Compulsive

Viciada compulsivamente no dia-a-dia.

[post com o selo Tolkien de caracteres infinitos e descrição detalhada]

Dos dois eventos e um bar, fui no bar e faltei em um dos eventos. Qualquer coisa como era sábado, longe, fora de mão, estava chovendo e frio e eu tinha mil coisas mais importantes para fazer. O outro evento eu não poderia faltar.

Fiquei com medo, anyway: o shopping Cidade Jardim fica mais perto da Abril do que da Gommo. Eu achei que fosse embora da Abril dia 15 de março, o Gessinger ia ao shopping dia 17. Mas aí eu estou ainda na Abril, pelo jeito até dia 15 do mês que vem.

Aliás, o Shopping Cidade Jardim deve ser o lugar favorito dos paulistas que ganham mais de uma dezena de reais por mês. Consequentemente, é um dos lugares que estão na minha lista de cosias que não precisavam existir. Não tem como chegar lá senão de carro, por isso peguei um taxi e gastei R$20 pra atravessar o rio e andar três estações de trem. O lado bom: eu tinha certeza que poderiam existir milhares de fãs que a coisa ia ser humana e organizada.

Mas meu timming foi perfeito: fiquei uma hora na fila, depois consegui pegar senha para entrar no show, de pé (a minha era a 125 de 150), depois esperei mais uma hora em pé, agora já com o livro comprado.

Pra ser Sincero

De repente, a mulher que estava na minha frente (não sei o nome dela, mas agora ela chama Fabíola), a Fabíola tocou no meu braço e disse: “Aquele ali atrás da cortina não é ELE?” e era. Gente. Travei ali.

Entramos, todos os 150 felizardos e parte dos retardados. Ele tava lá. Na minha frente. Assim, for real.

Gessinger

Ele começou a cantar e eu e todo mundo começamos a cantar juntos.

É claro que eu comecei a chorar. Descontrolavelmente. E tremer. E isso me irritava porque eu queria cantar e tirar fotos mas não dava pra fazer nenhum dos dois. Eu odeio essas reações automáticas e incontroláveis do meu corpo.

Mas com o tempo eu acalmei. Quando as músicas pararam de me dar recados.

A Fabíola ficou bem na minha frente em 80% da apresentação e me fez tirar uma foto com o rosto dela em primeiro plano e ele no fundo. Tadinha, ela era mais tiete que eu. Mas teve uma hora que ela foi embora (pra fila de autógrafos),e eu comecei a tirar mais fotos e até a filmar um pouco.

Consegui filmar com a câmera e foi meio despretencioso, mas ele começou a cantar minha música favorita, Pose. COM DIREITO à parte dos (anos 90) que me motiva todo dia:

(eu devo estar infringindo TODAS as leis de copyright.)

Acho que foi alí que eu esqueci o que era respirar. Minha música favorita. Meu cantor favorito. Acontecendo, de verdade, na minha frente.

E ele tocou Perfeita Simetria no lugar de O Papa é Pop e eu adorei.

Rolou umas vezes, hahaha, que a gente sabia a letra e ele se embananou. Pode ter sido ensaiado ou não, mas foi tão fofo. Ele é muito fofo. E a voz dele é igualzinha a gravada. É lindo!

Saí o mais rápido possível depois que o show acabar pra ir pra fila dos autógrafos e não fiquei muito longe, mas mesmo assim foi mais uma hora esperando.

Pensei no que falar.
Esqueci.
Pensei de novo e anotei no celular.

Foi chegando a hora e eu tava meio nervosa porque eu queria foto mas não tinha ninguém pra bater pra mim. Eu vi a Fabíola. Ela parecia uma mariposa em volta do Gessinger, tirando mil fotos dele assinando livros de pessoas que ela nunca viu na vida. Me senti normal. Pensei em pedir pra ela mas ela não me viu.

Na hora, pedi pra um cara que era sei lá quem que tava fazendo sei lá o quê, mas ele bateu a foto pra mim.

Eu disse “Oi Gessinger :D” ele pegou meu livro pra assinar. Daí eu disse o ensaiadinho “Obrigada por essas coisas que você fica dizendo no meu ouvido. Tem me feito bem. Eu acho”. Acho que ele deu uma risadinha. Daí rolou a foto.

Gessinger e Marta Preuss

Lembrei que eu precisava respirar de vez em quando e comecei a procurar um caminho pra ir pra casa.

(Dei uma volta do caralho: fui pro Terminal Santo Amaro (o lugar opostamente (ao shopping) detestável de São Paulo, pior que a Zona Leste), peguei metrô, trem, desci no Shopping, comi um whooper duplo com queijo e bacon, peguei meu último copo de Star Trek que faltava e vi cosplays de Star Wars, que só digo que eram cosplays porque eu sei discernir muito bem a realidade da ficção).

Foi espetacular. É incrível saber que o Gessinger é de verdade. E o livro, eu comecei a ler, vale muito a pena. É bonito, divertido e cheio das curiosidades de boteco :D

As pessoas enchem meu saco porque eu sou tiete. Enchem meu saco porque eu choro em filmes, rio em comédias, canto e grito em shows, danço com música, fico bêbada em bares e participo na internet. Vocês são uns paradoxos, sabia? :P

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Categories: Cultura, Música, Pessoal

2 Responses so far.

  1. Lucas disse:

    Como vc tah bunita nas fotos *____*

  2. Naru disse:

    Nem sei se vc vai ler o comentario…mas isso me faz lembrar a seguinte frase.” vc conhece engenheiros, ja ate ouviu, mas não sabe que é engenheiros”…..Lembra???

    beijos e saudades

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