Archive for the 'Cultura' Category

Sim, estou lendo três livros ao mesmo tempo

mar 04 2010 Published by Marta Preuss under Cultura

A primeira coisa que você deve saber é que eu quase não minto para as minhas estatísticas online: não uso robôs no twitter, faço o scroble direitinho das minhas músicas do Last.FM, uso o Mark All As Read quando as notícias de tecnologia se repetem pela terceira vez. Logo, meu perfil n’O Livreiro é fiel à realidade.

Talvez você ache – e eu quase concordo com você – que eu realmente deveria migrar pro Skoob (já que, fica a dica, Livreiro, seu site é pesado, perde a sessão toda hora e não funciona direito no – atenção - Chrome pra Mac. Eu sou webdeveloper, eu posso exigir essas coisas dos sites. Mas eu entendo que vocês são novos e que tiveram uma base muito enorme de usuários do nada… Mas podia ser simples, bem mais simples, com HTML normal e tudo mais), mas eu estou com preguiça de cadastrar os livros tudo de novo.

Dado isso, lá n’O Livreiro tenho três livros na estante

Mas eu posso explicar:

  • o Almanaque Jornada nas Estrelas é muito, muito legal. É todo ilustrado, a diagramação é divertida e é recheado de curiosidades sobre a série. Só que eu só assisti até a metade da segunda temporada da série clássica, então o livro começou a me mostrar spoilers (hahaha), então eu deixei na geladeira. Por isso ele tá sempre aí.
  • Estou lendo aos poucos o American Gods em inglês. É muito legal primeiro porque é do Gaiman; segundo porque estou entendendo a história e isso faz valer meu curso caro de inglês; terceiro porque isso melhora minha leitura e escrita. Mas é em inglês e é grosso. Dá aquela preguicinha. Mas tô lendo, assim. Tá indo.
  • Só que ontem chegou a coleção do Guia do Mochileiro das Galáxias em casa e apesar de eu já ter visto o filme, pre-ci-sa-va ler. E é Douglas Adams, né. Ele é tão divertido :3

Por isso eu estou, sim, de verdade, lendo três livros ao mesmo tempo. Eu chamo de “vida”. Beijo.

ps. Aos fiscais da internet de plantão, eu não ganhei nada nem d’O Livreiro, nem do Skoob, nem da Livraria Cultura e nem da Linux Mall pra fazer esse post. Propaganda de graça: a gente vê por aqui.

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Como Star Trek NÃO deveria ter acabado

mar 03 2010 Published by Marta Preuss under Cultura, Humor

Eu não costumo fazer posts assim, tipo tumblr-olha-que-legal-isso-que-achei-na-internet, mas esse vídeo é espetacular.

via @jrmoretti via @darthvader (o que torna tudo muito mais digno).

Ri LITROS. Porque apesar de ser trekker de coração, Star Wars é inegavelmente muito fodamente legal.

Ainda ontem tava passando na Rede Brasil (às 21h pra quem tem TV a cabo) o episódio da temporada clássica de Star Trek que tem a corte marcial do Spock e apareceu o capitão Pike (du-bla-do. E também passa Perdidos no Espaço. É a emissora de quem não saiu dos anos 70).  É impressionante como o JJ Abrams teve todo o cuidado com as características dos personagens – apesar de ninguém fazer o Kirk melhor que o William Shatner, porque afinal o Shatner não interpretava, ele era daquele jeito mesmo.

Sei que é um assunto meio old, mas eu realmente gostei bastante do filme novo (e só falta um dos 10 filmes velhos pra eu ver). Não foi herege pra mim: foi como seria se Star Trek fosse feito hoje. E eu me arrisco a dizer que, se não mais legal, é tão legal quanto Avatar.

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Abaixo o culto do corpo perfeito!

fev 15 2010 Published by Marta Preuss under Cultura

Me disseram no twitter quando eu me auto-proclamei gorda.

Outro dia me falaram que esse culto à beleza é marca de uma sociedade decadente. Tipo Roma, Roma ficou assim no final.

Mas isso não é importante. Importante é: qual você pegava?

I rest my case.

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O Senhor dos Anéis – Lido, sonhado e comentado

fev 05 2010 Published by Marta Preuss under Cultura

O hai nerds. Long time no see. Estou de “férias” temporárias, brinks, alocada da Abril e graças a algum tempo livre que tive (não pergunte), pude terminar de ler O Senhor dos Anéis essa semana. (em breve volta a correria dos freelas, então não espere muita agitação por aqui)

Comecei lendo o Silmarillion muitos meses atrás, mas não consegui continuar. Muitos nomes, nenhuma referência a nada real, como Tolkien quer que eu imagine alguma coisa desse jeito? Tipo “Trolls são orcs grandes”. Nossa, bem elucidativo. Thanks.

Achei que estava enferrujada pra algo assim então li coisas mais leves antes: muito Gaiman (com direito a algumas coisas lindas da série de Sandman), o maravilhoso volume único de Nárnia e outras coisinhas largadas. Quando achei que estava pronta, parti direto para o primeiro, A Sociedade do Anel. Claro, algumas explicações ainda ficaram suspensas por falta de ler O Hobbit, mas nada grave e Tolkien faz questão de dar uma explicação prévia.

O livro passou relativamente rápido. Sabe como é o começo. Todo mundo reclama do Tom Bombadil, mas eu gostei dele. Tantas andanças e esperanças. Um livro claro como o dia.

O segundo livro passou tão arrastado, mas tão arrastado que eu encaixei uma Meg Cabbot (Tamanho 42 não é gorda) pra continuar gostando de ler e um Pequeno Príncipe para dar uma emoção na minha vida. Esse livro conta a andança das personagens. É um meio mais chato que o começo, nunca vi. Briguinhas aqui e ali. A parte que mais gostei foram dos Ents (grandes árvores que falam devagar) – e são ents! Eles demoram dez vezes mais que uma pessoa normal só pra dar bom dia. Reflita.

