesma promoção. Um só já basta.
  4. Não sigo quem faz teste. Sério, já dei unfollow em muita gente por causa disso. Pro inferno você e seus testes furados.
  5. Não sigo quem só posta link. Perfil sem nenhuma frase, nenhuma resposta, só links do próprio blog ou da internet toda. Não vai me agregar nada, eu tenho RSS.
  6. Eu tô mais tolerante a trollagem, mas tem umas que atingem bem no fundo do meu coração.  Daí nem respondo: é unfollow na hora.

Claro que eu sigo pessoas que fazem todas essas coisas. Mas me irrita. E um dia eu acordo com a pá virada e paro de seguir. Geralmente por um bom tempo.

ps. Eu peguei mal-humor alheio :) me contaminou. Desculpa aí.