Como a maioria das coisas que eu escrevo aqui no Compulsive, eu não entendo de fotografia. É só mais uma das coisas que está no grande grupo de coisas que eu não entendo, mas gosto muito. Já fiz curso de fotografia que deu uma super ajuda, mas o que se aprende em uma semana de aulas, não é mesmo? Só deu pra ter uma noção, uma base. Enfim, não leve tão a sério assim – e todo complemento será bem vindo.
Eu assino o Dicas de Fotografia que realmente ajuda, dando dicas e mostrando referências. Quando quero fotografar algo específico, procuro referências específicas.
Isso de tirar fotos em casa pra treinar rendeu a foto da Enterprise, a “I’m a girl and I’m a gamer” e a do iPhone. Como vocês podem ver, macro é quase uma regra: planos bem fechados, muitas vezes cortando o assunto, dá todo o destaque para ele. Essa é a linha que eu costumo seguir com objetos em geral.
Hoje eu queria algo na mesma linha para minha Melissa nova.
As primeiras fotos ficaram assim:
Tremidas com o piso aparecendo. E meu pé não é das coisas que mais gosto em mim. Fora que tirar fotos do próprio pé não é tão fácil quanto parece. Ainda mais com essa Melissa, que os pontos fortes são o Pequeno Príncipe e a Rosa na ponta e a rosa na fivela.
Achei feio e procurei referências de fotos de sapatos. Dei uma passada no Shutterstock mas fiquei um bom tempo no site da Patrícia Figueira com fotos lindas de casamento e de sapatos de casamento. Na falta de um tutorial mais específico, tá ótimo.
Sempre que eu vou tirar foto em casa algumas coisas são essenciais. Quanto menor o objeto, melhor. Há diversos tutoriais de como fazer mini estúdios mais profissionais em casa, mas isso é simples e resolve minha vida.
- Folhas de papel sulfite ou cartolina: isso é vital. Desde o TCC só tiro fotos específicas assim: forro um canto mesa-parede ou chão-parede com folhas de sulfite. Imita um fundo infinito. Eu sei que é muito bobo, mas dá outro resultado pra fotos e é ridiculamente fácil de fazer.
- Luminária de mesa: nem sempre é necessário, mas eu curto. Se tiver três pontos de luz, melhor. Mas fotografia é iluminação. Uso essa luminária básica, só porque tá de noite e só a luz da sala não vai ser suficiente. Lembre-se: muito cuidado com a sua sombra. Quanto mais flexível a luminária for, melhor. Quando eu filmo vídeos, coloco uma folha de papel na frente da lâmpada para não ficar muito estourado.
- Às vezes, quando tem uma longa exposição pela frente, uso esse tripezinho. Quero comprar um maior, mas enquanto não dá…
E lógico, minha câmera. Tenho uma DSC-H50 e tô sempre fuçando. Conhecer muito bem sua câmera é fundamental e fazer um monte de testes, mais ainda. Esse é outro motivo pelo qual curto fotografar em casa: treino.
Além da câmera, conhecer um pouco de photoshop ajuda. Mas se você não manja nada ou tem preguiça ou mesmo para experimentar, pode ir atrás de actions. Há algumas coisas tosquinhas mas outras bem legais. Uma foto da minha irmã com efeito vintage é exemplo.
Essas são minhas fotos favoritas antes do Photoshop:
Escolhi uma pra editar:
A action Sweet Dream:

A action 7 de Lomita:

Heh, nas duas últimas faltou o cuidado com o papel no fundo, presta atenção. Mas fica o exemplo – e o aviso, hahahah!
Se você gosta de fotografia, não perca nenhuma oportunidade de praticar. Principalmente porque é muito divertido e porque enche os olhos de quem vê
Como o iPhone mudou minha vida
Então eu sou a feliz (muito feliz) proprietária de um iPhone. Eu fiquei em dúvida se fazia esse post aqui ou no QG (que eu não posto há milênios) mas achei pessoal demais pra lá. Outra: eu não acho o iPhone o melhor celular do mundo, mas é o que mais atende as minhas necessidades.
