De novo, meu pai não olhou na minha cara o dia todo e eu achei bom: passei a roupa, lavei a louça, fiz a janta… O de sempre…
Eis que chega a hora de ir pra facul e nada de dinheiro pra pegar o ônibus, como de costume. Pedi, como de costume. Minha mãe:
“É claro que seu pai não te dá dinheiro! Que você fez com o dinheiro que você recebeu?”
“Uma parte eu usei, com comida e passe; a outra parte eu tô guardando pra ir pro Juca, porque é óbvio que ninguém vai pagar pra eu ir!”
“Eu te faço uma pergunta e você vem com três pedras na mão?!”
“Mãe, que que você quer de mim afinal?”
E ela ficou puta! Porra! E eu fiquei puta! Claro! Afff… Que foi que eu fiz agora?!
“É, se você continuar assim não vai longe não! Precisa aprender se quiser!”
Mas eu não faço idéia do que ela quer de mim! Sempre desse jeito! Que inferno!
Amanhã, também, pego a porra dos R$150 que eu tava guardando pro Juca, jogo em cima da mesa e falo “Tá aqui”. Se quiser pagar a facul pra mim, que pague meu passe; se não quiser pagar mais porra nenhuma, também, foda-se. Vou ser uma ótima dona de casa.
Mais dahora: a tela do mp4 rachou toda, ele tá com um insul-film de cozinha; peguei o ônibus errado, andei três pontos. Ótimo. Se eu que determino, essa porra de maré de azar acaba AGORA!
Similar Posts:
- None Found




