Compulsive

Viciada compulsivamente no dia-a-dia.

Aconteceram coisas bizarras hoje.

A primeira coisa bizarra foi que terminei de ler Praticamente Inofensiva, o quinto livro sobre O Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams. Ele fala que a “trilogia” vai até o quarto livro mas é mentira, viu? No quinto um monte de coisa faz sentido. Pra compensar isso, ele mete uma maldita viagem entre os universos paralelos então continua tudo sendo confuso, irônico e londrinamente engraçado como sempre.

Quando eu terminei, pensei “… [vazio] … … Nossa, eu li um livro essa semana e nem notei”. Tenho certeza que essa é a compreensão exata do final. Absoluta.

Outra coisa engraçada foi que eu fui pra casa e não fui no aniversário de, por falta de um, dois amigos meus. Me desculpem, pessoal. Tenho prova de inglês amanhã.

Continuando, cheguei em casa sexta feira 8h da noite e meus pais estranharam minha presença. Perguntaram “Você em casa essa hora?” e eu repeti a mesma coisa que disse pra todo mundo: “Ah eu tenho prova de inglês amanhã e fiquei com preguiça de sair”. Só que isso não colou pros meus pais. Aí eu disse coisas da agência que estão me irritando e comecei a chorar.

Espera. Eu nem tô mais de TPM. Eu reclamei das mesmas coisas o dia todo. E aí eu tava alí falando “Eu odeio o fato deles bloquearem o twitter!” chorando feito uma criança.

Meu pai se arrependeu de ter perguntado e saiu da sala (bate papo uol oi?). Minha mãe ficou. Daí ela disse mais umas coisas tipo “Fica calma, amanhã é um novo dia, não gosto de te ver triste” etc e eu pensava “putaqueopariu mas eu não tô triste! Eu nem sei porque eu tô chorando!”

Então eu tava chorando porque não sabia porque eu tava chorando.

Tem alguma coisa errada aqui. Bem errada. Bem aqui.

Uns amigos disseram que é normal não ter vontade de catar ninguém ou de beber. Não ter vontade de catar ninguém é ótimo, nem sei se algum dia soube o que era não ficar carente. É quase uma repulsa, assim. Agora não querer beber? Não querer sair, não querer se divertir? Porra.

O @eduardomps no twitter respondeu um “Vida é para os fracos”. Não, cara, eu acho que vida é para os fortes. E eu não me sinto nada, nada forte.

ps. Eu sei que eu sumi. Tô trabalhando. Essas coisas. Nada de bom pra contar.

ps2. Fui no Codeshow e foi o máximo. Vou fazer um PDF sobre mas não sei se vai vir pra cá. Talvez.

ps3. Desculpem o post de mimimi, assinantes do feed.

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Categories: Chororô, Pessoal

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