Mais uma coisa importante de frisar: eu saí de um palm treo 680 para um iphone 3gs 16gb. Tem lá suas diferenças, néam?

Olááá futuro!
Então eu consegui uma grana e a primeira coisa que eu fiz, depois de esperar meses e meses, foi trocar da Claro pra Vivo e pegar um iPhone. Eu não tenho nada contra a Claro, foi uma boa operadora. Mas na mão dela o aparelho ficava R$800 mais caro e eu não tinha essa grana. A Vivo tem bons planos: eu peguei o iPhone100: pago R$130 mas vem com 500mb de internet, 100 minutos, uma alegria. É meu primeiro celular com 3G e a velocidade não é ruim (pras coisas que eu faço sempre: ver gmail, twitter e subir foto pro twitpic), nada a reclamar. A portabilidade tá acontecendo durante essa semana e tá bem irritante andar com os dois aparelhos. Espero que acabe logo. Lado bom: não tive trabalho nenhum, a Vivo fez tudo pra mim.
Falando em 3G e 500mb, o que traz a vida e a felicidade para um portador de iPhone é wi-fi. Todo lugar com aquela plaquinha de wi-fi ficou muito mais atraente. Todo garçon ouve minha pergunta de “qual a senha da internet?”. Porque ter internet na rua, na sua mão, em qualquer lugar, muda muito a vida. Você pode falar de um vídeo do youtube e mostrar na hora. Você pode estar perdido e ver o google maps ou checar o trânsito. Você pode mandar e receber emails e mentions do twitter. Você pode checar seu saldo no banco. Fora o google inteiro ali, pronto para resolver qualquer uma das suas dúvidas.
O Safari do iPhone renderiza igualzinho qualquer outro Safari (menos flash, né? HATTERS GONNA HATE) (ou seja: meus dias sem javascript e com internet mobile acabaram \o/). O zoom faz a nitidez ser perfeita. O acelerometro ajuda a ler ou escrever da forma que for mais confortável. A luz da tela se adequa à luz ambiente. É foda.
Quando eu comprei também fiz um seguro de R$16 (absurdos) por mês. Mas “vai qui ni qui, né?”, eu não vou chamar Murphy à toa.
Falando em segurança, vocês sabem, iPhone é visado pracaralho. Eu tô trabalhando na Vila Olímpia, i-ma-gi-na! Muito medo, cara. (tudo bem que eu acho que teria mais medo ainda na Paulista, mas ok). Então eu ando com o fone de ouvido. Ele é discreto (talvez não o suficiente ainda mas não consigo imaginar como ele seria mais), eu posso aumentar e diminuir o volume das músicas (uma GRANDE pena que não dê pra passar) e passar dando dois cliques nele (obrigada @raulsolzalima, mudou minha vida
\o/) e, se eu aperto no meio e digo o nome de um dos contatos, ele efetua a ligação. Ou se um contato me ligar e eu apertar o meio, respondo. É hilário, parece que eu tô falando sozinha, hahaha. Mas a qualidade é excelente (eu gravei na rua pra testar).
Fora que agora eu voltei a ter bloco de notas (quando eu abria o do palm ele reiniciava o celular o_O), que eu não fico mais surda nem sem ouvir a música graças ao controle no fone e que toda a minha biblioteca de mp3 coube (então minhas estatísticas do last.fm vão ficar ainda mais honestas).
Falando em entretenimento… Haja aplicativo. Haja joguinho. E eu nem fiz o jailbreak ainda. Eu nem sequer comprei nada ainda, tá tudo free. É impressionante a quantidade de apps na Apple Store. Quem teve palm sabe como é divertido achar apps e agora esse vício tem muito pra consumir. Os jogos são muito divertidos e dá pra perder horas nisso. Dá pra perder horas na Apple Store (eu checo todo dia antes de dormir). ALSO, com a ajuda do Videora Converter e do iSubtitles, tô convertendo e legendando minhas séries pra ver no ônibus (meu ônibus é seguro). EPIC!
