Cya Jobs

Eu não ia postar aqui, mas eu comecei a fazer um especial pro Portal Pop sobre a vida do Jobs e, antes, fiz essa nota pessoal. Ficou grande e pessoal demais para publicar lá, então vem aqui no Compulsive só para tirar isso da frente e me focar no trabalho.

 

É realmente estranho pensar que o homem que idealizou o computador, o sistema operacional e o programa que uso para redigir esse texto tenha falecido. Steve Jobs não sabia da minha existência, é claro, e mesmo assim ele sempre foi uma figura tão presente para mim.

Comprei meu iMac porque os programas da faculdade exigiam e porque sempre quis ter um. Foi em 2006 e ele ainda está aqui comigo. Um pouco mais lento, é verdade, mas ainda assim um ótimo computador.

O iPod Nano veio mais tarde. Foi amor à primeira vista. Nunca pensei que fosse me apaixonar por um MP3 player. E, ainda depois, me apaixonar por um smartphone como eu era apaixonada pelo meu iPhone 3GS.

Parece bobagem, quando você ouve. É só um computador. Um MP3 player. Um celular. Mas quem usa sabe que é diferente. Que nunca falha, “just works”. Quem troca quer voltar atrás. Tudo é tão perfeito. Tudo roda tão suavemente.

Sou suspeita para falar, é claro. Sempre fiquei empolgada com as keynotes e anúncios enquanto meus amigos chatos e descrentes achavam defeitos nas novidades ou acusavam de plágio.

Aprendi com o Piratas do Silício. Aprendi com os discursos para o grupo de formandos. Aprendi a ser mais minunciosa com as minhas coisas. Aprendi com Jobs a dar a volta por cima mesmo que me chutassem do sonho que eu criei e sonhar ainda mais alto.

Sou muito grata por ter tido a honra de existir ao mesmo tempo de uma pessoa que marcou a humanidade. A tecnologia. A inovação.

Obrigada por tudo, Jobs.

  • Paulo

    … uau
    Sem palavras, mocinha… texto perfeito