Tenho orgulho de quem se assume
Se assumir tem um pouco mais de conseqüências do que só enfrentar o senso comum. Afinal, enfrentar o senso comum não é assim tão fácil.
É engraçado como esse papo parece ser sobre opção sexual – e claro que se aplica – mas na verdade me refiro a tudo que se escolhe ser que difere da maioria, definida em estatísticas vagas de pequenos grupos sociais.
“Mas nós vibramos em outra freqüência” e enquanto a maioria me estranha por (apesar dos meus genes XX, seios e opção sexual) falar palavrões, evitar levar desaforo pra casa, matar baratas e rir de Matanza e piadas machistas (são PIADAS!), eu não consigo entender mulheres fúteis, ciumentas e coisas assim.
Pior: o cérebro da maioria das pessoas parece incapaz de conceber uma mulher-pessoa-normal e não me contam como mulher, mas como brother.
No começo eu fiquei meio chateada e minha auto-estima ficou meio baixa (essa foi a parte difícil), mas quando comecei a pensar em tudo que eu precisava fazer pra ser aceita como mulher, vi que não compensava.
Desculpa, galera, aqui tem menos uma mulher-gostosa no mundo (modo de falar, eu não sou assim tão não-gostosa desse jeito), mas mais uma mulher brother. Vocês, sem perceber, vão me respeitar mais do que a elas e talvez eu cate menos gente e faça menos sexo que elas, mas isso é infinitamente menos importante do que me deixar pra trás e me mudar em nome de uma convenção social estúpida.
Tenho menos pressa do que antigamente. Existem pessoas legais nesse mundo. É o que me importa.