Apesar de tudo isso, a bateria tem durado um dia na minha mão. Eu carrego em casa, à noite, pra sincronizar, brinco um bom tempo antes de dormir, uso o dia todo e como eu fico com medo de ficar sem bateria, dou uma recarregadinha marota no trampo.
A câmera só quebra galho, como todo mundo sabe. Filma legal, mas a do iPhone4 é HD né, gente, não vou nem entrar nesse mérito que dá vergonha.
Sôbunita? E o iPhone?
A pior parte da adaptação foi/está sendo a digitação. É horrível trocar de um teclado físico para um touch, por mais que o touch do iPhone seja o melhor do mercado. Tô acostumando aos poucos e digitando cada vez mais e cada vez mais rápido e não trocaria por um celular com teclado lateral porque eu (na minha opinião pessoal – redundância necessária) acho feio.
Mas uma coisa que eu descobri é que o iPhone não é o melhor celular do mundo, do mesmo jeito que o iMac não é o melhor computador do mundo (principalmente quando o Steam lança os melhores jogos da EA só pra PC né?), mas eu gosto MUITO dos produtos da Apple. Nunca me arrependo de comprar nada deles, por mais ridiculamente caro que seja tecnologia no Brasil (eu sei que Apple é sempre caro, mas eu paguei R$1100 num telefone que custa $299). Sou do clubinho do iPhone agora e acho que podem aparecer dicas de apps por aqui de vez em quando
A patotinha do Reader (Gtards FTW)
O Google Reader nunca foi aquele primor de leitor de RSS, mas foi o que eu me acostumei e meus feeds foram parar lá. E se é ruim como leitor (eu gosto porque é simples, mas muita gente não curte), é pior ainda com a interação social: antes do Buzz, era um inferno adicionar pessoas para compartilhar feeds. Até pouco tempo atrás, só podiam comentar no seu item compartilhado quem estava num grupo com essa liberdade. Usabilidade péssima.
Mesmo assim nós vencemos todos os problemas pelo caminho e acabamos fazendo amizade. Alguns que eu já conhecia de longa data, que estavam no GMail e meu falecido Orkut há anos, e outros amigos de amigos.
O Google Reader acabou sendo uma rede social tão importante quanto meu twitter e a gente realmente conversa e discute coisas bacanas por lá. É um complemento dos blogs que a gente lê e uma das minhas fontes de notícias e humor. Apesar das pessoas chatas que aparecem de vez em quando e que me irritam profundamente, a maioria das pessoas são muito legais e eu cresci muito por lá.
A gente faz encontrinhos e nos auto-denominamos Patota do Reader ou GTards: eu, Natália, Mariana, Zé, Leon, Varetinha, Piano Black e Edu Melo (esqueci alguém?). Mas shareei um post que juntou mó galera que me segue, hahaha, e foi divertido ^_^
E é sobre a Tê Vê
Sério gente que vocês ainda vêem TV? Que mais, vocês compram a Folha/Estadão aos domingos e a sua mulher compra Nova/Manequim e sua filha compra Capricho/Gloss e a tiazona compra TiTiTi e o pai de família compra, sei lá, Época/Exame/Veja e o filho nerd compra SuperInteressante/Info?
Sério que vocês guiam TANTO a vida de vocês nessas mídias de mão-única a ponto de precisarem fazer um dia-de-não-assistir-globo (e eu já falei que dia-de-qualquer-coisa é idiota e inútil), dizer que “A Globo é melhor que a Record”, que o Dunga isso ou aquilo?
Se isso importa tanto pra você ao ponto de você se dar ao trabalho de fazer o sacrifício de ficar uma sexta-feira sem ver televisão você é muito, muito estranho pra mim. (ou seja: um babaca.)
Vai ver que é porque eu sou da classe média, geração Y, conectada, fiz faculdade de Comunicação Social e sou pseudo-intelecutal o bastante pra pouco me foder com qualquer informação de mão-única (que eu não posso participar de volta. Tudo explicadinho, se quiser eu desenho ou faço um reality show.)
