Compulsive

Viciada compulsivamente no dia-a-dia.

Eu queria que as pessoas procurassem mais a si mesmas para deixar as outras em paz. Mas elas procuram as outras para se deixar em paz.

Se cada um fosse si mesmo seria mais fácil; mas é difícil e cansativo se criar, então as pessoas se compram prontas, tipo um conjunto de calça-blazer na C&A.

Todo mundo é igual e é difícil sair do ciclo assim. E muito, muito solitário. Acho que vai ser solitário para sempre. Por isso eu gosto de escrever, eu acho: é que não acho ninguém pra contar.

Dizem que é exagero ou depressão ou que eu tô bebendo demais. Não é nada disso. É ser “exército de um homem só, no difícil exercício de viver em paz”.

“Se no jogo não há juiz, não há jogada fora da lei”. Mas há mais juiz que jogador.

“Tanto faz ser culpado”. Eu me sinto culpada e vem na minha cabeça uma cena e uma voz: “Você acha isso certo?”. É claro que não. Isso me mata devagar.

Mas eu sei que eu sou capaz. Que é uma fase e que quando passar eu vou estar lá, eu mesma, pronta, lapidada, do jeito que eu quis.

Gosto do Gessinger porque ele é minha companhia. E procurando ele, achei a mim.

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Categories: Chororô, Comportamento

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