Compulsive

Viciada compulsivamente no dia-a-dia.

Mais um texto do www.marta.preuss.nom.br, mais um dia sem inspiração, mais um dia cansativo, mais um texto de escola, esse mais antigo, do fim de 2005…

Não basta ser inteligente, tem de ser apresentável. Ou, ser apresentável basta. Essa é a realidade do “ser” e “parecer”. Com uma boa aparência, pessoas demonstram ter mais recursos, uma vez que se “embelezar” custa algum dinheiro.

Da mesma forma, para se provar que é uma boa pessoa, deve se parecer com uma. No Brasil, os cuidados estéticos são cada vez mais importantes que os intelectuais. Tais cuidados, por serem de difícil acesso monetário, aumentam ainda mais as diferenças sociais.

Não é difícil encontrar revistas e programas de televisão enaltecendo o belo. Talvez seja por isso que se abram menos livrarias e mais academias de ginástica: o povo, ignorante, segue os padrões que lhe são passados e o padrão atual é valorizar a beleza estética.

Os corpos belos e esculpidos são glorificados, enquanto os feios, são menosprezados. Cabe aqui uma história antiga, o Corcunda de Notre Dame, um homem feio porém de grande coração. Pessoas são julgadas – por vezes, erroneamente – quando só se conhece seu estereotipo. “Quem vê cara não vê coração”, como diz o ditado popular.

E no Brasil, como sempre, há os grandes contrastes sociais: ao mesmo tempo em que o país está em primeiro lugar no hanking mundial da cirurgia plástica, com os que se dão ao luxo de comer menos para não engordar, temos toda uma nação que se preocupa muito mais com a própria sobrevivência do que com o cuidado estético.

Finalmente, se continuarmos nos baseando somente no modelo físico das pessoas, a humanidade vai acabar por, de certa forma, “emburrecer”, ou melhor dizendo, os avanços científicos serão mais discretos, pois não se investe em educação, e, sim, em cuidar do próprio corpo.

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Categories: Comportamento

2 Responses so far.

  1. disse:

    Não concordo. Acho que atualmente tem se exigido demais dos profisionais, apenas faculdade não é o bastante, tem que ter especilização, falar vários idiomas e tantas outras coisas! Acho que esse nível nunca foi tão alto!

  2. disse:

    Dizem que não existe mulher feia, existe mulher pobre. A baixa condição social puxa também o baixo estudo. A pessoa bem apresentável tem, sim, mais chances no mercado de trabalho.
    E esse “nível alto” que você fala é pra meia dúzia que consegue aprender a ler e escrever no ensino fundamental. Deve ser por esse nível alto que tem tanta gente desempregada.
    Tudo bem, o texto é meio exagerado, mas faz dois anos, poxa, eu mal sabia que faculdade ia fazer u_u…

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