O senhor ciúmes

Faz mais de um ano que namoro com o Eduardo e, desde o começo, foi o namoro mais diferente que já tive. Nós somos tranquilos, temos espaço para cada um e para o casal, fizemos amizade com os amigos do outro, montamos a vida dele, a minha e a nossa.

Depois desse ano, percebo como nosso amor é diferente dos outros amores que senti. Nunca me senti sozinha, mesmo com os 100km separando a gente. Então comecei a mudar também outras coisas que eu acreditava sobre um namoro.

Esse lance de traição por exemplo. Eu sou toda ciumenta. Mas dizem que o ciúmes é um lance de insegurança e é verdade. Não vivo com medo que um dia ele chegue e fale “Má, encontrei outra pessoa”. Claro que tenho medo disso sim, mas não fico pensando nisso o tempo todo.

Mas se o Eduardo ficasse com alguém e quisesse continuar comigo, eu não me separaria dele. Digo, beijar uma pessoa é muito diferente de amar outra pessoa. Pela lógica, não faz sentido ser só isso, mas relacionamento tem muito de sentimento. Se eu me sentisse bem em continuar com ele, não vejo porque não.

Em contrapartida, nem todo mundo é assim. Acho que amor é respeito e se isso faz tão mal e dói tanto, por que alguém que supostamente te ama te machucaria tanto?

O que quero dizer é que antes eu tinha uma visão binária sobre traição que não tenho mais. Antes eu achava que traição era ficar com outra pessoa, mas hoje acho que está mais para desrespeito. Desrespeitar sentimentos é trair o amor do casal.

Foto via The Impire Of The Sun