Então eu fiquei com vontade de escrever isso quando eu li esse post da Lety. Não pode ser considerado um post-resposta dado que a minha cabeça não é a cabeça dela, e eu não tô recomendando ninguém pra seguir isso. Se eu tivesse a trilha das migalhas, seguiria e recomendaria, mas eu não tenho, então vou tentando.
“As pessoas falam como se a felicidade não fosse resultado de um esforço absurdo. Como se a pessoa nascesse feliz e por isso morresse feliz! Assim, simples. “Ela era feliz…” como se a felicidade fosse pré-determinada no além, antes de nascermos:
“Esse será feliz e aquele… Aquele, será triste!”
“Ou você é feliz ou o mundo te rejeita! Ou você é feliz ou você não terá amigos, namorado ou marido! Ou você é feliz ou não conseguirá viver em sociedade!”
E me responda: Quem é feliz? Quem realmente é feliz?!
A felicidade mais que uma escolha é uma obrigação.”
Então, eu já pensei exatamente assim. Eu já pensei “Por que infernos eu TENHO QUE ser feliz? Por que alguém não pode gostar de mim do jeito que eu sou? Eu sou triste, pronto! É como quem só gosta dos dias ensolarados. Eu sou um dia chuvoso e alguém deve gostar disso! (eu não, mas alguém deve!)”
Antes disso, eu não entendia o que era a felicidade. Eu achava superficial. Eu admirava quem era feliz-o-tempo-todo, aquelas pessoas que você vê e estão sorrindo.
Até que o Lucas me disse
“Nossa, a Bárbara não acredita quando eu digo que você é deprimida. Sempre que a gente vai no bar você tá tão feliz”
E foi aí que eu pensei “Eu… sou feliz! o_O Eu posso ser assim!”
O tempo passou e eu mudei. Eu comecei a pensar outras coisas, calar vozes na minha cabeça que me faziam mal, me tornei o que eu queria ser, por mim mesma, para mim mesma. Comecei a gostar de mim mesma. Eu era reclamona demais e demorou bastante tempo para eu realmente me divertir quando saia com meus amigos.
Dai a felicidade mudou de conceito pra mim. Eu percebi que eu sou feliz quando eu sou eu-mesma. E eu comecei a gostar de mim mesma. Isso foi bem surpreendente. Gostar de mim mesma e do que eu sou, apesar dos meus defeitos e tempos “funhé”, mudou minha vida.
Pra conseguir isso, comecei a ignorar as vozes que me diziam que eu era isso ou aquilo. Ignorar mesmo. Nunca mais deixei elas serem mais fortes. Comecei a pensar menos, implicar menos comigo mesma. E a aceitar elogio, eu aprendi a aceitar elogio de verdade, dizendo “Obrigada :D ” e não me deixando desmentir quando a pessoa fala.
O processo demorou um tempo, mas hoje eu sou dessas pessoas felizes, graças a mim, obrigada. Dessas que saem e se divertem naqueles ambientes cheios e cigarrentos que os outros perguntam “Como você pode gostar DISSO?”. Hoje eu sou uma pessoa mais agradável. [eu detesto quem reclama de TUDO e já parei de seguir twitters por isso]
Uma pessoa especial me disse essa semana: “Você vem em primeiro lugar. Não é egoísmo, é porque se você não cuidar de você, não pode cuidar dos outros”. Entendi isso e me fez bem.
Parece que as pessoas gostam mais de pessoas-felizes porque energia ruim todo mundo tem dentro de si e ela paira pelo ambiente. Mas energia boa, é difícil quem irradia. É cansativo as vezes; mas os resultados são tão compensadores! Acho que todo mundo fica seco por energia boa, e convenhamos, ela é bem mais quentinha e confortável.
Claro que isso tudo é meu e pra mim. Eu tive de viver pra entender e não deve se aplicar a mais ninguém. Nem quero ofender ninguém com isso. É só o que eu vivi, o que eu acho. (tá meio confuso porque eu tô meio lenta-de-segunda-feira ainda…)
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E vc realmente achou que eu fosse ficar brava ou me ofender ou qqr coisa assim depois desse post? rsrsrs
Ok… Ter o link do meu blog assim publicado num post seu é meio assustador mas, isso é porque eu sou medrosa e absolutamente reservada mesmo com um blog =p… rs
Quanto ao conteúdo vou retomar um pedacinho do texto. Afinal, você já postou parte dele mesmo hahaha:
“Ela poderia ser feliz e até era.
Só não era quando tinha que expressar-se ao mundo[...]”
A questão é expressar-se… Mas ainda aprendo a ligar o F com propriedade!
Como você mesma disse é um processo que demora um tempo… rs
Você me conhece há muito e creio que já pode observar muitas mudanças e significativas… hummmm… hahaha
As vozes que ainda me perturbam viram textos… E ficam lá pra isso mesmo… Questionar, incentivar e promover “chacoalhões” como esses… Em mim e quem sabe, muito pretensiosamente, nos outros…
Resumindo: concordo com tudo que você disse…
E aquelas aspas malditas ainda vão desaparecer ou melhor, vão abraçar palavras melhores… Porque aos poucos me torno melhor, aos poucos aprendo mais coisas com pessoas como você =)
Obrigada por tudo, sempre…
Beijinhos,
Lety
Eu só tenho a completar seu post com uma frase do “Bob Harris”, personagem do Bill Murray, no filme “Lost In Translation”:
“The more you know who you are and what you want, the less you let things upset you.”