Graças à inflamação na garganta, faz umas duas semanas que eu não bebo nada. Daí começa a sair umas coisas sem pé nem cabeça, tipo isso aí:
stou sozinho, estou triste, etc…
Visto meu cachecol em plena São Paulo caótica de trânsito, poluída e fria. Mas às vezes parece que ela é fria só para mim. Não sei e não me importa: a dor de garganta importa mais do que a moda do verão-inverno que é essa cidade.
Duas, três horas, no trânsito ou no trem, e eu não sei mais como levar “pouco tempo” para chegar na faculdade.
But I choose to win, I choose to fight!
Daí ele chega. E tudo pára. O som pára, o flash pára. Eu, cada músculo meu, pára.
Bom dia. Tudo bem?
Apenas. E é o dia todo só isso. Só isso. E eu olho de rabo-de-olho. E eu me irrito quando faço isso, porque é coisa de criança.
I’ve created my own prision.
E a voz do Lucas: mas você pode sair dela.
É estranho esse negócio de criar a própria prisão. Eu sei onde é a porta, eu sei onde eu devo dar cabeçada, mas poutaqueopariu, como é difícil. Ou vai ver que eu que não quero.
Esses dias percebi o quanto sou parecida com Superego Brain. Mas assim, a ponto de tudo que o Heron lembrar da Ilha do Mel é a Marta reclamando. Eu só reclamo. Eu só faço drama. Eu só fico desesperada. Eu não quero mais ser assim, e me sinto forte para mudar.
Mas quando eu uso minha força para deixar de ser Superego, o lado chorão, manhoso e carente não consegue se manter muito bem. Minha auto-estima cai, por falta de força de segurar e…
E isso tá errado! Eu tenho força, sim!
…só preciso de alguém pra me mostrar onde ela está…
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