Meu problema com CDs
Minhas manias esquisitas formam meu eu esquisito. Eu gosto da maioria delas.
Uma delas é gostar mais do primeiro CD da banda do que do resto da discografia inteira.
Em algumas bandas gosto também de todo o resto, sendo o primeiro meu favorito (Depeche Mode, Engenheiros do Hawaii, Ana Carolina, Creed), algumas vezes gosto só do primeiro CD e ouço até hoje (Biquíni Cavadão, Nickelback, The Calling) e algumas eu gostei do primeiro CD e depois deixei de gostar (CPM 22, Charlie Brow Jr).
Não gosto dessa mania, mas também não gosto do que as bandas fazem com elas mesmas. Parece que as bandas têm três caminhos a seguir depois do primeiro CD:
- Elas podem melhorar, procurando sua identidade e melhorando sua habilidade com os instrumentos.
- Ela pode se manter exatamente com o mesmo estilo para todo o sempre, fazendo com que um CD gravado em 2009 tenha o mesmo som do CD de 1970-e-guaraná-de-rolha.
- Ela pode cometer o suicídio e cair no gosto da indústria fonográfica.
Acho que gosto dos primeiros CDs porque o som é antigo. Eu gosto, pessoalmente, dessa coisa meio anos 70, sabe?
Mas é injusto com a banda, porque vai que ela quis evoluir? Melhorar como banda. Mudar um teco o estilo. Experimentar instrumentos novos. E eu estaria sendo injusta por abandoná-la.
Não que eu deva gostar do que não gosto por obrigação. Mas por uma cumplicidade ouvinte-banda que merece alguma chance e insistência antes de desistir totalmente.
O problema é que as adaptações, as mudanças, as “digievoluções” perdem alma, identidade. Acho que é isso que me incomoda. Acho que é por isso que continuo gostando de Engenheiros (que mudou de formação várias vezes e manteve a alma do Gessinger) e Depeche. Biquíni quis ser deprimido, mas não o deprimido que ele era no primeiro CD, mas um deprimido vendido, encapsulado para sua comodidade.
Eu não entendo nada de música mas adoro falar sobre meus MP3. Acho que eles me refletem. “Um ponto num quadro pontilhista”.
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2 comentários para "Meu problema com CDs" | Adicione o seu »
Eu sempre acreditei na teoria de que as bandas mudam seu estilo por questões comerciais. O primeiro CD, é o som de verdade, é o que os integrantes do grupo quiseram mostrar para os seus fãs. Depois que a banda consegue um selo grande, de uma gravadora reconhecida e talz, parece que as músicas já não são mais totalmente dos integrantes da banda, e tenho a impressão que mais gente da palpites, e acho que isso faz as bandas mudarem seus estilos, fazendo com que os próximos discos, sejam bem diferentes do primeiro. Poucas são as bandas com personalidade suficiente para manter o seu estilo, e evoluir, dentro desse estilo, bem poucas eu diria. Mas sei lá, é só uma teoria…
[...] Como eu já disse, fico pensando se isso é uma evolução da banda que eu não estou acompanhando. Não sei, o Mike já teve cabelo vermelho e o Chester, loiro. Pessoas mudam. Uma evolução de estilo é perfeitamente normal e inclusive deveria ser incentivada. Mas perdeu a essência, acho, não consigo achar meu Linkin Park aqui. É uma banda legal até, not so bad, mas eu preferia que tivesse outro nome. Só pra não confundir. [...]