Compulsive

Viciada compulsivamente no dia-a-dia.

Eu tenho ouvido Engenheiros do Hawaii muito, muito compulsivamente mesmo.  Porque quando tudo na cabeça tá em formato de nuvem de tag e, por mais que escreva, pare, pense e tente organizar as coisas, elas ainda continuam confusas, não tem nada como essas frases genéricas para acalmar.

Eu também tenho conversado muito com várias pessoas diferentes, mas principalmente com meu pai. Vez ou outra ele acompanha de longe alguma coisa da minha vida, mas dessa vez eu tenho pedido a opinião dele, mais do que nenhuma outra vez que eu me lembre. Por ser homem, adulto e programador, meu pai é muito lógico, quase um Spock da vida; eu, exagerada, menina e “no olho do furacão”, preciso desse contra-balanceamento para poder enxergar as coisas com mais clareza.

(Eu sei que no olho do furacão mesmo as coisas são calmas e só ficam girando em volta. É exatamente essa sensação: tudo girando em volta, sem conseguir olhar pra lado nenhum. É estranho e necessário.)

Outra diferença, comparando a tudo que já me aconteceu antes, é que estou aplicando métodos práticos de resolução de problemas que vim acumulando de conselhos diversos do fim da adolescência até… isso que eu estou hoje, que eu acho que é… ahn… o fim da adolescência um pouco mais pra frente.

Lembrar que “eu já vi o fim do mundo algumas vezes, e na manhã seguinte estava tudo bem”, parar de escrever os pontos ruins, parar de pensar “ah se eu tivesse feito…” e culpar o passado mas focar a energia em pensar em planos beta, respirar fundo e se deixar sentir medo, raiva, desespero e vontade de gritar tudo junto são pequenas atitudes que ajudam muito.

Eu sei que eu estou fazendo tempestade em copo d’água. Eu queria estar mais calma e levar isso mais racionalmente. Odeio ter medo, mas não é porque se tem medo que não se pode ser corajosa. E eu preciso de muita, muita coragem agora.

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Categories: Chororô, Pessoal

3 Responses so far.

  1. Cafeina disse:

    sinto falta de conversar com meu pai… rola um complexo de Edipo entre nós e nunca consegui falar sério com ele sem chorar e ele comigo sem me ofender… tudo questão de amor demais sabe?

    E cá entre nós, eu gosto de Engenheiros, já passei horas me identificando com vááárias músicas.

    Coragem pra ti… sou quase uma tiazinha e nem sirvo de exemplo pra bons conselhos rs

  2. Lecticia disse:

    Comoassim seu pai está por perto e não desliga esse engenheiros ruim e põe beatles? incompreensivel! hahaha

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