Desculpas esfarrapadas pela falta de atualização
A agência estava meio tensa. Digo, as pessoas sempre saíram e novas sempre eram contratadas, até que começaram a mandar lotes de pessoas embora. O clima foi ficando cada vez mais pesado.
Um dia meu ex-chefe e sempre grande amigo veio conversar comigo e descobriu que eu queria fazer jornalismo. Agora não quero mais; existe pós em Jornalismo Cultural, e é isso que vou fazer quando o inglês acabar. Mas na época, eu queria fazer outra graduação. Isso o incentivou a me demitir.
Era terça-feira e minha TPM não poderia estar pior. (A você, homem, que diz que é frescura e que a gente devia se controlar, vai tomar no c*). De qualquer jeito, meus hormônios todos se acalmaram ao mesmo tempo quando eu ouvi o “vamos ali conversar?”.
Saímos em seis pessoas. Antes de sair eu já estava mandando currículos. Depois, fomos tomar uma cerveja. Na quarta-feira, fiquei com o Ray (foi importantíssimo para a saúde do meu namoro) e na quinta, estava fazendo entrevistas. Sexta de manhã recebi a notícia que tinha sido contratada.
Dois dias desempregada. Cinco dias e meio sem trabalhar (se contar o fim de semana).
A empresa nova é legal: tenho um ótimo computador, um monitor decente de 19” Flatron wide, eles têm uma parede roxa, eu posso trazer meus copos e bonecos porque não serão destruídos. Principal: estou do lado da Paulista, minha segunda casa. Vou gastar os tubos com chá mate, all star, camisetas da Banca de Camisetas e principalmente Starbucks. Fora o McDonnalds, Habbibs e loja de Havaianas, tirando ainda as academias e tem lugar pra fazer Tai Chi (eu muito vou ter de ir pelo menos perguntar o preço).
Ainda to me acostumando. Os meninos ainda acham que eu sou dessas meninas que acha que falar palavrão é feio e ficam sem-graça de secar garotas gostosas pelas ruas (coisa que não falta pra esses lados). Não sei se eles já notaram que eu sou realmente nerd. Tenho conversado com um ou outro; mas sento separada de todo mundo e tenho de ficar me auto-convidando pra tudo.
Mesmo assim, um passo de cada vez. Começo é sempre chato.
Tudo aconteceu absurdamente rápido. Eu ainda coloco a senha do emprego antigo no computador novo. Por isso eu sumi daqui: apesar de ter pautas, preferi postar no QG (sobre os filmes A Onda e Herbert de Perto) e até no Resenha em 6 (sobre o Fifties) do que tentar transformar essa vida nova em palavras.
Em breve voltaremos à programação normal.
Essa coisa louca de mudança
Surpresa: greve é um DIREITO.
Minha geração e o mercado de trabalho
Parece que acabou 
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Eu invejo vc.