Compulsive

Viciada compulsivamente no dia-a-dia.

É uma coisa que sempre me incomodou mas ultimamente tem me irritado também: o fato de que, para a indústria de publicidade e propaganda, homens são total e completamente diferente de mulheres, como se fosse outra espécie. Acho que até já escrevi sobre isso algumas vezes, mas o tópico voltou a tona porque eu achei ridículo isso: (via @paulinhoramos)

Ruffles DE MENINA

A propaganda da Ruffles pra adolescentes com sexualidade definida (via Comunicadores).

Eu NUNCA iria comprar uma Ruffles rosa – a não ser que fosse gostosa, é claro. Mas esse tipo de publicidade não funciona comigo. Pode ser porque eu não sou mais adolescente, pode ser porque eu sempre achei as coisas de meninos bem mais legais.

Pra começo de conversa, mulher sempre foi a dona-de-casa, que vai casar, ter filhos, cozinhar e achar tudo fofo. Claro que tem quem goste de brincar de boneca e casinha, mas os meninos que têm carros, e alguma profissão legal como bombeiro, cientista, mecânico. Brinquedos de meninos são mais legais e azul é uma cor muito mais bonita #prontofalei

Daí a gente cresce e em vez das diferenças diminuirem, não. Porra, eu trabalho sabe? Eu pago minhas contas, meus cursos e as minhas cervejas. Acho justo e digno. Eu sou uma pessoa, saco, não sou uma mulherzinha, do estereótipo clássico: meu cabelo ou unhas não são mais importantes que meu Google Reader ou meu DS, apesar de eu ter TPM e “mudar de opinião mais rápido do que o @alberson muda de celular” (frase dele mesmo), como qualquer mulher.

Eu não entendo bem, porque eu acho que ok, cada um é diferente do outro, mas os estereótipos são formas de gesso que moldam o comportamento e a personalidade que, cara, quando a gente cresce, não precisa mais. Venda Ruffles azul unissex e venda o dobro. Grata.

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Categories: Filosofias vãs

12 Responses so far.

  1. Pôlo disse:

    Um adendo importante: Vi no YouTube os videos das propagandas. Deu pra perceber que homem é tudo retardado? hahaha

    E, pior, quem criou a Ruffles pra meninas devia ser um homem, porque achou que Beijo tinha a ver com Queijo. HAHAHA

    Saco.
    p.s.: faltou a Ruffles pra homossexuais tb.

  2. Marta, também sou contra esteriotipos… nada como ser diferente….
    E a lógica de uma boa estratégia é isso: fazer diferente… pq cada um é cada um… tem sua indiocincrasias.

    Bjos

  3. Lety disse:

    Vejo que não fui só eu que se indignou ao saber dessa campanha… menos mal… o mundo não está tão perdido quanto acho e as pessoas ainda tem habilidade mentais para questionar…

    Obrigada Marta rsrsrs

    Você me ajuda a ter esperança…

  4. Lecticia disse:

    Eu li os comentários e bem, é provavel que me xinguem… mas eu vou falar como ‘publiciotária’ que sou (ou devia ser):
    Você NÃO é o público dessa Ruffles… então é ofensivo exatamente porque vc já passou dessa fase. E, por mais que o comercial mostre meninas / os de uns 15 anos, a faixa etária desse produto é 11-13, que, se vc reparar, não tem um ‘salgadinho próprio’, pq Doritos é muito adulto e Cheetos / Fandangos é muito infantil.
    Então eu achei bem bem adequado… pro público, obviamente, embora eu tenha sido uma menina assexuada nessa idade (não amava rosa mas tb não pendia pro azul. Gostava era de amarelo!)
    Então sei lá… eu meio que discordo :P
    Mas te amo anyway :D

    (isso eu analisei vendo 2 comerciais e lendo seu post, pq o link não abriu. e ainda assim eu não tenho emprego hahaha)

    • Marta Preuss disse:

      Eu concordo que eu não sou o público e concordo muito que Ruffles é o salgadinho mais teen. Essa sua frase é muito true.

      Mas continuo não gostando das diferenças. Essa diferença menino-menina me persegue dessa idade até hoje. Acho que virou meio pessoal, hahahaha! Por isso esperava que eles cativassem o público de forma mais abrangente.

      É válido, anyway, mas não me desce bem.

  5. Luciano disse:

    É “estereótipo” e não “esteriótipo”. Não adianta querer falar difícil e errar, né? Beijos.

  6. disse:

    Como já disseram, eu falo de novo “vc não é nosso público-alvo”. hahaha.. adoro essa desculpa! :P

    Tb não gosto de tais diferenças, mãs, aprendo a conviver com elas.
    E, querendo ou não, campanhas publicitárias trabalham muito com estereótipos e arquétipos, acho que fica mais fácil. haha :)

    • Marta Preuss disse:

      É, de fato. Eu entendo que não dá pra agência da Ruffles vir aqui e fazer uma campanha só pra mim, hahahaha.

      Sei que exagerei no exemplo. Depois faço outro focando nas diferenças mesmo :P

  7. [...] diversas vezes e uma busca não me deixa mentir. (mas talvez você queira ver: Feliz dia da mulher, Eu não gosto de esteriótipos, Semana anti-preconceito: mulher, Tenho orgulho de quem se assume e Dia da mulher, de [...]

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