Não é que eu não assista TV ou não leia as revistas que eu falei. Mas não é isso que determina, diretamente, quem eu sou (pelo menos eu não acho). Eu sou muito mais o reflexo dos meus feeds e dos meus seguidos do twitter do que da TV ou das revistas que leio (nem vou adicionar rádio porque quase não ouvi mais rádio depois do iPod, tirando quando, sei lá, é domingo de manhã e minha mãe está fazendo o almoço e a gente ouve o horóscopo e adivinha: mudanças para a sagitariana aqui, uma vida maravilhosa e tranquila pro aquariano do meu pai e uma vida de merda pras piscianas mãe e irmã)
Mas como que as pessoas…
- Primeiro: vêem algo na TV/Revista/Rádio e não comentam com praticamente ninguém e o autor daquilo nunca vai ficar sabendo das opiniões das pessoas? A informação não é fermentada, não cresce, não ganha forma, é uma escultura pronta.
- Segundo: engolem qualquer coisa que esses meios passam? (acho fantástico quando algum portal grande, sério e cheio de credibilidade leva O Sensacionalista à sério e se fode).
- E terceiro: acham que vão fazer qualquer merda de diferença xingando muito no twitter, sendo que o difusor da informação nem sabe da existência deles?
Sério, se você se acha o Che Guevara porque vai ficar uma sexta-feira sem ver televisão pode me aclamar como Deusa. Obrigada, obrigada.
Comunicação de via-única é feita para entretenimento e no máximo noticiário – quando é sério, mas a gente sabe que é manipulado então nem isso. Na internet qualquer um pode gerar conteúdo, mas qualquer um pode contestar, e por isso acabo acreditando mais nela do que na TV.
Faça o que quiser, mas não venha encher o meu saco: ficar um dia sem ver a maior rede de TV da América Latina (me corrigam se eu estiver errada) não vai mudar o mundo em NADA. O que vai mudar o mundo é a consciência de tratar bem as informações que você recebe. Passe sua sexta-feira pensando nisso e ganhe mais.
Desespero criativo
É uma coisa antiga minha, que me dei conta há alguns anos atrás (quando entrei na faculdade) e só achei um nome apropriado agora.
Meu desespero criativo está total e completamente relacionado ao tédio.
Eu geralmente (desde criança) fico entediada nos dias chuvosos, no fim do dia ou no domingo. E geralmente nessas horas me dá um siricutico, uma folha em branca na cabeça, as mãos querendo se mexer e fazer algo legal.
Tudo que eu quero é fazer algo legal. Só isso.
Na faculdade, uma faculdade criativa, a sensação piorou porque, quando se abre o leque, mais coisas legais podem ser feitas, e mais em dúvida eu fico. E rola uma auto-cobrança maior. Para ser algo legal depois da faculdade, teria de ser algo really fucking awesome antes da faculdade, e isso é mais difícil de atingir.
Dizem que a gente tem de buscar inspiração pra fazer algo legal. Eu ouço Depeche Mode, os CDs mais introspectivos, como o Ultra. É bonito, parece que o som tem uma forma de universo, sabe?
Ou vejo meus feeds sobre arte, design e publicidade. A maioria é o feed do FFFFound e do We Heart It.
Aí dá mais desespero ainda. Tanta gente fazendo cosias lindas. Parece que vai ser só puxar o gatilho e eu vou conseguir criar qualquer coisa linda ou incrível.
~ * ~
Depois de quatro anos como webdeveloper, parece que arrumei um emprego na área de Mídias Digitais. Meu lado criativo vai ser mais estimulado, assim como a fotografia e o vídeo. Estou muito empolgada e espero que minha criatividade se solte de uma vez, em vez de ficar me desesperando, presa dentro da minha cabeça – nem se for em forma de rascunhos no moleskine ou fotos de nada com nada.