O terceiro eu li em umas duas semanas e me rendeu uns sonhos.

Primeiro sonhei que o @rafasoares era um servidor de Sauron.

Depois sonhei que eu ia destruir o anel verde e na hora que eu destruía e gritava “eu sou a Marta! da Gommo!”, havia a aurora e então o crepúsculo. Então Faramir me ligou para me avisar que seria mal-julgada. Loucuras de quem lê antes de dormir.

Então me emocionei com as últimas páginas e fazendo um balanço geral, é uma ótima história. Muito boa mesmo.

Eu gostei muito do modo como Tolkien cuidou do tempo e rítmo no segundo e terceiro livros, quando haviam várias histórias acontecendo ao mesmo tempo. Não vi os filmes até hoje e estou curiosa para ver como adaptaram isso.

Mas eu preferia ter lido um volume único. Concordo com o Ray, a divisão de títulos e livros é horrível. Digo, que duas torres, meu Deus? Eu contei três torres: as duas de Mordor e a de Sauruman. A divisão dos seis livros que o Tolkien faz é bem melhor que os três volumes.

Por mais que agora eu tenha mais essa estrelinha para colar na minha carteirinha de nerd, ainda vou me confundir toda com os nomes e lugares. São muitos. Mas é uma leitura válida, como não? Tudo que eu penso lembro que podia ser pior. Por exemplo “Nossa andei muito hoje. Mas não tanto quanto Frodo e Sam” ou “Puxa vida, que dor dessa tendinite. Mas a flecha no ombro do Frodo deve ter sido pior”. Hahahahha!

Agora falta O Hobbit. E não sei o que virá depois, mas tô com vontade da série dos livros do Guia do Mochileiro das Galáxias, que eu só vi o filme (shame on me). Outras sugestões são bem vindas e veja no meu perfil d’O Livreiro o que já li.

[editado] Eu fiquei o livro todo procurando QUANDO o Tolkien ia ser machista. Porque ele seria, inevitavelmente, dado sua época. Primeiro: ninguém da comitiva é mulher. Segundo: Quando uma mulher fala “Dá aqui minha espada que eu vou pra guerra” é reprimida. Vai mesmo assim e quebra o braço. Quando se cura, sua felicidade é saber que quer ser da casa de cura. PRA MERDA A CURA, caralho, personagens de cura a) são ruins e b) já tinha o Gandalf E o Aragorn, WTF? “Sou mulher, sou linda, devo ficar aqui como todos os machões falam”. Afê, Tolkien! [/editado]

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NSFW – Sexualidade e outras coisas que vocês não estão acostumados a me ouvir falar sobre

jan 28 2010 Published by Marta Preuss under Cultura, Web, comportamento

Olá. Eu sei, hoje faz duas semanas que eu não posto no Compulsive (uma pena, agora que as coisas estavam engrenando). As desculpas, além do trabalho, é a vida, o freelance, os meninos. Queria mudar um tanto o Compulsive; mas tem tanta coisa pra ler no meu Google Reader que eu ainda não consegui me concentrar nisso.

Mas hoje é um dia especial para ficar sem post. Hoje é o Lingerie Day no twitter e eu estou pagando sutiã por lá. Só por lá. Se você viu, bem, se não viu, amém. O Lingerie Day é uma brincadeira idealizada pelos meu troll favorito Izzy Nobre, com o Morróida (que também não vale o host que paga – se é que paga) e o Gravataí. Ano passado deu o maior bafafá, com várias feministas chatas enchendo o saco. Eu não lembro minha opinião no dia, mas seja ela qual for, eu não sou mais aquela pessoa, então resolvi brincar esse ano. (E outra: quem sabe eu não ganho um corpo novo, tipo a Geisy?)

(escrevo esse post no domingo e não sei se meus followers vão aumentar ou diminuir, hahahahahah, nem qual a reação da galera. Mas aposto que vai ser divertido.)

Então uma coisa leva a outra (hm!) e cá estou eu para divulgar um texto que li num blog. O melhor texto que já li sobre como fazer uma mulher chegar lá. E me deixa te dar uma dica, amigo: se eu chegar lá, você vai chegar lá. Sacou?

Eu (hnm) fiz umas (hmhm) experiências por esses tempos e notei que só meu ex (oi! De nada! Depois acerta comigo aquela (hm) cerveja!) sabia (hm) sabe fazer o serviço muito do bem feito. E eu correspondo bem a ele.

O que eu quero dizer é: meninos, não é que eu sou ruim de cama (como pareceu. Desculpa aí.). Se foi ruim pra você, saiba que eu fui ruim de cama só com você. Porque você não tive aquele cuidado especial do começo, sabe? Eu sei que você tentou. Mas lê o texto lá. É daquele jeito que faz. De nada.

E então eu pensei “Poxa vida eu podia ver no google se tem (porque com certeza tem e com certeza o google sabe) alguma forma de eu ser, digamos, agradável mesmo que não me agradem”. Então eu li o texto e falei “Quer saber? Foda-se. Se eu não vou me divertir igual, você também não merece grandes esforços”.

And that’s why o lingerie day é uma piada e não é machista. Porque machismo é esse egoísmo nojento que alguns rapazes têm de pensar que só eles merecem gozar e foda-se. Não, compadre. Eu também. Então é auto-defesa ser ruim se estiver ruim pra mim.

REFLITA.

Não achei minha menina no lixo e me respeito (por incrível que pareça). Quer algo de bom? Faça bem feito. Porque eu sou macho pra caralho, afinal de contas.

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