Compulsive

Viciada compulsivamente no dia-a-dia.

Pra quem não sabe até hoje ou está fora do hype ou está lendo esse post do futuro, Google Wave é um novo jeito de mandar emails, que nem o twitter era um novo micro-blog. Ou seja: ele é uma ferramenta que depende da gente para ter alma, para ter propósito.

Quando eu comecei a usar o twitter, me recusei a fazer um post explicando, causando, dizendo como era legal e inútil. Pensei “Vou esperar isso evoluir, crescer, ter forma, e quando eu souber do que estou falando, faço alguma nota”. (apesar de que naquela época nem era meu foco escrever o que eu achava sobre tudo). Resultado: o twitter teve uns dois ou três ou mais booms e eu nunca falei como acho o serviço genial, mesmo com toda a orkutalização.

Vou tentar não perder o timing do Wave, porque as pessoas ainda estão chegando e dando uma olhada.

Primeira reação: Ahnm… só isso?

É, e eu aposto que minha primeira reação com o Snow Leopard vai ser a mesma. “Puxa, quando eu vi os vídeos parecia tão genial, agora é só uma caixinha onde posso criar mensagens e as pessoas responderem?” Eu confesso que tinha até me preparado psicologicamente para essa coisa de mostrar o que eu tô escrevendo em tempo real.

No fim, nada demais. O Marcel, do Byte que eu gosto, postou toda sua indignação com o Google Wave. É, gente, é só uma caixa de mensagens. Quem faz somos nós.

Segunda reação: Não vou dar conta

Eu twittei “Dahora. Dar conta do wave, do google reader E dos blogs, só desempregada ou de férias mesmo.”, porque é verdade. Todas as pessoas que eu tinha no meu falecido orkut, no gmail e no google reader (enfim, meus contatos-do-google) foram adicionados automaticamente, então até que tem bastante gente. Mas não é tão difícil assim acompanhar, eu é que estou em dias corridos na agência.

Eu só acho que poderia mesclar meu email e meu google reader nas waves. Algo como “transferir pra wave” no caso do gmail (isso ia ser bem nice com meus emails gigantes de segunda-feira com a Paty) ou “compartilhar no wave” no caso do google reader (com as pessoas podendo comentar embaixo do item compartilhado).

wave

Terceira reação: Já que estamos aqui…

Primeiro eu fiquei brincando de bate-papo e sudoku.

Quando já estava mais povoado, eu criei uma wave (proporcionalmente) imensa, cheia de gente diferente, pra perguntar do futuro do Compulsive. O resultado foi bem legal: várias pessoas comentando e respondendo. A informação ficou organizada e dá para entender o rumo que as coisas estão tomando.

Ou seja: o wave é legal, só não tem alma ainda. Ninguém sabe o que fazer com isso. Não tem gente o suficiente ainda para que isso seja criado. E quando tiver todo mundo, a possibilide de orkutalização é alta porque seguir é mão-dupla, eu tenho de aprovar que você seja meu amigo.

Então eu escrevi umas 500 e poucas palavras para não falar nada. Não dá para prever o desenvolvimento de coisas orgânicas. Mas por isso que a sacada tem bastante coisa para dar certo: é uma ferramenta bacana, onde quero fazer uns brainstorms e compartilhar idéias, além de me divertir com amigos de uma forma mais espaçosa que o twitter, mais interativa que os blogs e mais sóbria que o msn.

(Não adianta pedir, meus convites acabaram).

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2 Responses so far.

  1. Pôlo disse:

    Tá com cara de ser um GTalk tunado.

    Não vi nada demais e acho que aquela feature de ver o que a pessoa tá escrevendo é uma idéia péssima. O que vai ter de gente interrompendo pra tentar adivinhar o que vc quer dizer. hahaha.

    Sei lá, funhé pro GWave.

  2. Lecticia disse:

    comoassim eu não ganhei convite? =(((((((((((((

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