Eu ia correr e postar no Dona do Meu Nariz, que foi lançado e está “abandonado”. Se vocês soubessem da correria… Bom, achei importante que vocês soubessem da correria. Então parei para atualizar o Compulsive antes de seguir com o trabalho.
Alguns de vocês já sabem que eu saí da casa dos meus pais. Para quem não sabe, não foi nada brigado ou ruim. Uma amiga, a Lec, precisava achar uma casa em São Paulo porque a família dela é de Santos mas ela trabalha aqui. Então, me convidou. Ela já tinha tudo: geladeira, fogão, máquina de lavar, sofás… tudo mesmo. Adoramos o apartamento, grande para o valor, e alugamos.
Como somos nintendistas, bobas, uma loira e uma morena, nossa casa chama Peach And Daisy’s Castle. Por isso sempre me refiro a ela como Castelo.

Faz umas três semanas que estou em processo de mudança. Na primeira não tinha luz, então fiquei a luz de velas e tomei banho de “bica” porque a água jorrava da parede. Foi meio chato e meu colchão inflável estava furado, então mesmo que o Castelo fique a 10min do Tietê, voltei pra Diadema todos os dias da Campus Party. A Campus, inclusive, foi muito bacana. Aprendi demais.
Na semana seguinte tínhamos luz, chuveiro, uma mesa, forninho elétrico e já ficou mais fácil. Levei minhas roupas, um colchão inflável de casal, cobertor, essas coisas. Minha parte da mudança, que era basicamente meu quarto, o projetor, o Wii. Como ainda não tinha a mudança de verdade, a Lec não ficou ainda. Eu dormi alguns dias mas tive de passar terça e quarta em casa por causa dos médicos aqui no ABC logo cedo. Af.
Só agora no feriado é que chegou tudo e temos uma casa completa e de verdade. Parei de acampar e agora temos sala, cozinha, lavanderia, tudo. (meu quarto ainda não, mas vou comprar essa semana).
É estranho esse lance de casa nova e casa dos pais. Meus pais não fizeram nada para impedir, nem para ajudar. Achei bom, foi o melhor dos quadros. Minha mãe ainda me deu alguns lençóis e toalhas. Meu pai emprestou o home theater (já que as caixas de som que ele tem são muito melhores). Meu cachorro tá meio triste ainda, haha.
É estranho porque a casa nova ainda não é bem sua casa e a casa velha não é mais sua casa, e você fica meio sem-casa por uns dias. É um saco ter de ir e voltar porque esqueceu algo aqui ou lá. Ou tipo “putz, isso tá na casa dos meus pais”, sabe? Ou o fato que eu preciso vir pra cá pelo menos uma vez por semana por causa da terapia. Dá uma puta de uma preguiça, véi.
Mas estou muito, muito feliz. Sair da casa dos pais é do jeitinho que eu sempre imaginei. Tô me divertindo bastante brincando de casinha. E agora a vida virtual volta ao seu ritmo :)