O Senhor dos Anéis – Lido, sonhado e comentado

fev 05 2010

O hai nerds. Long time no see. Estou de “férias” temporárias, brinks, alocada da Abril e graças a algum tempo livre que tive (não pergunte), pude terminar de ler O Senhor dos Anéis essa semana. (em breve volta a correria dos freelas, então não espere muita agitação por aqui)

Comecei lendo o Silmarillion muitos meses atrás, mas não consegui continuar. Muitos nomes, nenhuma referência a nada real, como Tolkien quer que eu imagine alguma coisa desse jeito? Tipo “Trolls são orcs grandes”. Nossa, bem elucidativo. Thanks.

Achei que estava enferrujada pra algo assim então li coisas mais leves antes: muito Gaiman (com direito a algumas coisas lindas da série de Sandman), o maravilhoso volume único de Nárnia e outras coisinhas largadas. Quando achei que estava pronta, parti direto para o primeiro, A Sociedade do Anel. Claro, algumas explicações ainda ficaram suspensas por falta de ler O Hobbit, mas nada grave e Tolkien faz questão de dar uma explicação prévia.

O livro passou relativamente rápido. Sabe como é o começo. Todo mundo reclama do Tom Bombadil, mas eu gostei dele. Tantas andanças e esperanças. Um livro claro como o dia.

O segundo livro passou tão arrastado, mas tão arrastado que eu encaixei uma Meg Cabbot (Tamanho 42 não é gorda) pra continuar gostando de ler e um Pequeno Príncipe para dar uma emoção na minha vida. Esse livro conta a andança das personagens. É um meio mais chato que o começo, nunca vi. Briguinhas aqui e ali. A parte que mais gostei foram dos Ents (grandes árvores que falam devagar) – e são ents! Eles demoram dez vezes mais que uma pessoa normal só pra dar bom dia. Reflita.

O terceiro eu li em umas duas semanas e me rendeu uns sonhos.

Primeiro sonhei que o @rafasoares era um servidor de Sauron.

Depois sonhei que eu ia destruir o anel verde e na hora que eu destruía e gritava “eu sou a Marta! da Gommo!”, havia a aurora e então o crepúsculo. Então Faramir me ligou para me avisar que seria mal-julgada. Loucuras de quem lê antes de dormir.

Então me emocionei com as últimas páginas e fazendo um balanço geral, é uma ótima história. Muito boa mesmo.

Eu gostei muito do modo como Tolkien cuidou do tempo e rítmo no segundo e terceiro livros, quando haviam várias histórias acontecendo ao mesmo tempo. Não vi os filmes até hoje e estou curiosa para ver como adaptaram isso.

Mas eu preferia ter lido um volume único. Concordo com o Ray, a divisão de títulos e livros é horrível. Digo, que duas torres, meu Deus? Eu contei três torres: as duas de Mordor e a de Sauruman. A divisão dos seis livros que o Tolkien faz é bem melhor que os três volumes.

Por mais que agora eu tenha mais essa estrelinha para colar na minha carteirinha de nerd, ainda vou me confundir toda com os nomes e lugares. São muitos. Mas é uma leitura válida, como não? Tudo que eu penso lembro que podia ser pior. Por exemplo “Nossa andei muito hoje. Mas não tanto quanto Frodo e Sam” ou “Puxa vida, que dor dessa tendinite. Mas a flecha no ombro do Frodo deve ter sido pior”. Hahahahha!

Agora falta O Hobbit. E não sei o que virá depois, mas tô com vontade da série dos livros do Guia do Mochileiro das Galáxias, que eu só vi o filme (shame on me). Outras sugestões são bem vindas e veja no meu perfil d’O Livreiro o que já li.

[editado] Eu fiquei o livro todo procurando QUANDO o Tolkien ia ser machista. Porque ele seria, inevitavelmente, dado sua época. Primeiro: ninguém da comitiva é mulher. Segundo: Quando uma mulher fala “Dá aqui minha espada que eu vou pra guerra” é reprimida. Vai mesmo assim e quebra o braço. Quando se cura, sua felicidade é saber que quer ser da casa de cura. PRA MERDA A CURA, caralho, personagens de cura a) são ruins e b) já tinha o Gandalf E o Aragorn, WTF? “Sou mulher, sou linda, devo ficar aqui como todos os machões falam”. Afê, Tolkien! [/editado]

One response so far

  1. Eu comecei pelo segundo, logo, não rolou uma paciência pra aguentar os detalhes mínimos sobre as folhas que voavam ao sabor da brisa refrescantes vinda das florestas verdes que adornavam as margens do rio translucido, calmo como um filhote de coelho.
    Ele devia ter deixado essas descrições para os trolls, orcs e essas coisas, imo.

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